domingo, 4 de janeiro de 2015

Cap 0 Introdução



                    
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Cap 1 Domingos José Meirelles













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Crítica do Texto 

Um trabalho que a pretexto de conduzir uma pesquisa genealógica e histórica envereda de forma singela e rica pelos campos  de psicologia, filosofia, sociologia e política à luz da busca pela competitividade.
Uma sucessão vertiginosa de fatos e documentos que contam por si uma história, se alternam com alguns contos saborosos que evocam o passado.
O texto busca o encontro de aventuras do passado que constroem pontes para o futuro.
Em seu relato o autor faz a história se encontrar com um caleidoscópio de emoções. 
Pesquisa histórica brilhante. Juventude dramática a de um avô que felizmente sobreviveu para poder contar a história ao seu neto.
A obra apresenta novos ângulos, novas leituras, e interpretações surpreendentes sobre fatos históricos que surgem nos documentos particulares da família. 
Para nós os familiares consangüíneos o texto, mais do que uma viagem no tempo e no espaço, permite que se faça uma viagem ao interior de cada um de nós.
Manuscritos de família voltam a falar e dão testemunho de um tempo complexo e rico.



Dedicatória
  
Dedico este primeiro texto genealógico e histórico de meus ascendentes matrilineares a meu neto Daniel, que aos três anos era tão parecido com meu pai que parecia uma reencarnação.
Se não fosse agnóstico e sistematicamente cético, como sói acontecer com um físico, julgaria que se realizara o vaticínio de um grande amigo, o engenheiro, monge budista e teósofo Murillo Nunes de Azevedo,  que meu pai reencarnaria ainda em minha vida para uma segunda chance.




Film Amistad
Author David Franzoni
Role President John Quincy Adams
Actor Anthony Hopkins

“…when a member of the Mende encounters a situation where there appears no hope at all, he invokes his ancestors. It’s a tradition. See, the Mende believe that if one can summon the spirits of one’s ancestors, then they have never left, and the wisdom and strength they fathered and inspired will come to his aid…
…We have long resisted asking you for guidance. Perhaps we have feared in doing so we might acknowledge that our individuality which we so, so revere is not entirely our own. Perhaps we’ve feared an appeal to you might be taken for weakness. But, we’ve come to understand, finally, that this is not so. We understand now, we’ve been made to understand, and to embrace the understanding that who we are is who we were. We desperately need your strength and wisdom to triumph over our fears, our prejudices, ourselves. Give us the courage to do what is right. And if it means civil war, then let it come.”

Numa situação de perigo invoque seus ancestrais, pois naquele momento você é a única razão de eles terem existido. (CINQUE em Amistad)
















                                                                                                                             Agradecimentos

Agradeço aos pesquisadores do Projeto Fatores Humanos e Tecnológicos da Competitividade e do Grupo Quintellaalumni da UFF.  À UFF, à Universidade de Newcastle, à IBM e aos confrades do IHGN.

Agradeço à minha prima Eliana  Quintella de Linhares pelas dicas em Genealogia. A Guilherme Serra agradeço o fornecimento de diversos documentos de Portugal do século XVIII.
Agradeço atodos os ancestrais cujas vidas estudei e inspiraram seus descendentes a serem um pouco melhores ajudando-os a entender que ter um bom futuro depende de bem conhecer o passado. Nós seus descendentes compartilhamos com estes ancestrais no mínimo o sangue   e o DNA, mas sobretudo a coragem para nos superarmos com muito suor desenterrando sua história e os segredos de sua simpatia e sucesso.
Agradeço por fim a todos os familiares e organismos  que forneceram dados e documentos para elaboração deste trabalho.





Sangue e Suor, Superação, Simpatia e Sucesso





Um guia para pesquisa genealógica e histórica
de ascendentes e descendentes
de
Domingos José Meirelles e Joanna Linden Raming Vianna
Visando uma análise da percepção de uma família
sobre uma parte da História do Brasil nos séculos XIX e XX

Heitor Luiz Murat de Meirelles Quintella
                                                                                                                                                                                                                                   Sumário /Prefácio / Introdução / Biografia do Autor /
Diretório de Fontes de Pesquisa
Cap 1 Domingos José Meirelles
Cap 2 Joannita e Iracema
Cap 3 Descendentes de Domingos e Joanita
Cap 4 Ascendentes de Domingos
Cap 5 Ascendentes de Joanna
Cap 6 Conclusão e Estudos Futuros
Cap 7 Sobre o autor
Cap 8 Apendice








A meus ancestrais devo minha compreensão, meus perdões, minha gratidão, pois sem eles – com suas virtudes e fraquezas – não estaria vivo. Por isso cumpro a missão de resgatar sua memória redigindo uma viagem aventurosa e mental ao passado. Essa saga é destinada a quem queira viajar pelas arestas do tempo e aprender a ter orgulho do próprio sangue e fortalecer-se para sobreviver às águas turbulentas do oceano da vida. Ademais, como todos morreremos, se não escrevermos nossas histórias para a posteridade será como se não tivéssemos vivido.


Heitor Luiz Murat





Sumário
Este trabalho trata de apresentar ascendentes e descendentes do casal Domingos José Meirelles e Joanna Raming Vianna, bem como as fontes de informação usadas .  O enfoque crítico é limitado ao ponto de vista obtido a partir de relatos e experiências da filha primogênita Iracema Raming Vianna  e de um neto –  o autor principal do texto. Adiciona-se ao resumo genealógico recortes de jornal da época e evidências documentais que sustentam a veracidade dos dados apresentados. Completam o estudo análises históricas que contextualizam a vida de alguns ancestrais em foco, trazendo à vida seus sentimentos e vivências, quebrando a frieza do registro genealógico. Além disto são apresentados textos de convidados que analisam as passagens do texto, a biografia e a produção do autor prinicipal. Segue este texto uma tradição iniciada por Giorgio Vasari, há mais de 450 anos, que mistura em biografias e genealogias a  vida, a obra, impressões (até mesmo algo semi ficcional) e documentos. Este mesmo artista inspirou meu orientador de doutorado, Jim Hemsley, a criar  e dirigir um projeto de arte em Florença com o nome Vasari Project. E ao Jim eu devo algumas dicas sobre  o método adotado neste texto.
Num país em que há pouca Ciência e a História é pouco estudada, tornando não apenas o futuro mas também o passado  incerto, deixar um registro da memória de uma família pode ser útil para as próximas gerações.  Num país em que a alta cultura vem sendo demolida pela ideologização do pensamento, a História das famílias e dos indivíduos está sendo sepultada por uma grossa camada de clichês baratos e um manto de esquecimento. Por isso uma das funções deste livro é deixar um pequeno legado aos membros desta família com uma visão leve e arejada de seus ancestrais, sem os vícios intelectuais do “ dia” que tudo politiza, mediocriza e prostitui. A maneira escolhida para aproximar os leitores do texto foi   abandonar o rigor formal que seria apropriado para um livro  de História ou de Genealogia. Com essa aproximação se pretende que  o conhecimento das realizações dos ancestrais permita que as caravelas dos sonhos de seus descendentes naveguem na busca destemida de seus destinos e aportem no cais dos vencedores.
O estudo genealógico presente mostra a grande miscigenação que ocorreu no Brasil e dá uma grande lição para superação do preconceito racial e da intolerância com opiniões divergentes. Por outro lado,  esta pesquisa  mostra que há oportunidade  de ascensão social  para todos que se educarem e trabalharem honestamente para produzir resultados de utilidade para o mundo. Nesta família, que tem membros provenientes conhecidos de Portugal, Inglaterra, Occitânia, República de Gênova, Bélgica, Dinamarca, de habitantes de várias regiões do Brasil, das tribus indígenas brasileiras e das africanas, de monarquistas, republicanos, de gente de todas as classes e ofícios, não há porque ter preconceito de origem, nem de diferentes opiniões, nem de modos de vida. Pelo contrário, a tradição clara de família  é que independentemente  da origem, com criatividade, trabalho, e liberdade de expressão, conquista-se o sucesso, mesmo numa sociedade como a nossa, em que há historicamente pouca abertura e muita censura.  Esta é uma grande lição deste estudo: a boa convivência e valorização da liberdade de expressão e de superação dos obstáculos e das limitações impostas, ora pela genética, ora pelo ambiente só se atinge pelo trabalho e pela força da vontade, aliada a um pouco da imprescindível sorte.
Esta liberdade de expressão de todos os cidadãos é um fundamento da democracia. Tanto a imprensa, quanto pesquisadores, quanto professores, quanto pregadores e todos, enfim têm este direito. A multiplicidade de oportunidades de expressão, sem que haja uma hegemônica é a garantia essencial de liberdade. Se alguém não gostar da posição de algum jornal ou jornalista, é só parar de lê-lo e procurar outro. O mesmo se dá com as teorias científicas, os ensinamentos, as religiões  e as filosofias. Troquem o canal de TV se ouvirem uma opinião de que discordem, mas lutem para que ele exista, um dia sua opinião aparecerá ali. Nós somos hoje  7 bilhões de pessoas, todas  totalmente diferentes, e que são apenas cerca de 6,5% do total de seres humanos que já viveram neste planeta. É  difícil, se não impossível,  haver acordo pleno entre qualquer par de seres humanos. Dizem alguns psicólogos e analistas transacionais que, na verdade, nem mesmo uma mesma pessoa concorda consigo mesma, todo tempo, em tudo. É até saudável ir evoluindo e mudando as próprias opiniões, à medida que o tempo e novas experiências e aprendizados vão ocorrendo. Por isso tolerância é sinal de inteligência e sabedoria, especialmente com as opiniões divergentes da nossa. Mas aí há que se considerar o paradoxo Kantiano: só se deve ser intolerante com a intolerância. Só se deve executar aquele que for uma ameaça  sistemática e incorrigível para a vida. E os Princípios Éticos Universais são necessários para convivência respeitosa e pacífica. Por tudo isso peço paciência e tolerância ao leitor para acompanhar o texto e garanto que não se arrependerá.

Introdução
Este texto visa  documentar uma etapa chave do método de pesquisa genealógica usando um estudo de caso, a saber: o levantamento entre os familiares descendentes de José Pedro Vianna e o início da pesquisa de seus ancestrais, por um lado. Por outro lado, pretende registrar a descendência de Domingos José Meirelles e criar a plataforma para pesquisa de seus ascendentes e de sua esposa Joanna.  É claro isto permitirá que estes descendentes tenham alguma chance de se conhecer. Além  disto pretende fazer algumas reflexões sobre o que um estudo deste pode proporcionar aos leitores e  comentar alguns aspectos da personalidade de algumas pessoas em estudo. Este trabalho foi motivado em parte pelo contato com uma brilhante genealogista e prima Eliana Quintella de Linhares. Seu livro, A descendência de Luis Queriol Murat e Maria José Tavares de Resende Norton, abriu os horizontes de muitos genealogistas e historiadores, criou sensibilidade histórica em diversas pessoas na família e aproximou pessoas em várias partes do mundo. Deseja-se estimular o aparecimento de mais genealogistas e prepará-los  um pouco melhor nos métodos de pesquisa. Em minhas aulas de Metodologia e História da Ciência na UFF apliquei um método de definição de padrões para pesquisa, denominado Orientel, que desenvolvi na IBM e na USP aplicando-o em diversos clientes nas Américas. Posteriormente, após o sucesso e reconhecimento do método junto a dezenas de pesquisadores, ele foi  disponibilizado on-line pela UERJ  e rendeu a criação de um prêmio com meu nome na UFF. A intenção é aproveitar um pouco desta experiência  para divulgar algumas técnicas e práticas aplicáveis à genealogia.
O método de pesquisa genealógico se apóia sobre fontes chave  ou registros, a saber:
  • Registros Vitais ou Primários
    • Nome completo.
            Data e local de nascimento.
            Data e local de batismo,
            Data e local de casamento,
            Data e local de falecimento.
            Nome completo dos pais e avós.
            Nome completo do cônjuge.
            Data e local de casamento.
            Nome completo dos filhos.
            Profissão, atividade,
            Biografia Resumida com dados mais relevantes/importantes.
      Registro da fonte dos dados, e.g.: entrevistas com nome, data, ou certidões com id do cartório, livro, folhas. O que possibilita a pesquisadores/estudiosos/interessados no futuro a confirmação dos fatos e dados narrados.     
    • Óbito e causa mortis
    • Divórcio
    • Uniões e/ou relacionamentos estáveis
    • Filhos Naturais
Registros não Vitais ou Secundários
·         Listas de passageiros em navios, aviões e outro meios de transporte
  • Registros de Previdência Social e pensões
  • Registros de Impostos
  • Registros em lápides, cemitérios
  • Registros eleitorais e de partidos políticos
  • Testamentos e documentos cartoriais
  • Crônicas da época ou elaboradas posteriormente por amigos, colegas, parentes.
Este trabalho inicial vai se restringir a análise de parentes consangüíneos do autor, segundo os termos da legislação brasileira de parentesco (conforme expressos na Wikipedia e apresentados abaixo) e em particular às informações obtidas principalmente junto a Iracema Vianna Meirelles Quintella, a primogênita de Domingos e Joanna, que teve a oportunidade de conviver mais tempo com seus pais e com o autor. Nas versões subseqüentes espera-se que os parentes aqui citados de sintam motivados a contribuir com mais informações.
“A lei brasileira (Código Civil, arts. 1594 e 1595) só considera como parentes colaterais até o quarto grau (sendo cada grau contado a partir do número de intermediários entre o ancestral em comum). Já o parentesco em linha direta não tem este limite. A tabela de parentesco também é muito importante para fins eleitorais.”   Adiciono que  é relevante para controle do nepotismo no governo tão comum em nosso país.




“Popularmente, os primos reconhecidos pela lei (parente em quarto grau) são chamados de "primo de primeiro grau". A partir daí, todos os outros primos são chamados de primos de 2º, 3º, 4º grau, etc. Por exemplo, o filho do primo ou o primo do pai é chamado de primo de segundo grau, sendo os dois filhos de dois primos diferentes primos de terceiro grau entre si, e assim por diante. Mas as definições variam de pessoas para pessoas. Há quem considere desta maneira:
  • Irmãos — são os que têm os mesmos pais.
  • Primos em primeiro grau — são os que têm os mesmos avós (paternos ou maternos).
  • Primos em segundo grau — são os que têm os mesmos bisavós (basta um casal de bisavós).
  • Primos em terceiro grau — são os que têm os mesmos trisavós (também basta um casal).
Os filhos dos primos nesse caso seriam os "primos intermediários" (1 grau e meio, 2 graus e meio, 3 graus e meio), ou para outras pessoas são sobrinhos em segundo grau.
Para outras pessoas, sobrinhos em segundo grau são netos de seus irmãos, o mesmo que "sobrinhos-netos". Portanto, as definições e interpretações variam muito e todas podem ser consideradas corretas, embora nenhuma delas seja exatamente oficial, ou legal. Fora da esfera legal, a questão de consideração de parentesco varia de acordo com a percepção individual de cada um. Segundo estudo recentes, primos de 3º e 4º grau teriam uma taxa de fertilidade maior do que pessoas não-consanguíneas.
Na lei portuguesa, medem-se os graus de parentesco contando-se um grau por indivíduo entre as duas pessoas a relacionar, passando pelo tronco comum e descontado o próprio. Assim, entre um determinado indivíduo e um seu primo-direito há quatro graus de parentesco consanguíneo, porque se conta o pai, o avô, o tio e o primo do indivíduo em causa. Paralelamente, existem os grau canónicos de parentesco, que são diferentes. Aqui, conta-se um grau por geração, a partir do tronco comum. Assim, os irmãos são parentes do 1º grau de consanguinidade, os primos-direitos do 2º grau, os primos segundos do 3º grau e assim sucessivamente. No caso de haver diferença de geração, diz-se que são parentes dentro do grau sénior. Assim, por exemplo, tio e sobrinho são parentes dentro do 1º grau.
No Brasil, o vínculo de parentesco por afinidade entre sogra e genro não se desfaz com o rompimento do vínculo matrimonial que o constituiu. Desta forma, ainda que um homem se separe de uma mulher legalmente, permanecerá legalmente tendo a mãe de sua ex-esposa como sua sogra, inexistindo, em nível legal, o termo "ex-sogra". Vale afirmar que afinidade não gera afinidade, ou seja, o marido de sua cunhada (irmã da sua esposa) não é seu parente. O mesmo vale para os colaterais.”
Assim são parentes por consangüinidade os seguintes:
 Normalmente há quatro fases de pesquisa genealógica  simples, assim distribuídas no tempo:
Fase 1 LEVANTAMENTO INICIAL DIRETO COM A FAMÍLIA ALVO
--------------------!------------!
Fase 2 Levantamentos documentais próximos
                             ! -----------!--------------------------------               
Fase 3 Levantamento em Redes, Sociedades genealógicas na Web
                                     !------!------------------------------------------------------------------------------
Fase 4 Levantamento remoto em arquivos oficiais
                                                                           -------------------------------------------------

A maior dificuldade que se encontra numa pesquisa genealógica é a qualidade e acessibilidade dos registros vitais. Freqüentemente é necessário partir de um dado fidedigno, isolado, de fonte não vital para que, por meio de hipóteses bem formuladas conjugadas a descobertas de outros dados não vitais, desemboque na obtenção de um dado vital. Pode ocorrer também  que o dado vital tenha sido destruído por sinistro ou má conservação, ou mesmo que contenha erro.  Neste caso a pesquisa se transforma numa investigação detetivesca, desafiadora, penosa, qualificada que requer paciência beneditina, em que o pesquisador, em compensação, pode aprender muito nos contatos humanos e levantamentos arquivísticos.
Tais fases são sempre precedidas por um planejamento mestre que envolve a criação de um diretório de fontes, um caderno de campo para registro de observações, bem como metas  materiais e temporais, indicadores de desempenho e gatilhos de encerramento.Elas  são também sucedidas por check- points  de validação dos resultados por  fontes independentes.
Toda a ação de pesquisa deve obedecer aos cânones do raciocínio por hipóteses. Tal racional envolve a formulação de hipóteses e questões chave de teste destas hipóteses. Toda vez que houver dificuldade de coleta de fontes de informação diretas podem ser usadas fontes indiretas. É  recomendável, sempre que possível, enriquecer os dados frios com história oral e folclore familiar fazendo é claro as ponderações adequadas sobre a sua credibilidade, procurando entender a sua função psicossocial no grupo. O uso da internet, de skype e telefone são o meio de reduzir custos substancialmente. Através de suporte de pesquisadores também pode ser acelerada a busca grandemente. Quanto às figuras-raiz da pesquisa é necessário selecionar dois ou mais alvos para montar a descendência e os ancestrais, de modo a reduzir riscos de paralisação das pesquisas.
É compensador descobrir  com estes estudos genealógicos, que passado o tempo, as pessoas  são todas pacificadas pela morte. O que é importante vai ser lembrado, o que é irrelevante será esquecido. Esta perspectiva temporal  permite uma reflexão profunda sobre o sentido da vida, da importância de valores e da própria identidade. Possibilita também fazer estudos antropológicos, psicológicos, biológicos e históricos sobre um grupo humano. Espera-se que este trabalho dê ânimo para aqueles que querem aprender como fazer valer a sua força de vontade sobre as forças do ambiente e da genética. Afinal, os maus exemplos servirão apenas de aconselhamento e não mais de repreensão. Os bons exemplos servirão de modelo comportamental.  E em particular para os citados no texto deseja-se dar-lhes mais conhecimento sobre o grupo familiar e a reaproximação com o mesmo.  A história de uma família não deve ser meramente um hobby ou passatempo para seus membros. Pode ser também um reforço de autoconfiança e socorro espiritual em momento de stress. Essencialmente ela deve ser uma forma de criar, preservar ou resgatar laços familiares e realçar o valor e potencial de cada pessoa e de seu papel individual dentro da grande irmandade humana. Pode outrossim, garantir um registro histórico de valor para futuros estudos sociais.
Em conversa com um grande amigo na Inglaterra  -  John Arnott – ele se admirava quando lhe dizia que eu tinha dez tios e dezoito primos irmãos. E completava, isto deve ser bom para se desenvolver mais tolerância com comportamentos e origens diversificados. Ele tem razão. A genealogia é um elemento amplificador deste efeito demolidor de paradigmas. Até mesmo para quem não teve a sorte de ter famílias muito grandes ao vivo e em cores isto é válido, pois recuando no passado qualquer pessoa terá uma grande quantidade de vidas para conhecer.  O aprofundamento no conhecimento dos ancestrais é útil também na descoberta  da própria vera ícon (a verdadeira face que exibimos no jogo de espelhos deste teatro da vida, enquanto tentamos capturar máscaras de identidade para cada situação)  e na busca de role – models ao longo das fases da existência. Ora, para um completo autoconhecimento  e melhoria da  visão de seu Eu Criança e de seu Eu Adulto, é necessário  e suficiente rememorar a sua vida, seus momentos, seus encontros e desencontros, as emoções, as decisões e conseqüências.  A história de cada membro numa família  é útil para se aprender com a experiência alheia, que é o melhor, mais sábio, menos arriscado e menos doloroso método de aprendizagem dos saberes da vida,  das várias opções possíveis de existência, bem como de conhecer e saborear como pessoas distintas desfrutaram as boas coisas da vida e enfrentaram as vicissitudes. Todavia, para aprofundar este conhecimento até o âmago de seu ser é necessário, como as sociedades primitivas o fazem, conhecer bem seus antepassados. Só assim se poderá conhecer o estado do Eu Pai e sua herança familiar cultural e genética, bem como os mandatos ancestrais e os limites e origens dos vínculos e graus de liberdade socioculturais. Tudo isto pode servir até como uma autoterapia e um trampolim para não desistir e tentar outra vez a busca de felicidade e do sucesso. Resgata-se também o valor da Vida e dignidade humanas, assim como o da liberdade do indivíduo como fundamento da civilização e da realização da pessoa.
Um observador atento da biografia de cada parente, próximo ou distante, no tempo ou no espaço, na mente ou no coração, traz insights para a maneira como cada um pode ter feito a estruturação de seu tempo entre isolamento, rituais, passatempos transacionais, atividades, jogos psicológicos, e intimidade. Em alguns casos extremos será possível entender um pouco melhor como algum desequilíbrio em posições existenciais, uso de carícias, impulsores,  relacionamentos e transações, etc...  fez surgir algum script trágico, solitário, desatinado ou banal. Pode-se intuir como algumas decisões acertadas somadas a outros fatores críticos de sucesso fizeram planos de vida felizes. Pela análise da ocorrência dos 5 impulsores: seja agradável, seja forte, seja apressado, seja perfeito, seja esforçado, pode-se  descobrir como o destino de uma pessoa esteve condicionado pelo mandato de alguma figura parental.  É possível também pelo treinamento na  análise distanciada destas vidas fazer-se uma reflexão igualmente isenta  e racional das próprias trilhas de vida, das opções e obstáculos.  Há aqueles cujo destino é caracterizado pelo script transacional quase, outros pelo script sempre, ou pelo script até que, alguns ainda pelo script nunca, e uns pelo script depois de, mas há também os que seguem planos de vida flexíveis e saudáveis de sucesso e felicidade que podem servir de modelo de comportamento. Para aqueles que buscam, encontram e analisam suas origens presume-se que seja mais fácil  exercer seu poder pessoal de ser, de fazer,  de pensar, de exibir sua identidade, suas habilidades de regeneração e reciclagem para escapar de qualquer um dos papéis clássicos do triângulo dramático,  a saber: perseguidor, vítima e salvador.  
Analisando tantas pessoas e suas vidas é possível entender também algumas das causas do afastamento e dispersão familiar. Analisando-se este grupo familiar foram identificadas algumas delas que são listadas abaixo:

Finanças distintas, Disputas econômicas, Empregos e atividades de requisitos conflitantes, Rivalidade entre parentes,  Interferência dos membros da família, Posições políticas divergentes, Mobilidade e Distância Geográfica, Valores Conflitantes, Visões do mundo diferentes, Psicologias diferentes,  Ruídos de Comunicação, Hábitos e educação diferentes,  Filosofias de vida diferentes, Diferenças de classes sociais e culturais, Empatia, Conflitos religiosos.

Todos esses fatores fazem com que a estruturação do tempo, pela  gestão do isolamento,  dos rituais, dos passatempos, das atividades dificultem ou impossibilitem a criação de intimidade aumentando a probabilidade de ocorrência de jogos psicológicos e conflitos que promovem o afastamento quando a energia psíquica  das partes se esgota juntamente com a paciência.
A única certeza é que o que une as pessoas numa família é só o amor, que  resulta  da prática e comunicação constante, de confiança e respeito mútuos apesar da diversidade das pessoas, reforçado pela capacidade de esquecer e de perdoar. É claro que um elemento catalisador desta união pode ser um elemento agregador em torno do qual gravitam as estrelas de uma família, assim como os parentes errantes e os cometas da parentela.  Eles são as locomotivas, os agitadores da família, que a maioria ama, admira e ouve.  Quando estas figuras chave desaparecem, lentamente, todo o sistema familiar vai se dissolvendo e a memória do grupo vai se atenuando, mas nunca desaparece totalmente. Predominam assim as barreiras das distâncias espaciais, de horários e biorritmos que contribuem para manter as pessoas apartadas, o que acaba por diminuir a intimidade. Mas novos grupos de descendentes vão se formando, se reagrupando e eventualmente  se inspirando em seus antepassados. Aqui pode-se observar em alguns casos como subgrupos familiares podem cooperar como autênticas redes neurais e criar oportunidades de sucesso, sem apelar para o nepotismo barato.  Isto vem confirmar, em contraposição, a tese de Lincoln de que uma casa dividida não fica em pé. A recíproca, isto é uma casa unida, pode nem sempre garantir sucesso, mas pelo menos não desmoronará como rede social de apoio. Certos estudos  de simulação comportamental feitos com base nas informações de antepassados, conjugadas com históricos médicos e de DNA,  podem contribuir para prever a probabilidade de membros de um grupo familiar exibirem, no futuro sob condições ambientais adequadas, rebeldia, violência,  impulsos autodestrutivos, depressão, dependência química, patologias psíquicas diversas.  Tal previsão pode ser útil para prevenir a ocorrência de comportamentos indesejáveis.
Há ainda uma justificativa pessoal de cunho histórico filosófico que é o cansaço do autor com a monotonia da história oficial e as personagens públicas ou “famosas” do grand-monde. Trata-se aqui de desafiar o conceito de que as pessoas comuns não têm papel transformador, porque não têm potência influenciadora de massa.  Trata-se de negar a tese de Carlyle que a História só é feita por figuras de proa magnificadas pelo culto às suas personalidades.Trata-se de negar a farsa dos Napoleões, Hitleres, Mao Tse Tungs e Stalins. Nenhum destes assassinos em massa venceram batalhas sozinhos. Milhares ou milhões  de pessoas anônimas  enlouquecidas, caoticamente foram fazendo as coisas acontecerem. Pelo menos uma cozinheira os alimentou, pelo menos um soldado assassinou em seu nome.  E se essa idolatria tresloucada, esse culto insano à personalidade não fossem um padrão tão comum imposto pelos requisitos de estados e espíritos totalitários, talvez todas estas milhões  de pessoas teriam sido mais felizes se seus malfadados líderes fossem apenas cidadãos comuns geradores de bem-estar à sua volta.
Em nosso país, em particular, que está imerso em uma letargia intelectual secular, os “grandes nomes” da história oficial são em geral reflexo invisível da nulidade cultural reinante. Daí a importância de cada cidadão buscar nexo e sentido nos recônditos da sociedade e dos seus  núcleos familiares. Pode ser que lá se encontrem elementos do substrato cultural que a nação precisa para dar sentido à vida, coerência nas transações sociais e potência para gerenciar os Estados do Eu de seus cidadãos. Certamente a pesquisa genealógica dá isto a cada indivíduo para a sua resolução pessoal. Mas talvez com a expansão destes esforços de pesquisa genealógica de autoconhecimento por um número maior de pessoas possa promover a descoberta de uma cultura comum a uma massa crítica de pessoas que nos tire do barbarismo imperante há séculos no Brasil. Assim tenho sido sempre favorável a não valorizar a laranja madura na beira da estrada, porque pode estar bichada ou ter marimbondo no pé.
Por  Cultura se entende neste contexto uma nova lógica sócio-organizacional que se apóia em um modelo de 15 traços culturais apresentados a seguir e tem tido aplicações bem sucedidas recentes tanto na academia quanto nos meios empresariais.  Esta aplicação da nova lógica integrada o ensino de Fundamentos de Ciência e com o uso de TIC (Tecnologias e Informação e Comunicação) tem se mostrado útil no aumento da competitividade em ambientes restritos de pequenos grupos sociais   
Na análise da cultura aqui contemplado e apresentado por Alvarez  e QUINTELLA em 1995 na IBM, utiliza-se o modelo neo-difusionista. Basicamente, este modelo trabalha com o conceito de átomo cultural que é o traço cultural, que são os elementos constituintes elementares que como fios delicados, mas entrelaçados, constroem o tecido de uma cultura organizacional. Neste modelo trabalha-se, via de regra com o conjunto: Visão, valores, aspectos superficiais culturais (como entretenimento,vestuário, folclore,etc..), estrutura de hierarquia,(os 4 primeiros associados à ETIQUETA CULTURAL de BERNE),  comunicações, processo de tomada de decisão, avaliação de desempenho, compensação (neste caso com a opção de usar  remuneração estratégica nas diversas funções profissionais em sociedade), programas de RH, contrato de trabalho, skills ou competências individuais, capacidade organizacional,(todos esses associados à CULTURA TÉCNICA de BERNE) liderança, moral,(neste caso lidando com clima organizacional,  motivação, lealdade, criatividade,  etc...), governança e tolerância à mudança(Esses três últimos associados ao CARÁTER CULTURAL DE BERNE).
É a produção de uma cultura sadia e auto-corretiva segundo estes padrões que transmitida pelas gerações dá à cadeia de vidas de uma família ao longo de séculos o sentido que Frankl preconiza. Já a irradiação, difusão e integração destas diversas culturas familiares é que podem possivelmente criar uma base para uma sólida cultura nacional. A pesquisa genealógica pode fornecer informações para todo este processo e dar uma modesta contribuição ao desenvolvimento cultural.
Por isso tudo a  pesquisa genealógica e seus produtos têm sido reconhecidos como  uma forma de reaproximar pessoas,  que oportuniza o reencontro de familiares em uma situação e cenário cercados  pela racionalidade e por emoções saudáveis promovidas pela recuperação da história comum a todos.  É sempre estimulante e confortador conhecer a ação destas figuras agregadoras e sentir sua influência benfazeja na vida das pessoas que a cercam. Quase se ouvem as risadas felizes perdidas no tempo, quase se vê os encontros afetuosos do passado, quase se sente os momentos alegres dos antepassados, quase se pode falar com os que se foram. A descoberta destas pessoas cria uma intimidade tal que eles parecem se dirigir diretamente e exclusivamente a nós, no presente.
Esta continua sendo a melhor forma de se viajar como numa máquina do tempo. As outras  formas de viagens no tempo,  até agora  propostas, são muito arriscadas. Viajar à velocidade da luz é aniquilador, tanto quanto entrar em um  buraco negro para viajar para outro universo paralelo. Viajar por métodos mecânicos à la HG Wells é canhestro. E por fim viajar por auto-hipnose,  como inventou Richard Matheson, não dá permanência no momento alvo do tempo. Por enquanto, só a imaginação garante o livre acesso humano a todos os tempos e lugares. Assim a proposta deste trabalho é fugir ao cânone genealógico e fugir da frieza estritamente documental para a calidez de um approach narrativo, transformar lembranças em memórias interligando-as com a História,  mudar  idéias cruas em ensaios mais instigantes e  por fim resgatar vidas para a literatura, misturando um pouco de ficção com a realidade.


                                               Fonte anônima


Prof  Dr Heitor Luiz Murat de Meirelles Quintella
Emérito da Academia de Letras de Brasília (Cadeira Cassiano  Ricardo)
Member of The International Academy of Letters of England 
Cadeira Cassiano Ricardo da Academia Brasileira  de Literatura                                                            Cadeira Amadeu Amaral da Academia Brasileira  de Literatura Infantil  e Juvenil           
Cadeira Lamego do Instituto Histórico e Geográfico de Niterói 
Cadeira Portinari da Academia Niteroiense de Belas Artes







Bio do Autor                                                            HEITOR LUIZ MURAT DE
                                                                                  MEIRELLES QUINTELLA

                        Presidente da Stratimidia, Pesquisador Visitante em Engenharia de Produção da UERJ, é Professor inativo do doutorado de Engenharia Civil e do doutorado / mestrado de Produção da UFF. Líder do Projeto de Pesquisa FHTC -  Fatores Humanos e Tecnológicos da Competitividade e do Projeto PIEU - Programa de Integração Empresa Universidade (que realiza Placement e Headhunting, Visitas Técnicas, Desenvolvimento de material didático multimídia, seminários executivos, Consultoria no meio acadêmico). Leciona também nos MBA’s da FGV, IBMEC e UFF. É  exVice presidente da SUCESU ,ex Diretor da SOBRAPO, e Associação British Alumni, é do conselho editorial e referee de várias revistas Qualis A e chief editor da RIO’s International Journal on Sciences of Systems and Industrial Engineering and Management. Foi dirigente de entidades de classe como a ANDEI e outras. É DSc em Sistemas pela UFRJ, MSc em PO pela Universidade de Newcastle, MSc em informática pela PUC/RJ, onde se graduou em Física. É pós doutorado em psicologia de organizações informatizadas e  em gestão da automação (USP, IBM) e fez formação em consultoria executiva no IBM  Advanced Business Institute/NY. É Analista Transacional Organizacional e Consultor  Certificado pelo Institute of Management Consultants - NY. Foi consultor executivo IBM, assessor da Presidência da República, diretor do grupo industrial Moddata/Coencisa e de empresas Internacionais de Treinamento, Consultoria e Software. É autor de 20 livros e 250 papers. Gerenciou projetos em mais de trinta países e em 20 ESTADOS do  Brasil e  dos EUA. É consultor de empresas como a IBM, Unisys, Ernst & Young, Votorantim, Amil, Serpro, CSN, CST, diversas Universidades Brasileiras (FUA, PUC-RS, PUCCAMP, UEMG,) realizou parcerias com a Ernst & Young, Booz Allen, Giga, Gartner, Questera  e outras empresas. Na gestão de/por processos implantou projetos na IBM, Votorantim, VALE etc.. além de ter treinado equipes de mais de 200 empresas na AL. Palestrante e consultor dos mais requisitados por empresas das Américas, é também autor premiado de obras infantis, (destaque para Prix Octogones do Centre d’études en littérature de jeunesse - Paris) peças de teatro e letras de música popular brasileira, bem como diretor, autor e apresentador de obras de vídeo educativo, institucional e executivo (É Verbete na Enciclopedia de Literatura Brasileira de Afranio Coutinho editado pela Academia Brasileira de Letras). Suas obras são usadas para transformação empresarial. Emérito da Academia de Letras de Brasília, efetivo das Academias Brasileira de Literatura, Niteroiense de Belas Artes e do Instituto Histórico e Geográfico de Niterói.Na área de RH de Informática e Produção destaca-se por aplicar métodos originais de planejamento estratégico centrado na Pessoa, Coaching transacional para o alto desempenho pessoal e de  análise e transformação cultural para alto desempenho. Atua como perito em tecnologia, qualidade de produtos e propriedade intelectual na Justiça Estadual Ex- Diretor da APJERJ (Ass de Peritos) e como árbitro e mediador em causas cíveis no Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem e no Tribunal Arbitral das Comarcas Brasileiras. Membro da Abrates e Sintra é tradutor do ingles, espanhol, francês. Artista Digital Laureado tem sua obra em coleções particulares e oficiais em mais de 15 países e em artes decorativas hoteleiras, além de ter ilustrado diversos textos.
 




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História - Colonização - Alemães, <http://www.riogrande.com.br/historia/colonizacao4.htm>. Acesso em: 20 de outubro de 2007
   Fundação de Cultura e Turismo Petrópolis - FCTP. Página visitada em 28 de Outubro de 2009.
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Tel: (21) 2527-3502  
contato@asiarj.org.br   Rua São Clemente, 216 – Botafogo
Software de Word cloud http://www.wordle.net/create
http://www.meusimigrantes.com.br/   Rio de Janeiro: (21) 3513-0706

Em Portugal:   http://tombo.pt/   Já estão disponíveis os seguintes Distritos:
Manuscritos particulares da Família:
Memórias da família ( Anna Osorio do Amaral Meirelles, Izabel, Joanna Raming Vianna e Iracema Quintella)
Album de Família de Iracema Quintella
Notas Históricas de Antonio Ferreira da Silva Quintella

On location ancestor hunting -  Uma rica fonte de informações para construção desta floresta genealógica foram as visitas aos locais de nascimento, casamento, residência e morte dos ancestrais. Conhecer seu espaço existencial nos ajuda a compreender que tiveram bom futuro e  ficaram melhor os que conheceram bem seu  passado e valorizaram seus consangüíneos. Estes lugares, apesar de já não serem em grande parte como eram então, permitem, por sua atmosfera, criar   um laço psicológico do pesquisador com os antepassados. Proporcionam também encontrar com pessoas que conhecem a história sob o ponto de vista da tradição local que sempre se desvia da versão oficial. Dentre os locais visitados destacam-se: Mangaratiba, São Luís, Petrópolis, Piraí, Chaves, Viana do Castelo, Vila Nova de Cerveira, Porto, Dartmouth, Totnes,  Londres, para citar apenas alguns locais.


Todo este texto como será visto é baseado em uma visão da História à luz da ação dos pequenos, inspirada nos textos de Tolstoi e sua   “teoria da integração dos infinitesimais”.
TOLSTÓI, L. Guerra e Paz. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 1983.
“Seja qual for o ângulo por que examinamos a atividade de numerosos homens ou de um único, não podemos concebê-la senão como o produto, em parte da liberdade humana, em parte das leis da necessidade.” (TOLSTÓI, 1983, p. 609).

Esta consciência é uma fonte de conhecimento de si mesmo, inteiramente distinta e independente da razão. Graças à razão, o homem observa a si mesmo; mas ele só se conhece através da consciência. Sem a consciência de si mesmo não são possíveis nenhuma observação e nenhuma aplicação do raciocínio. Para compreender, observar, concluir, o homem deve primeiro ter consciência de si mesmo, como um ser vivo. O homem só se concebe vivo, quando quer, isto é, tendo consciência de sua vontade. Ora, essa vontade, que constitui a essência de sua vida, ele só a concebe e só pode concebê-la, quando livre. [...] Se a consciência da liberdade não fosse uma fonte de conhecimento de si mesmo, distinta e independente da razão, ela estaria subordinada ao raciocínio e à experiência; mas, na realidade, tal subordinação nunca existe e é inconcebível. [...] Essa consciência de liberdade, inatacável, irrefutável, reconhecida por todos os pensadores e experimentada por todos os homens, sem exceção, essa consciência sem a qual é impossível qualquer noção de Humanidade, é que constitui a outra face do problema. O homem, em ligação com a vida geral da humanidade, aparece submetido às leis que regem essa vida. Mas o mesmo homem, independente desse elo, aparece livre. Como deve ser considerada a vida passada dos povos e da Humanidade. Como produto da atividade livre ou dirigida dos homens? Eis o problema da História. (TOLSTÓI, 1983, pp. 606-7).


Para a História, as vontades humanas se movimentam sobre certas linhas, das quais uma das extremidades se perde no desconhecido, enquanto a outra se move no espaço, no tempo e na dependência das causas; a consciência da liberdade dos homens aí se move no presente. Quanto mais o campo deste movimento se amplia aos nossos olhos, mais evidentes se tornam as leis deste movimento. Descobrir e definir estas leis é o papel da História. [...] Só limitando esta liberdade ao infinito, isto é, considerando-a como uma quantidade infinitesimal, é que nos convenceremos da impossibilidade absoluta de penetrar as causas, e só então, em lugar de pesquisar as causas, a História terá como missão a pesquisa de leis. [...] Chegando ao infinitamente pequeno, a Matemática, a mais exata das ciências, abandona o método de
fracionamento e adota o novo método da totalização das incógnitas infinitamente pequenas. Renunciando às noções de causa, os matemáticos procuram uma lei, isto é, propriedades comuns a todos os elementos desconhecidos e infinitamente pequenos. [...] A História usa o mesmo processo. Se seu objetivo é o estudo do movimento dos povos e da Humanidade, e não descrever episódios da vida de alguns homens, ela deve, afastando a noção das causas, pesquisar as leis comuns a todos os elementos de liberdade infinitamente pequenos, iguais e indissoluvelmente ligados entre si. (TOLSTÓI, 1983, pp. 617-18).

A História moderna substituiu os homens dotados de um poder divino e guiados diretamente pela vontade de Deus, por heróis dotados de qualidades excepcionais, sobre-humanas, ou simplesmente por homens das mais diversas qualidades, desde monarcas até os jornalistas que arrastam multidões. Às antigas finalidades, agradáveis à divindade, que eram impostas a certos povos como os hebreus, os gregos e os romanos, e que os antigos imaginavam ser o objetivo dos movimentos da Humanidade, a História moderna acrescentou suas próprias finalidades: o bem do povo francês, alemão, inglês e, no mais alto grau de abstração, a civilização de toda a Humanidade, que geralmente significa os povos que ocupam o pequeno recanto noroeste do grande continente. A História moderna repudiou as antigas crenças sem substituí-las por novas, e a lógica obrigou os historiadores que pretendiam ter rejeitado o poder divino dos reis e o “fatum” dos antigos, a voltarem, por outro caminho, ao mesmo ponto. Foram obrigados a reconhecer que: 1º os povos são dirigidos por indivíduos; 2º existe uma finalidade determinada para a qual se encaminham os povos e a Humanidade. Todas as obras dos mais modernos historiadores, desde Gibbon até Buckle, apesar de sua aparente divergência e da aparente novidade de suas concepções, baseiam-se em dois postulados definitivos. Em primeiro lugar, o historiador descreve a atividade de determinados indivíduos, que, em sua opinião, conduzem a Humanidade. Um só considera como tais os monarcas, os grandes generais, os ministros. Outro, além dos monarcas, inclui os oradores, sábios, reformadores, filósofos e poetas. Em segundo lugar, é conhecido do historiador o objetivo para o qual a Humanidade é dirigida. Para um, para leste, é a grandeza do Estado romano, espanhol,
francês. Para outro, a liberdade, igualdade, a civilização de certa espécie, de um pequenino recanto do universo, chamado Europa. (TOLSTÓI, 1983, pp. 585-86,).


Mas, mesmo se imaginarmos um homem inteiramente subtraído a todas as influências, considerando somente seu ato instantâneo no presente e supondo que nenhuma causa o tenha provocado, admitimos um resto infinitesimal de necessidade igual a zero, e nem assim chegaremos à noção de liberdade absoluta do homem. Pois um ser, impermeável a influências do mundo exterior, encontrando-se fora do tempo e sendo independente de causas, já não é mais um homem. Exatamente da mesma forma, nunca podemos imaginar um ato humano que se realize sem a intervenção da liberdade e que só esteja sujeito à lei da necessidade. [...] Por essa razão é que representar-se um ato humano submetido unicamente à lei da necessidade, sem o menor resíduo de liberdade é tão impossível quanto representá-lo inteiramente livre. Assim, para imaginarmos um ato humano submetido unicamente à lei da necessidade, sem liberdade, devemos admitir que conhecemos o número infinito e a seqüência infinita das causas. Para imaginarmos o homem absolutamente livre, não sujeito à lei da necessidade, devemos imaginá-lo só, fora do espaço, fora do tempo e fora da dependência das causas. (TOLSTÓI, 1983, pp. 614-15,)



A História usa o mesmo processo. Se seu objetivo é o estudo do movimento dos povos e da Humanidade, e não descrever episódios da vida de alguns homens, ela deve, afastando a noção de causas, pesquisar as leis comuns a todos os elementos de liberdade infinitamente
pequenos, iguais e indissoluvelmente ligados entre si. (TOLSTÓI, 1983, p. 618).









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