domingo, 4 de janeiro de 2015

X apendice A Relatos e Arvores

                   (Em construção)

Fusão Meirelles Quintella
 



200 anos  de Linha do tempo dos ancestrais matrilineares
E mais de 500 anos de linha de tempo dos patrilineares.
Os locais de origem conhecidos até agora dos Meirelles  são os Açores (Ribeira Grande  Ilha de S Miguel), Tras-os-montes (Chaves, Ponte de Lima e Bragança), Mangaratiba, Pirahy, Petrópolis, Trier (Trévere – Bélgica, França e Prússia), Schleswig( Dinamarca), Linden (Bélgica) Rio de Janeiro. E a maior influência vem do Rio de Janeiro e Mangaratiba.
Os locais dos Quintella são Dartmouth, Londres, Montpellier, Marselha, Gênova, Aveiro ( Estarreja, Avanca, Oliveira de Azeméis, Sever do Vouga, Santa Maria da Feira, Albergaria Velha),  Valença ( São Julião da Silva), Vianna do Castelo (Vianna, Vila Nova de Cerveira), Porto, Lisboa, Rio de Janeiro. E as maiores influências deste ramo vêm de Dartmouth, Porto, Vianna e  Rio de Janeiro .
Dados detalhados das famílias Quintella, Murat, Norton etc... se encontram em
Eliana Quintella Linhares, A descendência de Luiz Queriol Murat e de Maria José Tavares de Resende, 2006
Jean Vanel, Les origines de La famille Murat, 1970.  






Nomes
      Nascto
Morte
Ant J Meirelles 1
1790
1839
Luis Q Murat
1800
1862
M J RT Norton
1801
1875
Ant J Correa
1816
1876
Manoel J Vianna
1820
1880
Ant J Meirelles 2
1834
1901
Felippe A AmaralOsorio
1836
1913
Gertrudes M Osorio
1836
1912
Fco J Correa Quintella
1838
1921
Ant Ferreira da Silva
1841
1894
Emma N M Quintella
1843
1891
José Pedro Vianna
1844
1894
Anna H Raming Vianna
1847
1925
Marcianna S Costa
1849
1920
Anna O A Meirelles
1860
1940
Ary N M Quintella
1875
1912
Corina F S Quintella
1879
1908
Domingos J Meirelles
1880
1965
Joanna R V Meirelles
1884
1928
Ant F S Quintella
1903
1956
Iracema V M Quintella
1905
1975


Apesar de a família Quintella e seus colaterais estarem muito bem investigados do ponto de vista genealógico por Eliana Quintella Linhares, muitos aspectos históricos ainda merecem aprofundamento.
Os pontos de interesse levantados em viagens de pesquisa do autor a Portugal e Inglaterra são listados abaixo.
O romance  de Tavares de Resende em Oliveira de Azeméis
             

Nesta passagem Antonio N 10.02.1719 capitão de Milícias de Avanca e Alferes da Cia de Ordenanças de Pardilhó, filho do fidalgo Diogo Tavares de Resende, casa-se com uma prima muito feia e estéril Joana Maria de Pinho Valente da Fonseca em 18.06.1743 e teve filhos fora do casamento com Josefa Simões N em Cucujães - Oliveira de Azeméis. 
A filha desta união, Ana Rosa Tavares de Resende foi adotada pela família após a morte da  mãe e criada em convento ligado a Santa  Casa da Misericórdia dedicado a educação da nobreza no Porto. 
O romance de D Ana Rosa com Andrew Warren Norton
                Ana Rosa Tavares de Resende (N 1777 – Avanca,Estarreja; F 13.05.1842 – Viana do Castelo sepultada em Sta Maria            Maior)  foi criada em convento sob supervisão da Ama D Maria da Conceição casada com Damaso Monteiro. Ela estava     encaminhada para a vida religiosa como freira.  Andrew Warren Norton (N 04.06.1771.St Petrox - Devonshire, F 1841?)  neto e filho de Oficiais da Marinha Inglesa que tiveram  ’ letter of marque’ durante as guerras contra França e Espanha no século    XVIII, migrara para a Inglaterra  com parte da fortuna familiar para estabelecer-se como produtor e exportador de vinho do Porto e bacalhau.  Raptou de forma consentida a noviça Ana para casar-se com ela atraído por sua beleza angelical, cultura e maneiras finas, que foram muito úteis na vida social do casal em sua ascensão. As atividades comerciais de Andrew se iniciaram no Porto em estabelecimento sito à típica Rua dos Ingleses na freguesia de São Nicolau. Só após seu casamento na Igreja de Santo Ildefonso  do Porto em 08.06.1794 é que estabeleceu-se em Viana, na Casa Amarela. Em Viana foi naturalizado em 06.09.1807, convertido por batismo católico em NS Agonia em 12.06.1806 e nomeado  Cônsul da Grã-Bretanha em Viana, Caminha e Esposende por Carta Patente de Lisboa datada de 20.05.1811. Teve intensa atividade política e econômica sendo um pioneiro na formulação do conceito de uma Bolsa de Negócios no Porto que veio a se concretizar no século XIX no Palácio da Bolsa.  Ana Rosa com sua finesse e traquejo social, adquiridos na educação refinada do convento, foi instrumental e decisiva no sucesso de Andrew corroborando o dito popular de que atrás de todo homem de sucesso há uma grande mulher. Por meio de regressão genealógica o autor  e artista plásticc digital Heitor Luiz Murat recriou retrato do casal porque seu neto Daniel havia nascido no mesmo dia de Andrew.



 Retrato histórico obtido após a regressão genealógica é apresentado abaixo.






Observe-se que a regressão genealógica conseguiu reunir semelhanças de pai e filho, como se vê nas imagens abaixo:


Sua passagem pela Bolsa do porto está registrada em litografia de Forrester que é reproduzida parcialmente abaixo.


Rua Nova dos Ingleses (atual . Infante D Henrique)
Litografia de James Forrester, 1834
Robert Norton nr. 2, Andrew  Norton nr. 3 à esquerda. 
São identificados  pelos historiadores, segundo a tabela abaixo, as pessoas retratadas nesta cena.
Detalhe da Litografia de Forrester na Rua dos Ingleses no Porto em que são ilustrado os irmãos
Robert e Andrew Norton com John Quilaman (NA EXTREMA ESQUERDA).

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A vida de Luis Queriol Murat que lutou contra D Miguel e asilou-se no Brasil, onde fez carreira de Negociante.

REGRESSÃO GENEALÓGICA de Luis Queriol Murat (1800 - 1862)

 
FONTE: ELIANA QUINTELLA LINHARES in: A descendência de Luis Queriol Murat



Regressão Genealógica Digital Atelier Murat
D. Majô - Maria José Tavares de Resende Norton Murat ( 1801 - 1875)



Relatos da Vida de Luis Queriol Murat
Fonte: Eliana Quintella Linhares




Emma Norton de Murat é a ancestral dos Meirelles Quintella

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Outras passagens ainda que merecem investigação são:
  
A vida de Pantaleão pecuarista que recebeu de D João V terras no Minho e a mudança de nome de Correa para Quintela em retribuição pela guarda por 200 anos de uma Cerveira Real exercida por sua  família.  

A vida de Felis Queriol  de Marseille e Bianca Maria Magdalena Grossi Negociantes de vinho em Gênova que migraram para Oporto em virtude da peste que se abateu sobre  Marselha.

A vida de Joseph Murat de Montpellier e de sua esposa Anne Sergeant de Londres Negociantes de vinho.

Análise da farta documentação sobre as atividades do banqueiro e empreendedor Antonio Ferreira da Silva e atividades  mais tarde no banco que fez financiamento da União na Guerra do Paraguai,no  loteamento de Botafogo e na construção da Igreja da Candelária. 
A vida de Antonio Ferreira da Silva Banqueiro do Império

https://familysearch.org/photos/stories/12205727 



Da esquerda para direita Laura, Corina, Oscar, Ernesto, Antonio Ferreira da Silva, Maria (Nita), José Caetano, Marcianna Senhorinha, Arthur, Alice.

Comendador da Ordem da Rosa do Segundo Imperio, Antonio Ferreira da Silva, circa 1888 com a esposa Marcianna Senhorinha - Zeladora da Ordem do Carmo- e os 8 filhos. Foi presidente do Banco Rural e Hypothecario que financiou o Império na Guerra do Paraguay. Ele liderou, como Provedor, o funding para construção da Candelária, tendo Thomas Driendl, em 1887, pintado um quadro a óleo seu, de corpo inteiro, que está cadastrado pelo nr RJ/010019.0238 pelo IPHAN no Inventario Nacional de Bens Moveis Integrados e custodiado pela Irmandade do SS da Candelária.



A VIDA DE ALGUNS QUINTELLA

A vida de Emma Norton de Murat QUINTELLA, PIANISTA que chegou a  tocar piano para o Imperador e animadora familiar, bem como seu marido o self made man Francisco José Correa Quintella em cujo álbum Machado de Assis escreveu:

                                               No Álbum do Sr. Quintela
                                                  por Machado de Assis
                                                Faz-se a melhor harmonia
                                                Com elementos diversos;
                                             Mesclam-se espinhos às flores:
                                              Posso aqui pôr os meus versos.

 Outros temas que ainda merecem estudos mais profundados  são por exemplo:

A obra  dos intelectuais Gal Ary Quintella, matemático e o ficcionista seu filho Ary Guerra de Murat Quintella.



Já se descobriu algo mais das  paixões impossíveis da Gêmeas Hisa e Emma Quintella (órfãs de mãe aos 4 anos e de pai aos 13) – A primeira em Minas Gerais, como enfermeira foi treinada em uma das primeiras turmas de enfermagem no Brasil por uma missão anglicana que veio da Inglaterra e trazia mestras de Devon. Já formada e contratada em um hopital apaixonou-se por um paciente convalescente de tuberculose. Num relance casou-se, engravidou e enviuvou. A segunda, com incontestes talentos artísticos de pintura na adolescência, apaixona-se platonicamente por um jovem britânico, amigo de família, remotamente aparentado. Convocado para primeira guerra  foi afetado por gases tóxicos, permanecendo com seqüelas pulmonares e neurológicas que enfraqueceram severamente seu organismo. Retornando ao Rio de Janeiro foi vítima da pandemia de influenza denominada espanhola, assim chamada porque em terras da Espanha não se fazia segredo dos estragos feitos pela epidemia, ao contrário de muitos países, como o Brasil, que buscaram suavizar o seu impacto. Estima-se que a gripe tenha matado no mundo todo de 20 a 100 milhões de pessoas – muito mais que a Primeira Guerra (cerca de 15 milhões de vítimas) ou mais do que a aids.  A população do  era  de 910.710 almas no mês de setembro de 1918, 697.543 na zona urbana e 213.167 nos subúrbios e na zona rural.  Com a eclosão da doença ocorreu um aumento na taxa de mortalidade no decorrer do evento de quase 2.000%, falecendo  cerca de 15 mil pessoas, acamando  mais de 600 mil cariocas – ou seja, cerca de 66% da população local.  Já debilitado o jovem faleceu o que provocou em Emma profunda depressão. Decidiu então  dedicar uma última pintura (La Derníére Rose) a seu amor platônico, encarnando a mensagem da canção La Derníére Rose (Dieudonné-Félix Godefroid)  e a do poema de Thomas Moore The Last Rose of Summer

La Derniére Rose 1919 Maria E.



Si demain tu cueilles une rose
Dont le coeur est déjà fané,
Dis-toi bien que cette rose
Est la dernière de l'été
Hier encore au voisinage
Fleurissait tout un jardin
Il n'en reste que ce feuillage
Que l'hiver brûlera demain

En amour comme en toute chose,
En amour comme en amitié,
Si ton coeur trouve une rose
Cette rose, il faut la garder
Même si c'est la première
Que tu aies jamais trouvée
C'est peut-être aussi la dernière
Et la vie n'a qu'un seul été

'Tis the last rose of summer,
Left blooming alone;
All her lovely companions
Are faded and gone;
No flower of her kindred,
No rosebud is nigh,
To reflect back her blushes,
Or give sigh for sigh.

I'll not leave thee, thou lone one!
To pine on the stem;
Since the lovely are sleeping,
Go, sleep thou with them.
Thus kindly I scatter,
Thy leaves o'er the bed,
Where thy mates of the garden
Lie scentless and dead.

So soon may I follow,
When friendships decay,
And from Love's shining circle
The gems drop away.
When true hearts lie withered,
And fond ones are flown,
Oh! who would inhabit
This bleak world alone?


La Derniére Rose
The Last Rose of Summer
Thomas Moore (1779-1852)
  
CAPA DA PARTITURA 
da Derniére Rose
medalha milagrosa
Santuario da Tijuca



Esta infelicidade profunda e as dificuldades financeiras com a orfandade despertaram sua inclinação mística. Enfim, aos 16 anos, autorizada pelos tios, decidiu dedicar-se à vida religiosa até a morte, em 1965, na Ordem da Medalha Milagrosa como Irmã Elizabeth. Esta pintura ainda está em família por ter sido preservada por meus pais Antonio e Iracema.  

 Nas fotos acima as gêmeas Hisa e Emma ( irmã Elizabeth)


        
Eventualmente outros membros da família  sobre os quais se descubra fatos de interesse devem ser estudados.

E por fim uma análise mais aprofundada das ligações de meu pai, Antonio Ferreira da Silva Quintella com as famílias dos Meirelles, uma vez que ele se interessou pela guarda de muitos documentos de família em sua biblioteca da Alexandre Ferreira 206.

Antonio Ferreira da Silva Quintella aos 22 anos em 1925.

Meu pai deixou em mim algumas lembranças marcantes apesar do pouco tempo de convivência que tive com ele. Ele morreu aos 52 anos quando eu tinha apenas 10 anos de idade, após intermitentes e recorrentes internações  desde 1948 quando teve tuberculose e diversas outras enfernidades.  Reconhecidamente culto por sua sólida formação jesuítica, era leitor intenso e contador de histórias. Suas performances de conteiro me embalaram  muitas noites muitas noites e me fizeram sonhar com castelos, reis, navegantes, cruzados, santos. Como gostava muito de esportes freqüentou o Botafogo de Regatas e me estimulou a praticar inclusive algumas modalidades como ciclismo, judô, futebol e remo.

Minha primeira experiência em bicicleta com ele foi cedo aos 5 anos nas pracinhas da Lagoa Rodrigo de Freitas e em férias no Parque Venceslau Bras de Lambari. Depois de muitas leituras de clássicos adaptados para crianças como “O Príncipe e o mendigo, Rei Lear, Bufalo Bill, Tarzan, Fabulas de La Fontaine, Maurice Leblanc, Monteiro Lobato, Andersen, Grimm, Disney”  e diversas historias em quadrinhos ( Xuxá, Capitão Marvel, Super Homem, Disney, etc...) fui estimulado a compor pequenas histórias infantis com seu método de composição jesuíta que eu iria revisitar no Santo Inácio. Aos 9 anos fui encaminhado por ele para a academia de Bonso Katayana para treinamento em Artes Marciais, passando depois para a Academia Brito de Judô até a faixa marrom. Quanto a futebol e remo fui apenas motivado por ele   a assistir competições esportivas e só mais tarde ingressei em treinamento no Forte do Leme e no Vasco da Gama. Em todas estas modalidades cheguei a ganhar algumas medalhas, graças ao seu estímulo.

Como meu pai era um lingüista sofisticado, sua influência neste sentido foi grande sobre mim. Dediquei-me ao estudo do latim, de diversas línguas neolatinas, anglo-germânicas e algumas eslavas  e guardo até hoje preciosos livros  e dicionários com sua assinatura em minha biblioteca.
Por fim, um legado importante de relevo deixado pr Antonio F S Quintella para este trabalho foi ter estudado, anotado e transmitido a seus filhos informações sobre os ancestrais maternos e paternos. A sua motivação, dizia ele, era seu sentimento de orfandade e o distanciamento de seus irmãos, criados em diáspora  nas casas de quatro tios, que o fizeram buscar acolhida na família grande e coesa de sua esposa Iracema.   
 Sua história, trabalhos nas letras e arquivos também merecem uma boa investigação e relato.



 A vida dos Sampaio Pacheco
Outra Família que merece estudos mais aprofundados e se fundiu ao tronco Meirelles foi a de Leila Osorio Pacheco esposa do autor deste texto. 

Leila (Osorio) Pacheco Quintella
Descendente de um fundador da cidade do Rio de janeiro Antonio Sampaio.  Abaixo exibe-se o diploma emitido pelo Colégio Brasileiro de Genealogia.

Na lista dos povoadores lusitanos do Rio de janeiro encontra-se IV - ANTÔNIO DE SAMPAIO

Antônio de Sampaio nasceu por volta de 1527 e faleceu depois de 1573. Casou-se (cerca de 1558) com Maria Coelho, filha de André Pires nascida em São Vicente, SP. por volta de 1538 e falecida entre 29.12.1593 e 10.1601. Deste povoador descende  Maria Sampaio. Todavia ninguém ainda levantou a cadeia documental comprobatória ou cadeia linhagística desta ancestralidade.

 Em

Belchior, Elysio de Oliveira, Conquistadores e Povoadores do Rio de Janeiro. 1965: Rio de janeiro Ed  Brasiliana encontra-se o seguinte verbete do SESMEIRO Antonio Sampaio.



Juiz Ordinário da Câmara da cidade do Rio de Janeiro em 1570. Chegou ao Rio de Janeiro com o posto de Capitão de Infantaria, na armada do Governador Mem de Sá, no ano de 1567. Em agosto deste ano foi um dos moradores que requereram a demarcação do rossio da cidade, a fim de que fosse possível a criação de gado em campos públicos. Tornou-se fiador de João Fonseca aos 18 de janeiro de 1571 e em 1572 assistiu a cerimônia de transferência do cargo de Alcaide-Mor do Rio de Janeiro de Francisco Dias Pinto para Diogo Fernandes Pinto. Possuia sesmaria medindo 3.000 braças em quadra, na Tapera do Gato onde se chama Paranaguape, obtida a 28 de março de 1573. Segundo se depreende de Monsenhor Pizarro, também era dono de terra nas imediações do rio Macacu.  Por outro lado, assinala o auto da demarcação da sesmaria da Companhia de Jesus, que as autoridades dela encarregadas ao chegarem nas proximidades de Inhaúma depararam com ‘João Fonseca procurador que se dizia de Antônio de Sampaio’ , que pediu ao provedor da fazenda Antônio de Mariz que ‘ não desse nem demarcasse mais terras aos ditos padres de que lhes tinha dado, porquanto elas não tinham mais dali por diante’. Portanto tinha outra propriedade limítrofe com a sesmaria dos jesuítas. Casou-se com Maria Coelho, filha de André Pires, morador de São Vicente. Pai de Lourenço e Sebastião Sampaio.




Bibliografia:
- ARQUIVO DO DISTRITO FEDERAL – Rio de Janeiro, Prefeitura do Distrito Federal, 1894/1953
- FERREIRA, João da Costa – A  Cidade do Rio de Janeiro e seu termo, 1ª edição, Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1933.
- ....................................... – Dicionário de Bandeirantes e Sertanistas do Brasil, 1ª edição, São Paulo, Comissão do IV Centenário de São Paulo, 1954.
- INSTITUTO HISTÓRICO DE MARINA – Coleción de Diarios y Relaciones para la Historia de los viajes y Descobrimientos-Sarmiento de Gamboa, Madri, 1944
-.........................................- Terras que deu Estácio de Sá ao Colégio do Rio de Janeiro, Jornal do Comércio, Rio de Janeiro, 17 de fevereiro 1935.
- PIZARRO E ARAÚJO, José de Sousa Azevedo – Memórias históricas do Rio de Janeiro, 2ª edição, Rio de Janeiro, Instituto Nacional do Livro, 1945, 11 volumes.
- ...................................... – Relação das sesmarias da Capitania do Rio de Janeiro, Revista do Instituto Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, Tomo LXIII, volume 101, 1900.

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PRIMEIROS POVOADORES  LUSITANOS DO RIO
Segundo Carlos Rheingantz

I - ALEIXO MANUEL

Entre os povoadores que aqui se estabeleceram nos primeiros anos após a fundação da cidade, 18 deixaram descendência que persiste até os nossos dias, conforme levantamento feito pelo Colégio Brasileiro de Genealogia sob a direção de seu presidente o engenheiro Carlos G. Rheingantz.

Aleixo Manuel nasceu na Ilha do Faial, nos Açores, por volta de 1542, o faleceu no Rio cm 25 de janeiro de 1626. Foi quem construiu a primeira capela no morro pertencente a Manuel de Brito e que foi posteriormente doada aos monges beneditinos, que ali construíram a Abadia de Nossa Senhora do Montserrat - o Mosteiro de São Bento. Um dos primitivos no-mes da atual Rua do Ouvidor foi Rua Aleixo Manuel, em homenagem a esse povoador ou a seu filho do mesmo nome. De sua esposa, Francisca da Costa Homem, natural de Ilha Terceira, teve, pelo menos, seis filhos. O primogênito foi o Padre Pedro Homem de Albernaz. Albernaz seria, provavelmente, o nome de família de Aleixo Manuel, por vir seu nome ci-tado em alguns documentos como Aleixo Manuel Albernaz.

I - ANDRÉ VILALOBOS DA SILVEIRA

André Vilalobos da Silveira foi um dos primeiros povoadores do Rio que deixaram descendência que persiste até os nossos dias, conforme levantamento efetuado pelo Colégio Brasileiro de Genealogia sob a direção de seu presidente engenheiro Carlos G. Rheingantz.
Como sua esposa, D. Isabel do Souto Maior, André Vilalobos da Sil-veira era natural dos Açores, ele nasceu na Ilha de São Jorge, no lugar do Topo e ela na Ilha Terceira. Vieram para o Rio antes de 1600, ano em que nasceu, nesta cidade, um de seus filhos, Francisco da Silveira Vilalo-bos, que viria a ser padre.

Em 1618, André Vilalobos da Silveira era vereador. Em 1628, foi eleito Ministro da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, servindo até 1630, e sendo novamente eleito em 1634. Em 4 de julho de 1634 foi eleito para representar o provedor da Santa Casa de Misericórdia, que era então Salvador Correia de Sá e Benevides, na administração do hospital da entidade. Em 11 de março de 1637, comprou de João Rodrigues Bravo, Capitão da Fortaleza do Outeiro de São Bento, a gleba das terras por esse adquirida em 1635 de Salvador Correia de Sá e Benevides, situada em Jacarepaguá e que continuou com seus descendentes até o presente, sendo conhecida como Engenho e, depois, Fazenda da Taquara.

III - ANTÔNIO DE MAR1Z

Nascido em Barcelos, Portugal, por volta de 1536, Antônio de Mariz morreu no Rio no fim de 1584. Casou-se, por volta de 1566, com Isabel Velha.

José de Alencar imortalizou a figura de Antônio de Mariz, dando-lhe uma fidalga origem e inventando-lhe uma filha de nome Cecília, ou Ceei, por quem se apaixonou o índio Peri, no romance "O Guarani", que serviu de libreto para a ópera do mesmo nome, de Carlos Gomes.
Antônio de Mariz foi proprietário de terras no local hoje denominado Ponte dos Marinheiros, e também em Niterói; ao que se sabe, teve duas filhas, Maria e Isabel. Nunca foi, entretanto, dono de um solar situado à beira do Rio Paquequer, nem teve filha chamada Ceei, como figura no romance de José de Alencar.

IV - ANTÔNIO DE SAMPAIO
Antônio de Sampaio nasceu por volta de 1527 e faleceu depois de 1573. Casou-se (cerca de 1558) com Maria Coelho, filha de André Pires nascida em São Vicente, SP. por volta de 1538 e falecida entre 29.12.1593 e 10.1601.

V - BALTAZAR DE ABREU

Baltazar do Abreu, por alguns autores citado como Baltazar de Abreu Soutomaior, nasceu na Ilha da Madeira e faleceu no Rio, em 9 de julho de 1659. Sua esposa foi Isabel Rangel, com quem se casou no Rio.

O tronco família de Baltazar de Abreu é de tal maneira entrosado, desde o início, com o tronco Rangel de Macedo, que se tornou um pro-blema separar entre os dois grupos os descendentes, o que foi feito colo-cando-se a metade em cada um. A descendência da tetraneta Luciana Maria de Assunção e de seu marido, o Capitão Luís da Silva Ferreira, está quase toda ela radicada no Rio Grande do Sul, pois o casal foi residir em Bojuru no atual município de São José do Norte. De lá, a descendên-cia ramificou-se nos municípios vizinhos de Rio Grande e Pelotas.

VI - CR1SPIN DA CUNHA TENREIRO

Crispim da Cunha Tenreiro, era contemporâneo de Antônio--e(e Mariz, e casou-se com sua filha, Isabel de Mariz, por volta de 1587. Um ramo dos descendentes de Crispim da Cunha Tenreiro, o ramo Velasco Molina, foi radicar-se no Rio Grande do Sul.

VII - DOMINGOS DE AZEREDO COUTINHO

Domingos de Azeredo Coutinho nasceu na Capitania do Espírito Santo, filho de Marcos de Azeredo e D. Maria de Melo Coutinho. Sua esposa, Ana Tenreira, era descendente dos Cunha Tenreiro e dos Mariz.

VIII - ESTÊVÃO DE MUROS

A família de Muros, à qual pertenceram Domingos, Gonçalo, Fran-cisco e Estêvão, radicou-se no Rio nos primeiros anos após a fundação da cidade.
Do casamento de Estêvão de Muros com Maria da Rocha foi encon-trada uma única filha, Paula de Muros, casada com o Alferes José Ramos, de quem teve 10 filhos. O terceiro destes, Manuel Pereira de Abreu, nas-cido em 1679 e falecido em 1766, teve de seu primeiro matrimônio com Josefa de Barros, quatro filhos, dos quais a primogênita, Antônia Nunes de Barros, casando-se em 1720 com o português Alexandre da Costa, deu origem à família Costa Barros, que foi o único ramo frondoso do tronco de Muros.

IX - FRANCISCO FREIRE RIBEIRO

Francisco Freire Ribeiro, natural de Guimarães, casou-se com Cata-rina de Freitas, de quem teve, pelo menos, quatro filhos, dos quais o primogênito, Pedro Freire Ribeiro, casou-se com Ana Duque da Rosa, filha de Henrique Duque Estrada. ' Na terceira geração, os nomes de família dos netos e bisnetos pas-saram a ser Freire Ribeiro, Cruz Freire, Duque Estrada e Antunes Ferreira. O ramo que se perpetuou até os nossos dias foi aquele que conservou o nome Duque Estrada. Cerca da metade da descendência do tronco de Francisco Freire Ribeiro está entrelaçado com a do tronco originado por outro dos primeiros povoadores do Rio, Antônio de Mariz.

X - FRANCISCO VIEGAS

Francisco Viegas, casou-se em 1598 com D. Joana de Soberal, e faleceu por volta de 1640. Sua esposa morreu muito mais tarde, a 11 de setembro de 1678, com quase 100 anos. Do casal, encontrou-se três filhas, Lucrécia Viegas, Maria Viegas e Mariana de Soberal. Todas se casaram e tiveram filhos. Sua descendência está mesclada com o tronco originado por dois outros dos primeiros povoadores do Rio, Crispim da Cunha Tenreiro e Domingos de Azeredo Coutinho.

XI - JOÁO DE SOUSA PEREIRA BOTAFOGO

João de Sousa Pereira Botafogo teria nascido em Elvas, por volta de 1540, e de Portugal foi para a capitania de São Vicente, onde se casou com D. Maria de Luz Escórcio. Chegou ao Rio quando a Cidade Velha já estava principiada e seus habitantes guerreavam os índios tamoios.
Pela sua bravura, João de Sousa Pereira Botafogo foi feito capitão de uma canoa de guerra, e enviado para Cabo Frio a fim de impedir o contrato de pau-brasil que os franceses ali efetuavam. Como bandeirante, fez várias penetrações pela sertão. A enseada de Botafogo, que primiti-vamente se chamou Enseada de Francisco Velho, adquiriu o nome que até hoje conserva, ao que parece, por ter próximo à sua praia residido aquele povoador. O nome de Enseada estendeu-se à antiga Chácara de São Clemente, atual Bairro de Botafogo. Da descendência de João de Sousa Pereira Botafogo, uma grande parte passou-se para o Estado do Rio nos fins do século XVIII, ali constituindo ramos difíceis de serem pes-quisados e comprovados, devido ao mau estado dos livros paroquiais. Outro ramo fixou-se em São Paulo.

XII - JORDÃO HOMEM DA COSTA

Jordão Homem da Costa era filho de Luís de Faria Homem e de Ascença de Andrade. Casou-se em primeiras núpcias com Bárbara Nunes, e, em segundas núpcias, com Ana de Sousa. Esta faleceu muitos anos após o marido, a 15 de setembro de 1679. Todos os descendentes de Jordão Homem da Costa também descendem de João de Souza Pereira Botafogo.

XIII - JULIÀO RANGEL DE MACEDO

Julião Rangel de Macedo. Rezam os documentos ler sido filho de Damião Dias Rangel. Em 1583 era capitão. Casou-se por volta de 1574 com D. Brites Sardinha, filha de João Gomes Sardinha e de Felipa Gomes, e irmã de D. Pero Fernandes Sardinha, primeiro bispo do Brasil e que foi morto e devorado pelos índios. O tronco familial descendente de Julião Rangel de Macedo está em tal forma entrosado com o tronco originário de Baltazar de Abreu (V dessa série) que foi problemático separar os descendentes pelos dois grupos, o que foi feito em duas metades.

XIV - LUÍS DE BARCELOS

Nascido na Ilha Terceira, nos Açores, Luís de Barcelos casou-se no Rio com Catarina Machado, dando origem à família Barcelos Machado.
Seu trineto foi o Alcaide-Mor Caetano de Barcelos Machado, cujo filho único casou-se, em 1780, com Dona Francisco Antônia de Velasco, de quem teve dois filhos: o Brigadeiro José Caetano, que casou mas não teve filhos, e D. Ana Francisco de Velasco, esposa do Capitão Manuel Carneiro da Silva. Já nessa época a família estava radicada no lugar denominado Mato da Pipa, na Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Capivari (Quissamã). Do casamento de D. Ana Francisco de Velasco com o capitão Manuel Carneiro da Silva, nasceu em 1788, constituindo a séti-ma geração do tronco familial originado por Luís de Barcelos, José Car-neiro da Silva. Foi agraciado, por mercê de 5 de maio de 1844, com título de Barão de Araruama (primeiro), e, a 15 de abril de 1847, elevado a Vis-conde com grandeza do mesmo título, falecendo em 1864. A maior parte de sua descendência foi constituída por famílias de fazendeiros no Estado do Rio, na Zona de Campos e de Quissamã, que cultivavam a cana de açúcar.

XV - SALVADOR CORREIA DE SA

Salvador Correia de Sá (o Velho), que foi Governador do Rio, nasceu por volta de 1530 e faleceu em 1631, com cerca de 101 anos de idade, segundo rezam as crônicas. Era filho de Gonçalo Correia e de Felipa de Sá, que era parente de Mem de Sá; Governador-Geral do Brasil. Salvador casou-se três vezes, e seu filho Martim, falecido em 1632, casara-se, por volta de 1600, com Dona Maria de Mendonça y Benevidez. Deste matrimônio nasceram, pelo menos, três fi-lhos, dos quais o mais velho foi o famoso Salvador Correia de Sá e Benevides, que faleceu em 1688. O filho deste, Martin Correia de Sá e Benevides, foi agraciado em Portugal com um título de nobreza, tendo sido o primeiro Visconde de Asseca. A família Asseca passou-se para Portugal, onde está hoje representada pelo décimo Visconde de Asseca, Antônio José Maria Correia de Sá e Benevides Velasco da Câmara, nascido em 1900 e casado com D. Maria Luísa de Souza e Holstein Beck, filha do Duque de Palmela. O único ramo brasileiro atuai dessa família originou-se do casamento de José Maria Correia de Sá e Benevides (da sétima geração do tronco originado por Salvador Correia de Sá, o Velho) com Leonor Maria Salda-nha da Gama, filha do sexto Conde da Ponte. José Maria Correia de Sá e Benevides era irmão do sexto Visconde de Asseca, Antônio Maria Cor-reia de Sá e Benevides, sendo ambos filhos do Marechal Salvador Cor-reia de Sá e Benevides, quinto Visconde de Asseca.

XVI ? SEBASTIÃO FAGUNDES VARELA

Sebastião Fagundes Varela, natural de Viana do Castelo, faleceu no Rio, em 29 de julho de 1639. Casou-se com Maria de Amorim Soares, de quem teve, pelo menos, quatro filhos. A primogênita Petronilha Fagundes, casou-se com um parente seu, João Fagundes Paris. Uma vasta sesmaria situada na Zona Sul da cidade, compreendendo os atuais bairros de Jardim Botânico, Gávea, Ipanema e Leblon, # e incluindo também, por conseguinte, a Lagoa, fora adquirida por Sebas-tião Fagundes Varela. Esta sesmaria transformou-se no engenho denomi-nado da Lagoa, que tinha duas capelas: a de Nossa Senhora da Concei-ção e a de Nossa Senhora da Cabeça. Petronilha, tendo herdado a pro-priedade, por sua morte esta passou às mãos de sua filha d. Isabel Fagun-des, esposa de Manoel Teles Barreto. Falecendo D. Isabel, passou a pro-priedade às mãos de sua filha Petronilha (neta da primeira deste nome), esposa do capitão Rodrigo de Freitas Castro. A lagoa, que nos mapas antigos vinha mencionada como lagoa dos Fagundes, e, depois, como Lagoa de Manoel Teles,, teve seu nome fixado definitivamente como Lagoa Rodrigo de Freitas.

XVII - TOME DE ALVARENGA

Do casamento de Tome de Alvarenga com Maria de Mariz houve uma filha, chamada Maria de Alvarenga, nascida no Rio, por volta de 1595, e falecida a 6 de junho de 1649. A filha de Tome de Alvarenga casou-se com o Capitão Manuel Correia, que faleceu a 8 de janeiro de 1648. Este Manuel Correia era filho de Gonçalo Correia e de sua segunda esposa, Maria Ramires. Era, por-tanto, meio-irmão de Salvador Correia de Sá (o Velho), que era filho do mesmo Gonçalo e de sua primeira esposa, D. Felipa de Sá. Os descen-dentes de Maria de Alvarenga usaram os nomes de Correia de Alvarenga, Correia Vasques (ou Vasqueanes) e Correia de Araújo. Por volta de 1700, entretanto, dois filhos do Sargento-Mor Martinho Correia Vasques acres-centaram ao nome o apelido Sá, que ^era o nome da família da primeira esposa de seu bisavô Gonçalo Correia. Fato inédito ! O Tenente-General Martinho Correia de Sá e seu irmão Salvador Correia de Sá passaram a usar o nome de família da primeira esposa de um bisavô sem dela descenderem. Depois de residir por algum tempo no Rio, passaram-se estes Correia de Sá para o Estado do Rio, em Jacutinga e Iguaçu. Vamos encontrar mais tarde, em princípios do século XIX, uns Correia de Sá, que daqueles se-riam provavelmente oriundos, estabelecidos em Rio Bonito, no Estado do Rio. Ocorre então um fato semelhante ao primeiro: Manuel Correia de Sá, em 1860, mais ou menos, resolve, em Rio Bonito, em homenagem aos seus contraparentes, aumentar o seu nome, passando a chamar-se Manuel Correia de Sá "e Benevides".

XVIII - TOUSSAINT GRUGEL

Toussaint Grugel foi um dos primeiros povoadores do Rio, cuja descendência persiste até hoje. Na habilitação "de genere" de um dos seus netos, os depoentes, em seus testemunhos, foram unânimes em declarar que Toussaint Grugel nascera no Havre de Grace, em França. Seu casamento com a carioca Domingas de Arão (ou do Amaral) deve ter ocorrido por volta de 1600. Morreu no Rio, por volta de 1625. Sua esposa faleceu muitos anos depois, com mais de 70 anos de idade.
  Na realidade, este tronco deveria ser encabeçado pelo pai de Do-mingas, pois é evidente que ele e sua esposa aqui viveram nos primórdios da fundação da cidade. Ocorre, entretanto, que nenhum docu-mento revelou o nome do casal de sogros do francês Grugel, o que mo-tivou a colocação do próprio à teste de sua frondosa e disseminada clã. O nome de família, Grugel, com o correr dos anos, passou indis-tintamente a ser Grugel ou Gurgel. Hoje em dia somente a forma Gurgel subsiste. A família perpetuou-se por linhas femininas, pois o único filho varão do casal inicial fez padre e morreu sem geração. Os vários Gurgel do Estado de São Pau-lo são descendentes de Bento do Amaral e Silva, neto de Toussaint. Outros netos e bisnetos foram para Portugal e lá se radicaram, é pro-vável que deles sejam descendentes os Gurgel do Amaral de Sergipe, do Ceará e do Estado do Rio (Parati), famílias essas que, lamentavelmen-te, não conseguimos ligar ao tronco principal, por falta total de docu-mentos comprovantes.

Recomenda-se a leitura do texto de Belchior:
BELCHIOR, Elysio de Oliveira – Conquistadores e povoadores do Rio de Janeiro -  Rio de Janeiro, Liv. Brasiliana, 1965.     

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Brasão do Barão de São Félix

Leila é também tetraneta do Barão de São Félix.  (Imagem abaixo extraida do Site da Academia Brasileira de Medicina, as fotos são da Revista da Semana em 6/11/1929 extraídas de matéria de Escragnole Doria gentilmente cedidas por  Anna Martins Vianna de Limacuja assinatura copiamos abaixo


Barão de São Félix

Primeiro e único barão de São Félix (Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1812Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 1892)


Antonio Felix Martins, o Barão de São Felix, nasceu no Rio de Janeiro em 1812. Diplomado médico e doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1833.


 Membro titular da Academia Imperial de Medicina em 1835. Presidente em 1861-64. Médico efetivo da Imperial Câmara. Professor de Patologia Geral da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual UFRJ).


 Membro da Sociedade de Medicina de Liège. Condecorado com a Ordem da Rosa. Comendador da Ordem de Cristo. É patrono da cadeira nº 32 da Academia Nacional de Medicina.  Seu brasão é ilustrado abaixo.

Por fim Leila é também bisneta do fundador da Drogaria Pacheco. 
Esta marca veterana e tradicional foi fundada há mais de 120 anos. A história das Drogarias Pacheco iniciou-se no ano de 1892, quando José Magalhães Pacheco inaugurou no centro da cidade do Rio de Janeiro, mais especificamente na Rua dos Andradas, a primeira loja daquela que viria a ser líder no seu segmento de atuação no Estado do Rio de Janeiro e padrão de qualidade incontestável em todo o Brasil.

A localização da filial exemplificava os hábitos cariocas naquela época. Era muito comum que os passeios ao Centro da Cidade se estendessem até a loja para compra de medicamentos prescritos pelo "médico da família". Na foto abaixo vêem-se os funcionários das Drogarias Pacheco no dia da inauguração.

  
Na foto abaixo estão Oscar de MagalhãesPacheco (que levou este negócio ao seu apogeu) e sua esposa
D.Maria (Felix Martins) de Sampaio Pacheco com sua neta Leila ao colo em sua casa na Tijuca. A história desta empresa e as estratégias e técnicas de gestão adotadas merecem uma investigação que certamente trará à luz grandes ensinamentos aos estudiosos de empresas.


Por fim Leila é filha de Murillo Sampaio Pacheco (Rio de janeiro,  8/8/1920 - Rio de Janeiro, 18 /01/ 1973 - LD78-M17 Family search) e de Marina Camargo Osorio Pacheco ( Rio de Janeiro, 1/09/1918 - Rio de Janeiro, 4 novembro 2003 - LD78-FFZ). 


Murillo Engenheiro formado pela UFRJ, fez brilhante carreira na Aviação pela via de Engenharia de manutenção chegando a Vice presidente dos Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul e Presidente do Grupo.
Inicialmente chamado de Syndicato Condor Ltda  a Cruzeiro foi oficialmente constituída em 1º de dezembro de 1927 no Rio de Janeiro. Herdeira da operação do Condor Syndikat, empresa criada por pioneiros da aviação alemã, posteriormente incorporado pela Lufthansa. A empresa nasceu operando entre o Rio de Janeiro e Porto Alegre, mas logo expandiu seus serviços até Natal. Os vôos eram operados por Dorniers Val e Junkers G24.


Mais detalhes podem ser encontrados no link abaixo:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Servi%C3%A7os_A%C3%A9reos_Cruzeiro_do_Sul


NOTA
Calculo genealógico para auxílio na quantificação de número de parentes por geração.;

Potencias de 2 que indicam o número de ancestrais

da geração n+1-avós e número de anos de nascimento

2^0   1  30  1                     

2^1   2  60  3

2^2   4  90  7

2^3   8  120 15

2^4   16 150 31

2^5   32 180 63

2^6   64 210

2^7   128  240

2^8   256  270 

2^9   512  300

2^10  1024 330

2^11  2048 360

2^12  4096 390

2^13  8192 420

2^14  16384   450

2^15  32768   480

2^16  65536   510

2^17  131072  540





  



 

Árvores de Costados dos Quintella e AFINS


(Casal Heitor e Leila Quintella)

Legenda:
Ancestrais Correa e Quintella, com Ferreira da Silva, Meirelles, Costa,  Norton de Murat, Rodrigues, Fernandes da Silva, Cruz, Tavares de Resende
7 Gerações  de  Heitor Quintella séc XX a Francisco José Correa séc XVIII
Legenda:
Ancestrais Correa, com Vaz, Domingues, Lourenço
6 Gerações  de  Francisco José Correa séc XVIII a Carlos Correa séc XVI
 
























NATALICIÁRIO

MEIRELLES E QUINTELLA

Em atualização




 

 
 

2 comentários:

  1. Boa noite, meu caro. É necessário corrigir o dado que D. Leila é bisneta do Barão de São Felix, porque não consta no FamilySearch assim.

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    1. Grato pela correção efetivamente3 ela é tetraneta ou tataraneta.

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