Genealogia e Historia dos Meirelles e Afins
terça-feira, 22 de março de 2022
domingo, 4 de janeiro de 2015
Cap 0 Introdução
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Crítica do Texto
Um trabalho que a pretexto de
conduzir uma pesquisa genealógica e histórica envereda de forma singela e rica
pelos campos de psicologia, filosofia,
sociologia e política à luz da busca pela competitividade.
Uma sucessão vertiginosa de
fatos e documentos que contam por si uma história, se alternam com alguns
contos saborosos que evocam o passado.
O texto busca o encontro de
aventuras do passado que constroem pontes para o futuro.
Em seu relato o autor faz a
história se encontrar com um caleidoscópio de emoções.
Pesquisa histórica
brilhante. Juventude dramática a de um avô que felizmente sobreviveu para poder
contar a história ao seu neto.
A obra apresenta novos ângulos,
novas leituras, e interpretações surpreendentes sobre fatos históricos que surgem
nos documentos particulares da família.
Para nós os familiares
consangüíneos o texto, mais do que uma viagem no tempo e no espaço, permite que
se faça uma viagem ao interior de cada um de nós.
Manuscritos de família voltam a
falar e dão testemunho de um tempo complexo e rico.
Dedicatória
Dedico este
primeiro texto genealógico e histórico de meus ascendentes matrilineares a meu
neto Daniel, que aos três anos era tão parecido com meu pai que parecia uma
reencarnação.
Se não fosse
agnóstico e sistematicamente cético, como sói acontecer com um físico, julgaria
que se realizara o vaticínio de um grande amigo, o engenheiro, monge budista e
teósofo Murillo Nunes de Azevedo, que
meu pai reencarnaria ainda em minha vida para uma segunda chance.
Film Amistad
Author David Franzoni
Role President John Quincy Adams
Actor Anthony Hopkins
Author David Franzoni
Role President John Quincy Adams
Actor Anthony Hopkins
“…when a member of the Mende encounters a
situation where there appears no hope at all, he invokes his ancestors. It’s a
tradition. See, the Mende believe that if one can summon the spirits of one’s
ancestors, then they have never left, and the wisdom and strength they fathered
and inspired will come to his aid…
…We have long resisted asking you for guidance.
Perhaps we have feared in doing so we might acknowledge that our individuality
which we so, so revere is not entirely our own. Perhaps we’ve feared an appeal
to you might be taken for weakness. But, we’ve come to understand, finally,
that this is not so. We understand now, we’ve been made to understand, and to
embrace the understanding that who we are is who we were. We desperately need
your strength and wisdom to triumph over our fears, our prejudices, ourselves.
Give us the courage to do what is right. And if it means civil war, then let it
come.”
Numa situação de perigo invoque seus ancestrais, pois naquele momento
você é a única razão de eles terem existido. (CINQUE em Amistad)
Agradecimentos
Agradeço aos pesquisadores do
Projeto Fatores Humanos e Tecnológicos da Competitividade e do Grupo
Quintellaalumni da UFF. À UFF, à
Universidade de Newcastle, à IBM e aos confrades do IHGN.
Agradeço à minha prima
Eliana Quintella de Linhares pelas dicas
em Genealogia. A Guilherme Serra agradeço o fornecimento de diversos documentos
de Portugal do século XVIII.
Agradeço atodos os ancestrais
cujas vidas estudei e inspiraram seus descendentes a serem um pouco melhores
ajudando-os a entender que ter um bom futuro depende de bem conhecer o passado.
Nós seus descendentes compartilhamos com estes ancestrais no mínimo o
sangue e o DNA, mas sobretudo a coragem
para nos superarmos com muito suor desenterrando sua história e os segredos de
sua simpatia e sucesso.
Agradeço por fim a todos os
familiares e organismos que forneceram
dados e documentos para elaboração deste trabalho.
Sangue e Suor,
Superação, Simpatia e Sucesso
Um guia para pesquisa
genealógica e histórica
de ascendentes e
descendentes
de
Domingos José Meirelles
e Joanna Linden Raming Vianna
Visando uma análise da
percepção de uma família
sobre uma parte da
História do Brasil nos séculos XIX e XX
Heitor Luiz Murat de
Meirelles Quintella
Sumário
/Prefácio / Introdução / Biografia do Autor /
Diretório de Fontes de Pesquisa
Cap 1 Domingos José Meirelles
Cap 2 Joannita e Iracema
Cap 3 Descendentes de Domingos e
Joanita
Cap 4 Ascendentes de Domingos
Cap 5 Ascendentes de Joanna
Cap 6 Conclusão e Estudos Futuros
Cap 7 Sobre o autor
Cap 8 Apendice
A meus ancestrais devo minha compreensão, meus perdões, minha gratidão, pois sem eles – com suas virtudes e fraquezas – não estaria vivo. Por isso cumpro a missão de resgatar sua memória redigindo uma viagem aventurosa e mental ao passado. Essa saga é destinada a quem queira viajar pelas arestas do tempo e aprender a ter orgulho do próprio sangue e fortalecer-se para sobreviver às águas turbulentas do oceano da vida. Ademais, como todos morreremos, se não escrevermos nossas histórias para a posteridade será como se não tivéssemos vivido.
Heitor Luiz
Murat
Sumário
Este trabalho trata de apresentar ascendentes e descendentes
do casal Domingos José Meirelles e Joanna Raming Vianna, bem como as fontes de
informação usadas . O enfoque crítico é
limitado ao ponto de vista obtido a partir de relatos e experiências da filha
primogênita Iracema Raming Vianna e de
um neto – o autor principal do texto.
Adiciona-se ao resumo genealógico recortes de jornal da época e evidências
documentais que sustentam a veracidade dos dados apresentados. Completam o
estudo análises históricas que contextualizam a vida de alguns ancestrais em
foco, trazendo à vida seus sentimentos e vivências, quebrando a frieza do
registro genealógico. Além disto são apresentados textos de convidados que
analisam as passagens do texto, a biografia e a produção do autor prinicipal.
Segue este texto uma tradição iniciada por Giorgio Vasari, há mais de 450 anos,
que mistura em biografias e genealogias a vida, a obra, impressões (até mesmo algo semi
ficcional) e documentos. Este mesmo artista inspirou meu orientador de
doutorado, Jim Hemsley, a criar e
dirigir um projeto de arte em Florença com o nome Vasari Project. E ao Jim eu
devo algumas dicas sobre o método
adotado neste texto.
Num país em que há pouca Ciência e a História é pouco
estudada, tornando não apenas o futuro mas também o passado incerto, deixar um registro da memória de uma
família pode ser útil para as próximas gerações. Num país em que a alta cultura vem sendo
demolida pela ideologização do pensamento, a História das famílias e dos
indivíduos está sendo sepultada por uma grossa camada de clichês baratos e um
manto de esquecimento. Por isso uma das funções deste livro é deixar um pequeno
legado aos membros desta família com uma visão leve e arejada de seus
ancestrais, sem os vícios intelectuais do “ dia” que tudo politiza, mediocriza
e prostitui. A maneira escolhida para aproximar os leitores do texto foi abandonar
o rigor formal que seria apropriado para um livro de História ou de Genealogia. Com essa
aproximação se pretende que o
conhecimento das realizações dos ancestrais permita que as caravelas dos sonhos
de seus descendentes naveguem na busca destemida de seus destinos e aportem no
cais dos vencedores.
O estudo genealógico presente mostra a grande miscigenação
que ocorreu no Brasil e dá uma grande lição para superação do preconceito
racial e da intolerância com opiniões divergentes. Por outro lado, esta pesquisa
mostra que há oportunidade de
ascensão social para todos que se
educarem e trabalharem honestamente para produzir resultados de utilidade para
o mundo. Nesta família, que tem membros provenientes conhecidos de Portugal,
Inglaterra, Occitânia, República de Gênova, Bélgica, Dinamarca, de habitantes
de várias regiões do Brasil, das tribus indígenas brasileiras e das africanas, de
monarquistas, republicanos, de gente de todas as classes e ofícios, não há
porque ter preconceito de origem, nem de diferentes opiniões, nem de modos de vida.
Pelo contrário, a tradição clara de família
é que independentemente da
origem, com criatividade, trabalho, e liberdade de expressão, conquista-se o
sucesso, mesmo numa sociedade como a nossa, em que há historicamente pouca
abertura e muita censura. Esta é uma
grande lição deste estudo: a boa convivência e valorização da liberdade de
expressão e de superação dos obstáculos e das limitações impostas, ora pela
genética, ora pelo ambiente só se atinge pelo trabalho e pela força da vontade,
aliada a um pouco da imprescindível sorte.
Esta liberdade de expressão de todos
os cidadãos é um fundamento da democracia. Tanto a imprensa, quanto
pesquisadores, quanto professores, quanto pregadores e todos, enfim têm este
direito. A multiplicidade de oportunidades de expressão, sem que haja uma
hegemônica é a garantia essencial de liberdade. Se alguém não gostar da posição
de algum jornal ou jornalista, é só parar de lê-lo e procurar outro. O mesmo se
dá com as teorias científicas, os ensinamentos, as religiões e as filosofias. Troquem o canal de TV se
ouvirem uma opinião de que discordem, mas lutem para que ele exista, um dia sua
opinião aparecerá ali. Nós somos hoje 7
bilhões de pessoas, todas totalmente
diferentes, e que são apenas cerca de 6,5% do total de seres humanos que já
viveram neste planeta. É difícil, se não
impossível, haver acordo pleno entre
qualquer par de seres humanos. Dizem alguns psicólogos e analistas
transacionais que, na verdade, nem mesmo uma mesma pessoa concorda consigo
mesma, todo tempo, em tudo. É até saudável ir evoluindo e mudando as próprias
opiniões, à medida que o tempo e novas experiências e aprendizados vão
ocorrendo. Por isso tolerância é sinal de inteligência e sabedoria,
especialmente com as opiniões divergentes da nossa. Mas aí há que se considerar
o paradoxo Kantiano: só se deve ser intolerante com a intolerância. Só se deve
executar aquele que for uma ameaça
sistemática e incorrigível para a vida. E os Princípios Éticos Universais
são necessários para convivência respeitosa e pacífica. Por tudo isso peço paciência
e tolerância ao leitor para acompanhar o texto e garanto que não se
arrependerá.
Introdução
Este texto visa
documentar uma etapa chave do método de pesquisa genealógica usando um
estudo de caso, a saber: o levantamento entre os familiares descendentes de
José Pedro Vianna e o início da pesquisa de seus ancestrais, por um lado. Por
outro lado, pretende registrar a descendência de Domingos José Meirelles e
criar a plataforma para pesquisa de seus ascendentes e de sua esposa Joanna. É claro isto permitirá que estes descendentes
tenham alguma chance de se conhecer. Além disto pretende fazer algumas reflexões sobre o
que um estudo deste pode proporcionar aos leitores e comentar alguns aspectos da personalidade de
algumas pessoas em estudo. Este trabalho foi motivado em parte pelo contato com
uma brilhante genealogista e prima Eliana Quintella de Linhares. Seu livro, A descendência
de Luis Queriol Murat e Maria José Tavares de Resende Norton, abriu os
horizontes de muitos genealogistas e historiadores, criou sensibilidade
histórica em diversas pessoas na família e aproximou pessoas em várias partes
do mundo. Deseja-se estimular o aparecimento de mais genealogistas e
prepará-los um pouco melhor nos métodos
de pesquisa. Em minhas aulas de Metodologia e História da Ciência na UFF
apliquei um método de definição de padrões para pesquisa, denominado Orientel,
que desenvolvi na IBM e na USP aplicando-o em diversos clientes nas Américas.
Posteriormente, após o sucesso e reconhecimento do método junto a dezenas de
pesquisadores, ele foi disponibilizado
on-line pela UERJ e rendeu a criação de
um prêmio com meu nome na UFF. A intenção é aproveitar um pouco desta
experiência para divulgar algumas
técnicas e práticas aplicáveis à genealogia.
O método de
pesquisa genealógico se apóia sobre fontes chave ou registros, a saber:
- Registros Vitais ou Primários
- Nome completo.
Data e local de nascimento.
Data e local de batismo,
Data e local de casamento,
Data e local de falecimento.
Nome completo dos pais e avós.
Nome completo do cônjuge.
Data e local de casamento.
Nome completo dos filhos.
Profissão, atividade,
Biografia Resumida com dados mais relevantes/importantes.
Registro da fonte dos dados, e.g.: entrevistas com nome, data, ou certidões com id do cartório, livro, folhas. O que possibilita a pesquisadores/estudiosos/interessados no futuro a confirmação dos fatos e dados narrados. - Óbito e causa mortis
- Divórcio
- Uniões e/ou relacionamentos estáveis
- Filhos Naturais
Registros
não Vitais ou Secundários
- Adoção
- Biografias Parciais e/ ou Completas e perfis biográficos (e.g. Who's Who, CNPq, Academias )
- Dados de Censo
- Registros Eclesiais
- Batismo
- Crisma
- Bar or bar mitzvah
- Casamento
- Funeral ou Morte
- Associação a grupos religiosos
- Catálogos ou diretórios de cidades, telefônicos, assinantes de serviços, profissionais, etc... ]
- Instituto Médico Legal
- Registros Judiciais
- Diários, correspondências, Bíblias e álbuns de família
- Emigração, imigração e naturalização
- Documentos de Herança e Patrimônio
- Títulos de propriedade de imóveis, ações
- Registros médicos e odontológicos
- Registros Militares
- Registros de Conselhos e Sociedades Profissionais
- Artigos na imprensa leiga e Artigos na literatura especializada
- Obituários
- Registros Ocupacionais
- História Oral
- Passaportes
- Fotografias
- Registros em arquivos de Conventos e asilos
- Registros acadêmicos e de associações de alunos
·
Listas de
passageiros em navios, aviões e outro meios de transporte
- Registros de Previdência Social e pensões
- Registros de Impostos
- Registros em lápides, cemitérios
- Registros eleitorais e de partidos políticos
- Testamentos e documentos cartoriais
- Crônicas da época ou elaboradas posteriormente por amigos, colegas, parentes.
Este trabalho
inicial vai se restringir a análise de parentes consangüíneos do autor, segundo
os termos da legislação brasileira de parentesco (conforme expressos na
Wikipedia e apresentados abaixo) e em particular às informações obtidas
principalmente junto a Iracema Vianna Meirelles Quintella, a primogênita de
Domingos e Joanna, que teve a oportunidade de conviver mais tempo com seus pais
e com o autor. Nas versões subseqüentes espera-se que os parentes aqui citados
de sintam motivados a contribuir com mais informações.
“A lei brasileira (Código Civil, arts. 1594 e 1595)
só considera como parentes colaterais até o quarto grau (sendo cada grau
contado a partir do número de intermediários entre o ancestral em comum). Já o
parentesco em linha direta não tem este limite. A tabela de parentesco também é
muito importante para fins eleitorais.” Adiciono que é relevante para controle do nepotismo no
governo tão comum em nosso país.
“Popularmente, os
primos reconhecidos pela lei (parente em quarto grau) são chamados de
"primo de primeiro grau". A partir daí, todos os outros primos são
chamados de primos de 2º, 3º, 4º grau, etc. Por exemplo, o filho do primo ou o
primo do pai é chamado de primo de segundo grau, sendo os dois filhos de dois
primos diferentes primos de terceiro grau entre si, e assim por diante. Mas as
definições variam de pessoas para pessoas. Há quem considere desta maneira:
- Irmãos — são os que têm os mesmos pais.
- Primos em primeiro grau — são os que têm os mesmos avós (paternos ou maternos).
- Primos em segundo grau — são os que têm os mesmos bisavós (basta um casal de bisavós).
- Primos em terceiro grau — são os que têm os mesmos trisavós (também basta um casal).
Os filhos dos primos nesse caso seriam os
"primos intermediários" (1 grau e meio, 2 graus e meio, 3 graus e
meio), ou para outras pessoas são sobrinhos em segundo grau.
Para outras pessoas, sobrinhos em segundo grau são
netos de seus irmãos, o mesmo que "sobrinhos-netos". Portanto, as
definições e interpretações variam muito e todas podem ser consideradas
corretas, embora nenhuma delas seja exatamente oficial, ou legal. Fora da
esfera legal, a questão de consideração de parentesco varia de acordo com a
percepção individual de cada um. Segundo estudo recentes, primos de 3º e 4º
grau teriam uma taxa de fertilidade maior do que pessoas não-consanguíneas.
Na lei portuguesa, medem-se os graus de parentesco
contando-se um grau por indivíduo entre as duas pessoas a relacionar, passando
pelo tronco comum e descontado o próprio. Assim, entre um determinado indivíduo
e um seu primo-direito há quatro graus de parentesco consanguíneo, porque se
conta o pai, o avô, o tio e o primo do indivíduo em causa. Paralelamente,
existem os grau canónicos de parentesco, que são diferentes. Aqui, conta-se um
grau por geração, a partir do tronco comum. Assim, os irmãos são parentes do 1º
grau de consanguinidade, os primos-direitos do 2º grau, os primos segundos do
3º grau e assim sucessivamente. No caso de haver diferença de geração, diz-se
que são parentes dentro do grau sénior. Assim, por exemplo, tio e
sobrinho são parentes dentro do 1º grau.
No Brasil, o vínculo de parentesco por afinidade
entre sogra e genro não se desfaz com o rompimento do vínculo matrimonial que o
constituiu. Desta forma, ainda que um homem se separe de uma mulher legalmente,
permanecerá legalmente tendo a mãe de sua ex-esposa como sua sogra,
inexistindo, em nível legal, o termo "ex-sogra". Vale afirmar que
afinidade não gera afinidade, ou seja, o marido de sua cunhada (irmã da sua
esposa) não é seu parente. O mesmo vale para os colaterais.”
Assim são parentes por consangüinidade os
seguintes:
- Pai, filho e mãe (em primeiro grau)
- Irmãos e avós (em segundo grau)
- Tios, sobrinhos e bisavós (em terceiro grau)
- primos e trisavós (em quarto grau)
Normalmente há quatro fases de pesquisa
genealógica simples, assim distribuídas
no tempo:
Fase 1 LEVANTAMENTO INICIAL DIRETO COM A FAMÍLIA ALVO
--------------------!------------!
Fase 2 Levantamentos documentais próximos
! -----------!--------------------------------
Fase 3 Levantamento em Redes, Sociedades genealógicas na Web
!------!------------------------------------------------------------------------------
Fase 4 Levantamento remoto em arquivos oficiais
-------------------------------------------------
A maior dificuldade que se encontra numa pesquisa genealógica
é a qualidade e acessibilidade dos registros vitais. Freqüentemente é
necessário partir de um dado fidedigno, isolado, de fonte não vital para que,
por meio de hipóteses bem formuladas conjugadas a descobertas de outros dados
não vitais, desemboque na obtenção de um dado vital. Pode ocorrer também que o dado vital tenha sido destruído por
sinistro ou má conservação, ou mesmo que contenha erro. Neste caso a pesquisa se transforma numa
investigação detetivesca, desafiadora, penosa, qualificada que requer paciência
beneditina, em que o pesquisador, em compensação, pode aprender muito nos
contatos humanos e levantamentos arquivísticos.
Tais fases são sempre precedidas por um planejamento mestre
que envolve a criação de um diretório de fontes, um caderno de campo para
registro de observações, bem como metas
materiais e temporais, indicadores de desempenho e gatilhos de encerramento.Elas são também sucedidas por check- points de validação dos resultados por fontes independentes.
Toda a ação de pesquisa deve obedecer aos cânones do
raciocínio por hipóteses. Tal racional envolve a formulação de hipóteses e
questões chave de teste destas hipóteses. Toda vez que houver dificuldade de
coleta de fontes de informação diretas podem ser usadas fontes indiretas. É recomendável, sempre que possível, enriquecer
os dados frios com história oral e folclore familiar fazendo é claro as ponderações
adequadas sobre a sua credibilidade, procurando entender a sua função
psicossocial no grupo. O uso da internet, de skype e telefone são o meio de
reduzir custos substancialmente. Através de suporte de pesquisadores também pode
ser acelerada a busca grandemente. Quanto às figuras-raiz da pesquisa é
necessário selecionar dois ou mais alvos para montar a descendência e os
ancestrais, de modo a reduzir riscos de paralisação das pesquisas.
É compensador descobrir com estes estudos genealógicos, que passado o
tempo, as pessoas são todas pacificadas
pela morte. O que é importante vai ser lembrado, o que é irrelevante será
esquecido. Esta perspectiva temporal
permite uma reflexão profunda sobre o sentido da vida, da importância de
valores e da própria identidade. Possibilita também fazer estudos
antropológicos, psicológicos, biológicos e históricos sobre um grupo humano. Espera-se
que este trabalho dê ânimo para aqueles que querem aprender como fazer valer a
sua força de vontade sobre as forças do ambiente e da genética. Afinal, os maus
exemplos servirão apenas de aconselhamento e não mais de repreensão. Os bons
exemplos servirão de modelo comportamental. E em particular para os citados no texto
deseja-se dar-lhes mais conhecimento sobre o grupo familiar e a reaproximação
com o mesmo. A história de uma família
não deve ser meramente um hobby ou passatempo para seus membros. Pode ser
também um reforço de autoconfiança e socorro espiritual em momento de stress. Essencialmente
ela deve ser uma forma de criar, preservar ou resgatar laços familiares e
realçar o valor e potencial de cada pessoa e de seu papel individual dentro da
grande irmandade humana. Pode outrossim, garantir um registro histórico de
valor para futuros estudos sociais.
Em conversa com um grande amigo na Inglaterra - John
Arnott – ele se admirava quando lhe dizia que eu tinha dez tios e dezoito
primos irmãos. E completava, isto deve ser bom para se desenvolver mais
tolerância com comportamentos e origens diversificados. Ele tem razão. A
genealogia é um elemento amplificador deste efeito demolidor de paradigmas. Até
mesmo para quem não teve a sorte de ter famílias muito grandes ao vivo e em
cores isto é válido, pois recuando no passado qualquer pessoa terá uma grande
quantidade de vidas para conhecer. O
aprofundamento no conhecimento dos ancestrais é útil também na descoberta da própria vera ícon (a verdadeira face que exibimos no jogo de espelhos deste
teatro da vida, enquanto tentamos capturar máscaras de identidade para cada
situação) e na busca de role – models ao
longo das fases da existência. Ora, para um completo autoconhecimento e melhoria da visão de seu Eu Criança e de seu Eu
Adulto, é necessário e suficiente rememorar
a sua vida, seus momentos, seus encontros e desencontros, as emoções, as
decisões e conseqüências. A história de
cada membro numa família é útil para se
aprender com a experiência alheia, que é o melhor, mais sábio, menos arriscado
e menos doloroso método de aprendizagem dos saberes da vida, das várias opções possíveis de existência, bem
como de conhecer e saborear como pessoas distintas desfrutaram as boas coisas
da vida e enfrentaram as vicissitudes. Todavia, para aprofundar este
conhecimento até o âmago de seu ser é necessário, como as sociedades primitivas
o fazem, conhecer bem seus antepassados. Só assim se poderá conhecer o estado
do Eu Pai e sua herança familiar cultural
e genética, bem como os mandatos
ancestrais e os limites e origens dos vínculos e graus de liberdade socioculturais.
Tudo isto pode servir até como uma autoterapia e um trampolim para não desistir
e tentar outra vez a busca de felicidade e do sucesso. Resgata-se também o
valor da Vida e dignidade humanas, assim como o da liberdade do indivíduo como
fundamento da civilização e da realização da pessoa.
Um observador atento da biografia de cada parente, próximo ou
distante, no tempo ou no espaço, na mente ou no coração, traz insights para a
maneira como cada um pode ter feito a estruturação de seu tempo entre isolamento, rituais, passatempos
transacionais, atividades, jogos psicológicos, e intimidade. Em alguns casos extremos
será possível entender um pouco melhor como algum desequilíbrio em posições existenciais, uso de carícias, impulsores, relacionamentos
e transações, etc... fez surgir algum script trágico, solitário,
desatinado ou banal. Pode-se intuir como algumas decisões acertadas somadas a
outros fatores críticos de sucesso
fizeram planos de vida felizes. Pela análise da ocorrência dos 5 impulsores: seja agradável, seja forte, seja apressado,
seja perfeito, seja esforçado, pode-se
descobrir como o destino de uma pessoa esteve condicionado pelo mandato
de alguma figura parental. É possível também
pelo treinamento na análise distanciada
destas vidas fazer-se uma reflexão igualmente isenta e racional das próprias trilhas de vida, das
opções e obstáculos. Há aqueles cujo
destino é caracterizado pelo script transacional quase, outros pelo script sempre, ou pelo script até
que, alguns ainda pelo script nunca,
e uns pelo script depois de,
mas há também os que seguem planos de vida flexíveis e saudáveis de sucesso e
felicidade que podem servir de modelo de comportamento. Para aqueles que
buscam, encontram e analisam suas origens presume-se que seja mais fácil exercer seu poder pessoal de ser, de
fazer, de pensar, de exibir sua
identidade, suas habilidades de regeneração e reciclagem para escapar de qualquer
um dos papéis clássicos do triângulo dramático,
a saber: perseguidor, vítima e salvador.
Analisando tantas pessoas e suas vidas é possível
entender também algumas das causas do afastamento e dispersão familiar.
Analisando-se este grupo familiar foram identificadas algumas delas que são
listadas abaixo:
Finanças distintas, Disputas econômicas, Empregos e atividades de requisitos conflitantes, Rivalidade entre parentes, Interferência dos membros da família, Posições políticas divergentes, Mobilidade e Distância Geográfica, Valores Conflitantes, Visões do mundo diferentes, Psicologias diferentes, Ruídos de Comunicação, Hábitos e educação diferentes, Filosofias de vida diferentes, Diferenças de classes sociais e culturais, Empatia, Conflitos religiosos.
Todos esses fatores fazem com que a estruturação do tempo,
pela gestão do isolamento, dos rituais, dos passatempos, das atividades
dificultem ou impossibilitem a criação de intimidade aumentando a probabilidade
de ocorrência de jogos psicológicos e conflitos que promovem o afastamento
quando a energia psíquica das partes se
esgota juntamente com a paciência.
A única certeza é que o que une as pessoas numa família é só
o amor, que resulta da prática e comunicação constante, de
confiança e respeito mútuos apesar da diversidade das pessoas, reforçado pela capacidade
de esquecer e de perdoar. É claro que um elemento catalisador desta união pode
ser um elemento agregador em torno do qual gravitam as estrelas de uma família,
assim como os parentes errantes e os cometas da parentela. Eles são as locomotivas, os agitadores da
família, que a maioria ama, admira e ouve.
Quando estas figuras chave desaparecem, lentamente, todo o sistema
familiar vai se dissolvendo e a memória do grupo vai se atenuando, mas nunca
desaparece totalmente. Predominam assim as barreiras das distâncias espaciais, de
horários e biorritmos que contribuem para manter as pessoas apartadas, o que
acaba por diminuir a intimidade. Mas novos grupos de descendentes vão se
formando, se reagrupando e eventualmente
se inspirando em seus antepassados. Aqui pode-se observar em alguns
casos como subgrupos familiares podem cooperar como autênticas redes neurais e
criar oportunidades de sucesso, sem apelar para o nepotismo barato. Isto vem confirmar, em contraposição, a tese
de Lincoln de que uma casa dividida não fica em pé. A recíproca, isto é uma
casa unida, pode nem sempre garantir sucesso, mas pelo menos não desmoronará
como rede social de apoio. Certos estudos
de simulação comportamental feitos com base nas informações de antepassados,
conjugadas com históricos médicos e de DNA,
podem contribuir para prever a probabilidade de membros de um grupo
familiar exibirem, no futuro sob condições ambientais adequadas, rebeldia,
violência, impulsos autodestrutivos,
depressão, dependência química, patologias psíquicas diversas. Tal previsão pode ser útil para prevenir a
ocorrência de comportamentos indesejáveis.
Há ainda uma justificativa pessoal de cunho histórico
filosófico que é o cansaço do autor com a monotonia da história oficial e as
personagens públicas ou “famosas” do grand-monde. Trata-se aqui de desafiar o
conceito de que as pessoas comuns não têm papel transformador, porque não têm
potência influenciadora de massa. Trata-se
de negar a tese de Carlyle que a História só é feita por figuras de proa
magnificadas pelo culto às suas personalidades.Trata-se de negar a farsa dos
Napoleões, Hitleres, Mao Tse Tungs e Stalins. Nenhum destes assassinos em massa
venceram batalhas sozinhos. Milhares ou milhões
de pessoas anônimas
enlouquecidas, caoticamente foram fazendo as coisas acontecerem. Pelo
menos uma cozinheira os alimentou, pelo menos um soldado assassinou em seu
nome. E se essa idolatria tresloucada,
esse culto insano à personalidade não fossem um padrão tão comum imposto pelos
requisitos de estados e espíritos totalitários, talvez todas estas milhões de pessoas teriam sido mais felizes se seus
malfadados líderes fossem apenas cidadãos comuns geradores de bem-estar à sua
volta.
Em nosso país, em particular, que está imerso em uma letargia
intelectual secular, os “grandes nomes” da história oficial são em geral
reflexo invisível da nulidade cultural reinante. Daí a importância de cada
cidadão buscar nexo e sentido nos recônditos da sociedade e dos seus núcleos familiares. Pode ser que lá se encontrem
elementos do substrato cultural que a nação precisa para dar sentido à vida,
coerência nas transações sociais e potência para gerenciar os Estados do Eu de
seus cidadãos. Certamente a pesquisa genealógica dá isto a cada indivíduo para
a sua resolução pessoal. Mas talvez com a expansão destes esforços de pesquisa
genealógica de autoconhecimento por um número maior de pessoas possa promover a
descoberta de uma cultura comum a uma massa crítica de pessoas que nos tire do
barbarismo imperante há séculos no Brasil. Assim tenho sido sempre favorável a
não valorizar a laranja madura na beira da estrada, porque pode estar bichada
ou ter marimbondo no pé.
Por Cultura se entende
neste contexto uma nova lógica sócio-organizacional que se apóia em um modelo
de 15 traços culturais apresentados a seguir e tem tido aplicações bem
sucedidas recentes tanto na academia quanto nos meios empresariais. Esta aplicação da nova lógica integrada o
ensino de Fundamentos de Ciência e com o uso de TIC (Tecnologias e Informação e
Comunicação) tem se mostrado útil no aumento da competitividade em ambientes
restritos de pequenos grupos sociais
Na análise da cultura aqui contemplado e apresentado por
Alvarez e QUINTELLA em 1995 na IBM,
utiliza-se o modelo neo-difusionista. Basicamente, este modelo trabalha
com o conceito de átomo cultural que é o traço cultural, que são os
elementos constituintes elementares que como fios delicados, mas entrelaçados, constroem
o tecido de uma cultura organizacional. Neste modelo trabalha-se, via de regra
com o conjunto: Visão, valores, aspectos superficiais culturais (como
entretenimento,vestuário, folclore,etc..), estrutura de hierarquia,(os 4
primeiros associados à ETIQUETA CULTURAL de BERNE), comunicações, processo de tomada de decisão,
avaliação de desempenho, compensação (neste caso com a opção de
usar remuneração estratégica nas
diversas funções profissionais em sociedade), programas de RH,
contrato de trabalho, skills ou competências individuais, capacidade
organizacional,(todos esses associados à CULTURA TÉCNICA de BERNE) liderança,
moral,(neste caso lidando com clima organizacional, motivação, lealdade, criatividade, etc...), governança e tolerância à
mudança(Esses três últimos associados ao CARÁTER CULTURAL DE BERNE).
É a produção de uma cultura sadia e auto-corretiva segundo
estes padrões que transmitida pelas gerações dá à cadeia de vidas de uma
família ao longo de séculos o sentido que Frankl preconiza. Já a irradiação,
difusão e integração destas diversas culturas familiares é que podem
possivelmente criar uma base para uma sólida cultura nacional. A pesquisa
genealógica pode fornecer informações para todo este processo e dar uma modesta
contribuição ao desenvolvimento cultural.
Por isso tudo a pesquisa genealógica e seus produtos têm sido
reconhecidos como uma forma de
reaproximar pessoas, que oportuniza o
reencontro de familiares em uma situação e cenário cercados pela racionalidade e por emoções saudáveis
promovidas pela recuperação da história comum a todos. É sempre estimulante e confortador conhecer a
ação destas figuras agregadoras e sentir sua influência benfazeja na vida das
pessoas que a cercam. Quase se ouvem as risadas felizes perdidas no tempo, quase
se vê os encontros afetuosos do passado, quase se sente os momentos alegres dos
antepassados, quase se pode falar com os que se foram. A descoberta destas
pessoas cria uma intimidade tal que eles parecem se dirigir diretamente e
exclusivamente a nós, no presente.
Esta continua sendo a melhor forma de se viajar como numa
máquina do tempo. As outras formas de
viagens no tempo, até agora propostas, são muito arriscadas. Viajar à
velocidade da luz é aniquilador, tanto quanto entrar em um buraco negro para viajar para outro universo
paralelo. Viajar por métodos mecânicos à la HG Wells é canhestro. E por fim
viajar por auto-hipnose, como inventou
Richard Matheson, não dá permanência no momento alvo do tempo. Por enquanto, só
a imaginação garante o livre acesso humano a todos os tempos e lugares. Assim a
proposta deste trabalho é fugir ao cânone genealógico e fugir da frieza
estritamente documental para a calidez de um approach narrativo, transformar
lembranças em memórias interligando-as com a História, mudar idéias cruas em ensaios mais instigantes e por fim resgatar vidas para a literatura,
misturando um pouco de ficção com a realidade.
Fonte anônima
Prof Dr Heitor Luiz
Murat de Meirelles Quintella
Emérito da Academia de Letras de Brasília (Cadeira Cassiano Ricardo)
Member of The International Academy of Letters of England
Cadeira
Cassiano Ricardo da Academia Brasileira
de Literatura Cadeira
Amadeu Amaral da Academia Brasileira de
Literatura Infantil e Juvenil
Cadeira Lamego do Instituto Histórico e Geográfico de Niterói
Cadeira Portinari da Academia Niteroiense de Belas Artes
Bio
do Autor HEITOR
LUIZ MURAT DE
MEIRELLES
QUINTELLA
Presidente
da Stratimidia, Pesquisador Visitante em
Engenharia de Produção da UERJ, é Professor inativo do doutorado de Engenharia
Civil e do doutorado / mestrado de Produção da UFF. Líder do Projeto de
Pesquisa FHTC - Fatores Humanos e
Tecnológicos da Competitividade e do Projeto PIEU - Programa de
Integração Empresa Universidade (que realiza Placement e Headhunting,
Visitas Técnicas, Desenvolvimento de material didático multimídia, seminários
executivos, Consultoria no meio acadêmico). Leciona também nos MBA’s da
FGV, IBMEC e UFF. É exVice presidente da
SUCESU ,ex Diretor da SOBRAPO, e Associação British Alumni, é do conselho
editorial e referee de várias revistas Qualis A e chief editor da RIO’s
International Journal on Sciences of Systems and Industrial Engineering and
Management. Foi dirigente de entidades de classe como a ANDEI e outras. É DSc
em Sistemas pela UFRJ, MSc em PO pela Universidade de Newcastle, MSc em
informática pela PUC/RJ, onde se graduou em Física. É pós doutorado em
psicologia de organizações informatizadas e
em gestão da automação (USP, IBM) e fez formação em consultoria
executiva no IBM Advanced Business
Institute/NY. É Analista Transacional Organizacional e Consultor Certificado pelo Institute of Management
Consultants - NY. Foi consultor executivo IBM, assessor da Presidência da
República, diretor do grupo industrial Moddata/Coencisa e de empresas
Internacionais de Treinamento, Consultoria e Software. É autor de 20 livros e
250 papers. Gerenciou projetos em mais de trinta países e em 20 ESTADOS do Brasil e dos EUA. É consultor de empresas como a IBM,
Unisys, Ernst & Young, Votorantim, Amil, Serpro, CSN, CST, diversas Universidades
Brasileiras (FUA, PUC-RS, PUCCAMP, UEMG,) realizou parcerias com a Ernst & Young, Booz Allen, Giga, Gartner,
Questera e outras empresas. Na gestão de/por processos implantou projetos na IBM,
Votorantim, VALE etc.. além de ter treinado equipes de mais de 200 empresas na
AL. Palestrante e consultor dos mais requisitados por empresas das Américas, é
também autor premiado de obras infantis, (destaque para Prix Octogones do
Centre d’études en littérature de jeunesse - Paris) peças de teatro e letras de
música popular brasileira, bem como diretor, autor e apresentador de obras de
vídeo educativo, institucional e executivo (É Verbete na Enciclopedia de
Literatura Brasileira de Afranio Coutinho editado pela Academia Brasileira de
Letras). Suas obras são usadas para transformação empresarial. Emérito da
Academia de Letras de Brasília, efetivo das Academias Brasileira de Literatura,
Niteroiense de Belas Artes e do Instituto Histórico e Geográfico de Niterói.Na
área de RH de Informática e Produção destaca-se por aplicar métodos originais
de planejamento estratégico centrado na Pessoa, Coaching transacional para o
alto desempenho pessoal e de análise e
transformação cultural para alto desempenho. Atua como perito em tecnologia,
qualidade de produtos e propriedade intelectual na Justiça Estadual Ex- Diretor
da APJERJ (Ass de Peritos) e como árbitro e mediador em causas cíveis no Centro
Brasileiro de Mediação e Arbitragem e no Tribunal Arbitral das Comarcas
Brasileiras. Membro da Abrates e Sintra é tradutor do ingles, espanhol,
francês. Artista Digital Laureado tem sua obra em coleções particulares e
oficiais em mais de 15 países e em artes decorativas hoteleiras, além de ter
ilustrado diversos textos.
Árvore de Costados do
Autor
Diretório de fontes de dados para este trabalho
Familiares.
Antonia Tavares 2538 0796
|
Monica Meirelles 2227 1239 / 2548 5316
|
ClarisseTavares 2274 1218 / 2239 2400 /
2843
|
|
Leda Meirelles ( irmã Dora Jardim) 2259
0809 / 3042 3954 / 2579 3943
|
Ecila Antunes 2668 8639 / 9954 5837 /
2208 8727 ecilaantunes@terra.com.br
|
Necésio Tavares 9219 7237
|
Alexandra Setembrino 9854 0867 alexandra.setembrino@hotmail.com
|
Ricardo Tavares 8893 3464
|
Barbara Almeida 2239 7334 / 2235 7193
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Múcio Tavares 8869 0898 mtavares.bb@gmail.com
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Maria Cristina Miller 85 3242 8229 /
marido Carlos Lemos 85 3242 5292
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Denise Gasos 2709 3237 / 3402 0433
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Petrópolis 25685-250 Telefone: (24) 2242-1703 E-mail: petropolis@luteranos.com.br |
Instituto Historico de Petropolis Casa de Cláudio de Souza Praça da Liberdade, 247 Vila Imperial 25685-050 Petrópolis, ihp@ihp.org.br (24) 2237-1770 |
História - Colonização - Alemães, <http://www.riogrande.com.br/historia/colonizacao4.htm>.
Acesso em: 20 de outubro de 2007
Fundação de Cultura e Turismo
Petrópolis - FCTP. Página visitada em 28 de Outubro de 2009.
Arquivo Nacional Praça da República, 173 Tel: 55 21 2179-1228 - 2179 1235 / 1257 Raquel 2179
1257
CBG – Colégio Brasileiro de Genealogia http://www.cbg.org.br/novo/ Av.
Augusto Severo, 8 / 12º andar - Tel. (55) 21 2221-6000 - Segunda-feira - de 13 às 17 horas Terça-feira
- de 14 às 17
Diretoria de Patrimônio
Historico do Exercito Gal
Eduardo José Barbosa 2519 5110
/ 2253 1415 Capitão Ferreira Jr Arquivo
do exercito RP 2519 5351 arquivo 5837
Empresas Comlurb Arquivo Lilian Moura 2214 7070
Arquivo UFRJ Medicina Prof Diana 2562 6704
Instituições de Ensino
Colégio Santo
Inácio Rua São Clemente, nº 226,
Botafogo. 22260-000 Tel.: 3184 6200
ASIA • Associação dos Antigos Alunos dos
Padres Jesuítas - RJ
Tel: (21) 2527-3502 contato@asiarj.org.br Rua São Clemente, 216 – Botafogo
Software
de Word cloud http://www.wordle.net/create
http://www.meusimigrantes.com.br/ Rio de Janeiro: (21) 3513-0706
Braga, Coimbra , Faro , Guarda , Leiria , Lisboa , Madeira , Portalegre , Porto , Santarem , Setubal , Viana do Castelo , Vila Real .
Manuscritos particulares da Família:
Memórias da família ( Anna Osorio do Amaral Meirelles,
Izabel, Joanna Raming Vianna e Iracema Quintella)
Album de Família de Iracema Quintella
Notas Históricas de Antonio Ferreira da Silva Quintella
On location ancestor hunting - Uma rica fonte de informações para
construção desta floresta genealógica foram as visitas aos locais de
nascimento, casamento, residência e morte dos ancestrais. Conhecer seu espaço
existencial nos ajuda a compreender que tiveram bom futuro e ficaram melhor os que conheceram bem
seu passado e valorizaram seus
consangüíneos. Estes lugares, apesar de já não serem em grande parte como
eram então, permitem, por sua atmosfera, criar um laço psicológico do pesquisador com os
antepassados. Proporcionam também encontrar com pessoas que conhecem a
história sob o ponto de vista da tradição local que sempre se desvia da
versão oficial. Dentre os locais visitados destacam-se: Mangaratiba, São
Luís, Petrópolis, Piraí, Chaves, Viana do Castelo, Vila Nova de Cerveira,
Porto, Dartmouth, Totnes, Londres,
para citar apenas alguns locais.
Todo este texto como será visto é
baseado em uma visão da História à luz da ação dos pequenos, inspirada nos
textos de Tolstoi e sua “teoria da integração dos infinitesimais”.
TOLSTÓI, L. Guerra e Paz. Belo
Horizonte: Editora Itatiaia, 1983.
“Seja qual for o ângulo por que examinamos a atividade de numerosos
homens ou de um único, não podemos concebê-la senão como o produto, em parte
da liberdade humana, em parte das leis da necessidade.” (TOLSTÓI, 1983, p.
609).
Esta consciência é uma fonte de conhecimento de si mesmo,
inteiramente distinta e independente da razão. Graças à razão, o homem
observa a si mesmo; mas ele só se conhece através da consciência. Sem a
consciência de si mesmo não são possíveis nenhuma observação e nenhuma
aplicação do raciocínio. Para compreender, observar, concluir, o homem deve
primeiro ter consciência de si mesmo, como um ser vivo. O homem só se concebe
vivo, quando quer, isto é, tendo consciência de sua vontade. Ora, essa vontade,
que constitui a essência de sua vida, ele só a concebe e só pode concebê-la,
quando livre. [...] Se a consciência da liberdade não fosse uma fonte de
conhecimento de si mesmo, distinta e independente da razão, ela estaria
subordinada ao raciocínio e à experiência; mas, na realidade, tal subordinação
nunca existe e é inconcebível. [...] Essa consciência de liberdade,
inatacável, irrefutável, reconhecida por todos os pensadores e experimentada
por todos os homens, sem exceção, essa consciência sem a qual é impossível
qualquer noção de Humanidade, é que constitui a outra face do problema. O
homem, em ligação com a vida geral da humanidade, aparece submetido às leis
que regem essa vida. Mas o mesmo homem, independente desse elo, aparece
livre. Como deve ser considerada a vida passada dos povos e da Humanidade.
Como produto da atividade livre ou dirigida dos homens? Eis o problema da
História. (TOLSTÓI, 1983, pp. 606-7).
Para a História, as vontades humanas se movimentam sobre certas
linhas, das quais uma das extremidades se perde no desconhecido, enquanto a
outra se move no espaço, no tempo e na dependência das causas; a consciência
da liberdade dos homens aí se move no presente. Quanto mais o campo deste movimento
se amplia aos nossos olhos, mais evidentes se tornam as leis deste movimento.
Descobrir e definir estas leis é o papel da História. [...] Só limitando esta
liberdade ao infinito, isto é, considerando-a como uma quantidade
infinitesimal, é que nos convenceremos da impossibilidade absoluta de
penetrar as causas, e só então, em lugar de pesquisar as causas, a História
terá como missão a pesquisa de leis. [...] Chegando ao infinitamente pequeno,
a Matemática, a mais exata das ciências, abandona o método de
fracionamento e adota o novo método da totalização das incógnitas infinitamente
pequenas. Renunciando às noções de causa, os matemáticos procuram uma lei,
isto é, propriedades comuns a todos os elementos desconhecidos e
infinitamente pequenos. [...] A História usa o mesmo processo. Se seu
objetivo é o estudo do movimento dos povos e da Humanidade, e não descrever
episódios da vida de alguns homens, ela deve, afastando a noção das causas,
pesquisar as leis comuns a todos os elementos de liberdade infinitamente
pequenos, iguais e indissoluvelmente ligados entre si. (TOLSTÓI, 1983, pp.
617-18).
A História moderna substituiu os homens dotados de um poder divino e
guiados diretamente pela vontade de Deus, por heróis dotados de qualidades
excepcionais, sobre-humanas, ou simplesmente por homens das mais diversas
qualidades, desde monarcas até os jornalistas que arrastam multidões. Às
antigas finalidades, agradáveis à divindade, que eram impostas a certos povos
como os hebreus, os gregos e os romanos, e que os antigos imaginavam ser o
objetivo dos movimentos da Humanidade, a História moderna acrescentou suas
próprias finalidades: o bem do povo francês, alemão, inglês e, no mais alto
grau de abstração, a civilização de toda a Humanidade, que geralmente
significa os povos que ocupam o pequeno recanto noroeste do grande
continente. A História moderna repudiou as antigas crenças sem substituí-las
por novas, e a lógica obrigou os historiadores que pretendiam ter rejeitado o
poder divino dos reis e o “fatum” dos antigos, a voltarem, por outro
caminho, ao mesmo ponto. Foram obrigados a reconhecer que: 1º os povos são dirigidos
por indivíduos; 2º existe uma finalidade determinada para a qual se
encaminham os povos e a Humanidade. Todas as obras dos mais modernos
historiadores, desde Gibbon até Buckle, apesar de sua aparente divergência e
da aparente novidade de suas concepções, baseiam-se em dois postulados
definitivos. Em primeiro lugar, o historiador descreve a atividade de
determinados indivíduos, que, em sua opinião, conduzem a Humanidade. Um só
considera como tais os monarcas, os grandes generais, os ministros. Outro,
além dos monarcas, inclui os oradores, sábios, reformadores, filósofos e
poetas. Em segundo lugar, é conhecido do historiador o objetivo para o qual a
Humanidade é dirigida. Para um, para leste, é a grandeza do Estado romano,
espanhol,
francês. Para outro, a liberdade, igualdade, a civilização de certa
espécie, de um pequenino recanto do universo, chamado Europa. (TOLSTÓI, 1983,
pp. 585-86,).
Mas, mesmo se imaginarmos um homem inteiramente subtraído a todas as
influências, considerando somente seu ato instantâneo no presente e supondo
que nenhuma causa o tenha provocado, admitimos um resto infinitesimal de
necessidade igual a zero, e nem assim chegaremos à noção de liberdade
absoluta do homem. Pois um ser, impermeável a influências do mundo exterior,
encontrando-se fora do tempo e sendo independente de causas, já não é mais um
homem. Exatamente da mesma forma, nunca podemos imaginar um ato
humano que se realize sem a intervenção da liberdade e que só esteja
sujeito à lei da necessidade. [...] Por essa razão é que
representar-se um ato humano submetido unicamente à lei da
necessidade, sem o menor resíduo de liberdade é tão impossível quanto
representá-lo inteiramente livre. Assim, para imaginarmos um ato
humano submetido unicamente à lei da necessidade, sem liberdade,
devemos admitir que conhecemos o número infinito e a seqüência infinita
das causas. Para imaginarmos o homem absolutamente livre, não sujeito à lei
da necessidade, devemos imaginá-lo só, fora do espaço, fora do
tempo e fora da dependência das causas. (TOLSTÓI, 1983, pp. 614-15,)
A História usa o mesmo processo. Se seu objetivo é o estudo do movimento
dos povos e da Humanidade, e não descrever episódios da vida de alguns
homens, ela deve, afastando a noção de causas, pesquisar as leis comuns a
todos os elementos de liberdade infinitamente
pequenos, iguais e indissoluvelmente ligados entre si. (TOLSTÓI, 1983, p. 618).
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