Capítulo 6
Considerações finais de um estudo inicial e próximos
estudos futuros
À guisa de conclusão,
o que é praticamente um oximoron para um texto que pretende apenas ser um
ponta-pé inicial, é importante sumarizar a crítica, o rol de resultados, análise
livre em contexto histórico, lacunas e
estudos futuros de 154 ascendentes Quintella, 32 ascendentes Meirelles , 174
descendentes Quintella e 77 descendentes
Meirelles.
Primeiramente é
importante ressaltar que a opção por adicionar aos resultados a tradição oral
reinante na família tem duas faces. Por um lado enriquece, tornando divertida e
atraente a leitura de fatos e dados genealógicos usualmente frios. Por outro
lado introduz todas as incertezas e fantasias que transitam no imaginário do
grupo familiar, com suas incongruências, preconceitos e emoções, interpretadas
livremente pelo autor. Secundariamente
deve ser ressaltado que há ainda diversas lacunas e dados faltantes a
serem descobertos ainda, mas que não comprometem a totalidade do levantamento
feito, que cobre mais de dois séculos. Domingos e Joanita em cerca de um século
se multiplicaram, até 2012, tendo 6 filhos (todos já falecidos), 15 netos (7 já
falecidos), 26 bisnetos( até agora identificados) e 30 bisnetos (até agora identificados) bem como alguns tetranetos a
caminho. Entroncaram-se estes descendentes com famílias de outros brasileiros e
de descendentes de portugueses, ingleses, libaneses, gregos, franceses,
italianos, argentinos, canadense, bem como de afro-descendentes e de indígenas.
Exerceram as mais variadas profissões sendo as mais freqüentes o serviço
público, engenharias, advocacia, áreas de medicina e saúde. Perdeu-se nestas
gerações o espírito empreendedor dos ancestrais de Domingos. Não surgiu nenhuma
vocação religiosa. O espírito artístico profissional ou empreendedor ou
criador só aflorou em cerca de meia
dúzia dos descendentes.
O espírito de migrante foi desenvolvido e superado. A migração é em si um
fenômeno geográfico que possui implicações territoriais e existenciais. migrar
é sair do seu lugar, envolvendo processos de
desterritorialização e reterritorialização, caóticos e imprevisíveis e
por conseqüência, nem sucessivos, nem ordenados. Todos somos nossos lugares,
assim como eles nos são. Assim, quando alguém
toma a dura e amarga decisão de deixar seu lugar, deixa também um pouco
de si para trás e ao chegar no destino tem que recriar um outro eu, sem que o vazio deixado pela partida seja
necessariamente preenchido. Deixa-se para trás ao partir vivências das diversas
idades que construíram uma identidade vinculadas a uma certa cultura. Pior
ainda, quando esta migração é feita a força, na escravidão. É necessário formar
uma nova rede social que inclua além de pessoas
da velha cultura, mas sobretudo da nova cultura para permitir uma
adaptação com minimização da dor das mudanças. Essa rede social necessita da
cooperação entre seus integrantes para existir e se fundamenta nas relações de
amizade, vizinhança, parentesco, trabalho, origem comum e principalmente visão
e aspirações não divergentes ou altamente conflitantes. O sucesso de um
migrante em seu destino depende de sua “emigrabilidade ” definida como “a capacidade potencial do emigrante de
adquirir no novo ambiente, de forma gradual e rápida, uma
certa medida de equilíbrio interno entre
o normal para seu background cultural e ao mesmo tempo e os requisitos de
integração ao novo contexto, sem se tornar um elemento nem perturbado, nem
perturbador “. Assim a adaptabilidade a ambientes e situações estranhas a
sua experiência prévia exige uma força interna superior às pressões externas
que permitam, através do aumento da resiliência, TRANSFORMAR-SE em direção a
uma saudável integração que viabilize a sua aculturação a uma nova sociedade.
São regras de bom alvitre, que alguns de meus
ancestrais, diante de situação inevitável e de fato consumado , criaram para
fortalecer os espíritos de sua família desenraizada: não olhar para trás para não virar uma
estátua de sal, não comparar
com situações passadas para não virar um poço de fel, não ver só o lado ruim das coisas novas para não virar um jiló amargo.
Outra qualidade do migrante bem sucedido é sua capacidade de dominar e superar
a nostalgia ou a saudade que resulta de um processo satisfatório de individuação anterior e da necessidade de
uma reindividuação. Neste processo, em que ele
reconhece e se apropria do seu
próprio ser, de sua própria
personalidade e de sua própria identidade, permitem-lhe construir relações harmoniosas e estáveis com a
família, amigos, colegas de trabalho e outros cidadãos. Esta disposição ajuda-o
a manter com todos um vínculo saudável e construtivo sendo capaz de reconfortar-se e ser o seu próprio Pai usando o seu Estado de
EU Adulto para garantir liberdade necessária para sua Criança livre desfrutar
das novidades e surpresas que o novo ambiente trás. Desenvolve também o
migrante vencedor uma capacidade de estar só e manter a maturidade emocional,
superando:
a) as dores de reconstruir sua casa e a sensação
de pertencimento, conforto, segurança, personalização e a construção do lócus
por excelência de expressão de suas
vontades e interesses;
b) as dores e angústias de tudo que foi perdido
e abandonado que podem desaguar em fantasias (eventualmente ações reais)
persecutórias, confusionais e depressivas.
Como
resultado desta superação o migrante pode começar a sair da nostalgia e da dor
e penas advindas da perda dos familiares, dos amigos, das relações, da cultura,
da etnia, da nação, do idioma, das referências geopolíticas, do status e dos
riscos físicos, que com sua mudança deixou para trás reconhecendo e processando
com racionalidade seus sentimentos de dor o que permite convertê-los em
crescimento com a recuperação de sua capacidade do prazer de pensar, planejar e
sonhar.
Observou-se
que os migrantes, que foram mais rapidamente bem sucedidos em encontrar no
destino o seu lar, usaram alguns suportes simbólicos relevantes: um altar ou
vitrine de recordações, uma sala de história para reforçar as origens, uma
balança de vantagens e desvantagens para encorajamento e reforço da decisão, um
livro ou bíblia com registros da vida, reuniões e rituais de testemunho (estas duas últimas são particularmente úteis
para superar atos de preconceito, de abusos, de violações, de seqüestros e de
outros episódios traumáticos). Estes migrantes assim estruturados e
psicologicamente potentes, empoderados e em grupo tiveram papel importante na
criação de pequenos museus, organizações de defesa dos direitos humanos e de
gênero e nas mudanças ainda que pequenas neste país em direção a construção de
uma sociedade mais aberta e mais justa. Nesta família muitos dados de sua
existência sobreviveram graças a práticas isoladas de cada membro no uso de
suportes simbólicos cuidadosamente preservados nos baús de família.
Tanto
os ancestrais germânicos de Joanita que vieram de uma origem diversa, quanto os
ancestrais de Domingos de origem afro e indígena sofreram estas pressões típicas do migrante. Estes últimos
tiveram seu quadro agravado pela escravidão de seus ancestrais e pela barreira
para adaptação a situação de libertos numa sociedade ainda preconceituosa com
estes egressos de uma situação socialmente inferior.
Já os
portugueses, mais confortavelmente posicionados socialmente por estarem no
estrato de classe dominante e aparentemente gozando de alguma vantagem de
adaptação, tiveram igualmente os mesmos problemas. Este desejo de mudança territorial e cultural parece
não se ter perdido nos descendentes de Domingos e Joana, pois cerca de meia
dúzia prosseguiram este fluxo migratório estabelecendo-se em outros países,
enquanto outros tantos tiveram longos períodos de residência no estrangeiro.
A mestiçagem, segundo previsão de Carl Friedrich Phillip
von Martius, decorrente de sua viagem exploratória ao Brasil de 1817 com Johann Baptist von Spix e de sua participação da comitiva da Grã-Duquesa austríaca Leopoldina, iria ocorrer
entre as classes mais baixas inicialmente, mas certamente alcançaria cedo ou
tarde os estratos mais elevados da sociedade. Esta visão prospectiva se baseava
em casos pioneiros que havia presenciado ou detetado que bem poderiam ser os
deste grupo familiar. A mestiçagem ocorrida na família teve um impacto divisor
no seu seio. Assim há aqueles que se conscientizaram e aceitaram esta herança
mestiça e aqueles que procuraram dar mais ênfase a sua herança européia, seja
lá qual fosse. Isto pode ser o reflexo do próprio preconceito da sociedade ou
dos grupos profissionais freqüentados.
Naturalmente a postura era mais formal e menos popular entre os que
enfatizavam as origens européias e mais informal entre os que reconheceram
conscientemente suas origens mestiças. Outras considerações mais profundas de
comportamento podem resultar em informações interessantes do ponto de vista
psicossocial. Mas nos ancestrais dos Meirelles a mestiçagem parece ter ocorrido
numa incipiente classe média de trabalhadores com alguma qualificação e
negociantes.
Outra observação inicial, mas que requer
aprofundamento é o caso da longevidade. Para aumentar o número de observados
usou-se a árvore de costados do autor já apresentada, que duplica assim o universo de análise. Observe-se que
mais dados a serem pesquisados poderão alterar estes resultados parciais
arredondados.
Nível genealógico
|
longevidade
|
|
Pais
|
61
|
|
Avós
51
|
Paterno
|
36
|
Materno
|
66
|
|
Bisavós
63
|
Paterno
|
58
|
Materno
|
68
|
|
Irmãos Mortos
|
69
|
|
Como se pode
ver há um discreto mas contínuo aumento da longevidade geracional apesar da
oscilação presente no nível de avós ocorrida por acidentes de saúde.
Já as linhagens têm o seguinte perfil de
longevidade apresentado abaixo.
LInhagens
|
Longevidade
|
Período
|
Mestiços
|
76
|
1836-1975
|
Germânicos no Brasil
|
60
|
1827-1975
|
Portugueses no Brasil
|
51
|
1836-1956
|
Ingleses na Europa
|
71
|
1661-1875
|
Portugueses na Europa
|
69
|
1620-1839
|
Média
|
65
|
1620-1975
|
Pela análise destes dados é possível criar algumas
hipóteses plausíveis, a saber:
1)
A mestiçagem no Brasil aumentou a expectativa de
vida dos mestiços e seus descendentes.
2)
A longa permanência numa localidade deu maior
longevidade a seus membros e descendentes
3)
Migrações reduziram a esperança de vida de seus
membros pelo menos por duas gerações.
Evidentemente tais hipóteses requerem
mais coleta de dados para validação mais ampla e delimitação dos contornos de
validade. Mas recentes
estudos da Genética
sugerem que o cruzamento entre negros e brancos acaba por suprimir genes
recessivos e exaltar os dominantes. Via de regra, muitos dos genes recessivos,
sejam eles herança negra (por exemplo, anemia falciforme) ou branca (potencial
para câncer de pele) são perdidos no crossing over,
que faz prevalecer características dominantes e garantindo, assim, maior longevidade
a esses indivíduos. Há indícios que cruzamentos entre europeus e ameríndios
suprime certas tendências a doenças do sangue e acentuam maior simetria
corporal. Quanto maior for a variabilidade genética, maiores as chances de
sobrevivência no meio, de acordo com a teoria do neodarwinismo.
As epidemias, as más condições de salubridade e hábitos
de higiene, bem como os parcos recursos médicos na Corte e no Estado do Rio de
Janeiro, em que pese serem as melhores em todo o hemisfério sul no século XIX,
foram as principais responsáveis pela
baixa esperança de vida na região. Vários deste males atingiram diretamente
vários membros deste grupo como se pode ver pela incidência de causas mortium
conhecidas apresentadas a seguir.
Causa Mortis nos
atestados de óbito da Família
Epidemias no Rio de
Janeiro durante o século XIX
Até o século XIX o Brasil mantinha uma
reputação de país “saudável”, baseada no fato de que as pandemias de cólera,
influenza, e peste bubônica– que haviam matado centenas de milhares de pessoas
em Bengala, Hamburgo e Havana – não haviam atingido a América do Sul abaixo da
linha do Equador, bem como na falta de dados sobre epidemias de varíola e
outras doenças nos séculos anteriores.
A era das epidemias brasileiras só é reconhecida mundialmente
com a febre amarela de 1849-50, que no
Rio de Janeiro, atingiu 90.658 e matou 4.160 de seus 266 mil habitantes (há
relatos de 15 mil mortes). Depois de
1850, ela se tornou endêmica no Rio de Janeiro, aumentando o número de vítimas assustadoramente,
chegando 9376 casos entre 1880 e 1889. O Infector é o
Flavivírus pelo vetor Aedes Aegypti. Sabe-se que apenas dois membros de
Mangaratiba foram afetados mas não se sabe de falecimentos em virtude desta doença neste grupo.
O Cólera atingiu o país em 1855-56 e nos anos 1890 causada
pelo infector bacterial vibrião colérico (Vibrio
cholerae) que provocou a morte de apenas um membro do grupo de origem germânica em Petrópolis. Já as
epidemias de varíola aconteciam, em geral, no inverno todos os anos pelo
infector Orthopoxvirus variolae. Apesar
de haver afetado alguns membros nãos e sabe de óbitos neste grupo ainda.
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Um cirurgião negro atendendo aos
doentes. Imagem de Jean Baptiste Debret
As doenças pulmonares
Duas grandes afecções
tiveram importância no século XIX para este grupo:
1)
A Tuberculose que é causada pelo
bacilo Mycobacterium tuberculosis
2)
A Pneumonia bacteriana: embora algumas formas de pneumonia sejam causadas por vírus,
a maioria é provocada pela bactéria Streptococcus pneumoniae
Pelo menos três membros
deste grupo familiar faleceram em virtude destas moléstias.
Outras doenças
A incidência de Câncer matou 4 membros do grupo. Já os
acidentes vasculares e cardíacos provocaram a morte de cerca de 5 pessoas. Mortes pelo parto também provocaram
a morte de pelo menos duas mulheres. Demais diagnósticos de morte podem ser motivo de estudos futuros nos
atestados de óbitos para melhorar estes dados. Considerando-se que em 2013
morrem 100 mil pessoas de câncer e outras tantas de doenças cardíacas os
números da família mostra que o grupo familiar está exposto a esta nova epidemia.
Na tabela abaixo pode-se observar as esperanças de vida
ao longo do tempo em várias regiões do mundo.
Como se
pode ver a expectativa de vida teve um retrocesso com a queda de Roma só se
recuperando e sendo superada mil anos depois.
No
quadro acima apresentam-se valores estimados de esperança de vida médios em
regiões relevantes para o grupo nos séculos XIX, XX e XXI. Aí se vê que o
Brasil avança em relação a todas as outras regiões na esperança de vida da população. O mesmo
vem acontecendo também com a família.
O status social e as profissões de família.
Para entender as profissões seguidas e as relações
mantidas pelos ancestrais no século XIX decidiu-se elaborar taxionomias
próprias de estrutura de poder político
e financeiro que são apresentadas as seguir.
A Estrutura de Poder Político tem no topo a
nobreza e em segundo nível o Clero, Forças Armadas, Servidores e Financistas.
No terceiro nível uma incipiente classe média sem grande poder político é
constituída por pequenos negociantes, novos migrantes, libertos, artistas e
artesãos. Por fim na base da pirâmide escravos afro e indígenas. Em 1800 cerca de 35%
da população do Rio são escravos
em 1850 é cerca de 40%, mas em 1870 eram 15%. Calcula-se entre 3,5 milhões e 4 milhões de indivíduos trazidos da
África para o Brasil pelo tráfico de escravos, sendo 1,5 milhão na sua última
fase, entre 1800 e 1850. Dois aspectos se destacam na evolução demográfica
brasileira nesse período. O primeiro é o grande salto da população no século
XVIII, decorrente do incremento da imigração colonial portuguesa e do tráfico
africano provocado pela mineração de ouro e diamante no Sudeste e
Centro-Oeste. O segundo é o crescimento
da população mestiça gerado pela miscigenação de brancos e índios e de brancos
e negros, decorrente da alta taxa de masculinidade da imigração colonial e do
tráfico africano, estimulada pela política natalista da metrópole interessada
em ocupar mais rapidamente o território da colônia. Calcula-se que por volta de 1800 os mestiços
(mulatos e caboclos) já representam de 20% a 30% da população total em 1850
eram cerca de 35% - 80 mil escravos - e
hoje em 2013 são 44,2% que se autodeclararam pardas. No ano de 1890, imigrantes portugueses
compunham 20,36% da população da cidade do Rio de Janeiro (106.461 pessoas).
Brasileiros filhos de pai ou mãe portugueses compunham 30,84% da população
carioca (161.203 pessoas). Ou seja, portugueses natos ou seus filhos perfaziam,
naquele ano, 51,2% dos habitantes do Rio, um total de 267 664 pessoas.
Quanto aos indígenas, escravos da terra ou gentios havia várias etnias às vezes grupadas indevidamente sob o mesmo nome pelo colonizador. De qualquer forma as tribus aqui dominantes eram Tupinambás, conhecidos também como Tamoios, Coroados, Bacunins ou Caxinés, Goitacás, Guaitacás, Waitakas ou Aitacazes. Eles encontravam-se divididos em grupos lingüísticos, a saber:
A Família Tupi, ou tupi-guarani
compreendendo
1. Tupinambá ou Tamoyo, habitantes das
zonas de lagunas e
enseadas do litoral, do Cabo Frio até Angra
dos Reis.
2. Temiminó ou Maracajá, localizados na
Baía de Guanabara.
3. Tupinikin ou Margaya no litoral norte
fluminense e Espírito
Santo.
4. Ararape ou Arary, no vale do Paraíba do
Sul.
5. Maromomi ou
Miramomim, na antiga Missão de São Barnabé.
Família Puri ou
Macro-Jê
1. Puri, Telikong ou Paqui, falada nos
vales do Itabapoana e Médio
Paraíba e nas serras da Mantiqueira e das
Frecheiras, entre os rios Pomba e
Muriaé. Estava dividida em três sub-grupos
denominados Sabonan,
Uambori e Xamixuna.
2. Coroado, em ramificações da Serra do Mar
e nos vales dos rios
Paraíba, Pomba e Preto. Subdividida em
vários grupos, entre os quais,
Maritong, Cobanipaque, Tamprun e Sasaricon.
3. Coropó, no rio Pomba e na margem sul do
Alto Paraíba.
4. Goitacá, Guaitacá, Waitaka ou Aitacaz,
nas planícies e restingas
do Norte Fluminense, em áreas próximas ao
Cabo de São Tomé, no
território entre a Lagoa Feia e a boca do
rio Paraíba. Subdividida em quatro
grupos: Goitacá-Mopi, Goitacá-Jacoritó,
Goitacá-Guassu e Goitacá-Mirim.
5. Guaru ou Guarulho, falada na serra dos
Órgãos e também nas
margens dos rios Piabanha, Paraíba e
afluentes, incluindo o Muriaé,com as
suas ramificações por Minas Gerais e
Espírito Santo.
6. Pitá, na região do rio Bonito.
7. Xumeto, na Serra da Mantiqueira.
8. Bacunin, no rio Preto e próximo à atual
cidade de Valença.
9. Bocayú, nos rios Preto e Pomba.
10. Caxiné, na região entre os rios Preto e
Paraíba.
11. Sacaru no vale do Médio Paraíba.
12. Paraíba, também
no Médio Paraíba.
Família Botocudo ou
Macro-Jê
1. Botocudo, Aimoré ou Batachoa, nos vales
do rio Itapaboana, e
também na região do
rio Macacu.
Família Maxakalí ou
Macro-Jê
Maxacari ou Mashakali, na área do rio
Carangola, fronteiras do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.
Língua Goianá
Goianá, Guaianá, ou Guaianã, na capitania de São Vicente, na Ilha Grande,
em Angra dos Reis e em Parati.
Cronologia Relevante para os indígenas
1755 - Abolida legalmente a escravidão dos índios.
1722 - Revolta dos índios da Aldeia de São Barnabé. 1757 - Diretório dos Índios por Pombal para regulamentar trabalho compulsório. 1761 - Imigrantes europeus ocupam terras da Aldeia de Ipuca. 1798 - Decretada a extinção do Diretório. 1809 - O Príncipe Regente manda fazer guerra ofensiva aos Botocudo. 1831 - A Regência revoga as leis que permitiam escravização dos Botocudo. 1833 - Os bens dos índios passam a ser administrados pelos Juizes de Órfãos. 1845 - Criação da Diretoria Geral de Índios e regulamentação da catequese. 1866 - A Província do Rio de Janeiro extingue a aldeia de São Lourenço. 1902 - Registro de morte de Joaquina Maria, índia Puri, com cerca de 90 anos.
Estima-se que tenham existido de 1
milhão a 3 milhões de indígenas no
território brasileiro, é impossível saber ao certo. Em 1990 essa população
era de aproximadamente 250.000 indivíduos, ou 0,2% da população brasileira. No século XIX a
população indígena não devia ultrapassar 5% da população da Corte ( cerca de 10
mil) e do Estado do Rio (cerca de 10
mil) e hoje deve ser menos de 0,1%.
O ramo indígena encabeçado por Andreza
Maria era constituído por indivíduos já há muitas gerações integrados à maneira
de ser dos colonizadores europeus. Em Mangaratiba e Ilha Grande indígenas
aculuturados e pardos livres (seja lá o que isto signifique) form o embrião de
uma classe média prestadora de serviços e de pequenos negociantes que
facilmente se miscigenava com europeus e brasileiros (?). Apesar de brutal na
conquista territorial, como qualquer outro conquistador, pode-se ver que ela
era tolerante com a miscigenação e eficaz na prevenção da formação de
quistos étnicos e tumores lingüísticos.
Este casal misto Andreza e Mendo em particular parece ter se dedicado a
negociar gemas, adquirindo uma certa independência econômica e com isso
navegaram bem na sociedade e garantiram
para seus filhos e descendentes uma inserção mais alta na escala social,
sem depender de caridade, sem sofre preconceitos e sem se apoiar em, ou recorrer a vantagens de quotas raciais.
O século XIX transfere para o Brasil o conflito entre uma
nobreza falida e derrotada pelas armas e um patriciado constituído de uma
plutocracia negreira, uma classe de grossistas nacionais e internacionais, e de
fazendeiros escravocratas da açucarocracia decadente e da cafécracia
ascendente. Eram intervenientes ainda o clero, financistas e Forças armadas e
servidores públicos, mais ligados à nobreza que
ao patriciado. A incipiente classe média era um amálgama de categorias
díspares que não tinham ideais nem interesses comuns.
No entanto a hierarquia política era contrastada por uma hierarquia
econômico-financeira diferente, geradora de conflitos e acordos, como se pode ver na figura abaixo. Assim é que a Nobreza e o
Clero faziam inúmeras concessões aos fazendeiros e financistas mas tinham reservas
e desconfianças, apesar de deles
dependerem, das demais
categorias. Já as relações entre o topo dos homens de negócios interagia dentro
dos padrões típicos entre mercantilistas da mesma forma que agia com a base dos
trabalhadores e pequenos negociantes.
Vários dos
ancestrais de Domingos conseguiram grande mobilidade social pelo enriquecimento
e pela interação pragmática com todas as categorias, violando por vezes os
paradigmas e preconceitos das categorias em que estavam localizados
temporariamente. Alguns chegaram ao topo arrastando consigo parceiros de
categorias mais baixas angariando eventualmente a antipatia de pessoas mais resistentes
a mudança. O relato deste texto mostra como as pequenas histórias dos membros
da família foram às vezes engolfadas pela Grande História. Mostra como eles
resolveram os enredos de suas vidas com engenho e arte, mas sobretudo com o
amor pelo seu sangue e dedicação ao seu clã. Seu suor na labuta, sua
superação dos preconceitos e obstáculos
associados a sua simpatia fizeram com que o deus Forculus – das portas e a
deusa Cardea – das dobradiças lhes
abrissem as portas do sucesso.
Uma Visão Filosófica e Política da família
A visão política reinante na
família É PAUTADA POR UMA AGENDA DE TRANSFORMAÇÃO NACIONAL PROFUNDA
visando a conquista da democracia e permanência evolutiva nessa situação por
meio de uma agenda de Reforma e REDUÇÃO do porte, custo e presença do Estado. Baseia-se
esta visão em alguns fundamentos expostos em seguida.
Neste mundo não há santos, todos
têm pecados. Numa vida bem sucedida o importante é que o peso dos acertos supere o dos erros. Como o
passado e futuro são inseparáveis, o aprendizado com este equilíbrio entre
acertos e erros pode ser um guia de comportamento. Mas é preciso cautela para
não se deixar afetar pela influência dos pretensos grandes homens da História.
Cada um deve construir sua pequena História, do mesmo modo que um artista
elabora sua obra com todo o capricho, dedicação, engenho e arte. Nunca é demais lembrar que somos ínfimos
animais racionais em um multiverso gigantesco, violento, imprevisível. Não há
propósito no multiverso. Não há pré-destinação nem grande plano. Cada um e
todos são responsáveis pelo seu destino individual e coletivo. Nossa vida nada
mais é que um resultado de processos naturais que exploraram os materiais
brutos da Terra. Os modelos científicos da vida já conseguem entender a síntese da vida por meio da combinação de
buidling blocks moleculares como suprimento de energia metabólica. Nossa razão
é a única coisa que dá sentido e ordem à
seqüência histórica de fatos randômicos,
às vezes furiosos e ruidosos, às vezes parecendo manso lago azul silencioso. Os
fatos históricos são construídos passo a passo por os atos isolados de milhares
de cidadãos comuns, em geral remando contra a maré de insanidade, criada por
figuras tidas como providenciais. Esses mitos de mentalidade revolucionária, cultuados como pequenos deuses são
responsáveis pelo congelamento do pensamento de seus seguidores fanatizados, pelo
engessamento da sua criatividade, iniciativa e capacidade de resolver
problemas. Para criar tais mitos e heróis é preciso construir um castelo de mentiras
torpes, ocultar suas fraquezas, seus crimes e usar de violência. A análise racional das conseqüências de uma
teoria moral tem uma certa analogia com o método científico. Em Ciência como em
filosofia não se aceita uma teoria abstrata porque ela é internamente convincente; decide-se aceitá-la
ou rejeitá-la somente pela investigação das conseqüências concretas e práticas
que podem ser diretamente testada
experimentalmente. Mas há uma diferença
fundamental. No caso de uma teoria científica a decisão depende dos resultados
de experimentação. Se os resultados
confirmam a teoria ela pode ser aceita até que se encontre outra melhor. Se os
fatos experimentais contradizem a teoria ela é rejeitada. Contudo no caso de uma teoria moral, apenas
algumas vezes se pode contar com análise de experimentos históricos. Em outros
casos, sem exemplos históricos, só é possível confrontar as conseqüências com o
exame de consciência e prospecção.
A idéia capciosa e megalomaníaca da existência
de um Tribunal da História e da
necessidade de grandes homens para concretizar grandes eventos é absurda e tem
trazido muita infelicidade aos seres humanos. Basta olhar e ver o efeito
paralizante, imbecilizante destas bestas-feras, de mentalidade revolucionária,
sobre seus comandados: Bolívar, Lênin, Stalin, Hitler, Vargas, Fidel, Mandela,
etc... Sábio é o povo que confia apenas temporariamente em seus líderes e os
descarta quando não são mais necessários, nem adequados. Churchhill foi o
melhor exemplo deste tipo de liderança rejeitada com sucesso. Já Pedro II foi
também rejeitado, embora a República que o substituiu não foi até hoje bem
sucedida, por ter sido realizada por quarteleiros despreparados. Por outro lado
sábios são os líderes de mente sadia e desprendida que cedem espontaneamente
seu lugar a seus sucessores, abrindo mão do poder pelo poder, como George
Washington, Lucius Quinctius Cincinnatus, etc... São estes balizadores que
nortearam o que se pode chamar de diretrizes
filosóficas e políticas dominantes na família. Mas os verdadeiros heróis
são aqueles ignorados, anônimos. Eles sim têm a coragem de agir sem contar com
a ajuda de sequazes cegos, sem o apoio de grandes organizações. Eles sim caem,
sacodem a poeira e se levantam para cair
de novo numa luta sem fim. Lutam por si e por suas famílias, contra as
adversidades, contra as enfermidades, contra as agressões contra as usurpações,
contra a pilhagem do Estado, contra a mediocridade dos que sucumbem a tentação
de serem seguidores ou seguidos. Cada ser humano é um herói nato, já vencedor
por haver nascido e sobrevivido. Se usar de sua racionalidade sobressairá em
virtude e qualidade à massa humana sem educação e aos miseráveis intelectuais em
geral que não têm ética nem controlam seu destino. Esta família tem tido por
princípio que cada ser humano é um fim em si mesmo, nunca um fim para os fins
de fanáticos, de mitos, de líderes ou divindades. Ninguém deve se sacrificar
pelos objetivos e ideais de outrem, de lideranças ou de grupos sectários. Cada
um deve buscar seus propósitos racionais, legítimos, honestos, e de crescimento
por meios pacíficos, sem interferência externa, sem líderes, sem ídolos, sem
mitos, sem divindades.
Algumas propostas e reflexões
ouvidas junto aos membros da família estão reunidas em seguida. De uma forma geral o ideário dominante dos membros da família
(com algumas exceções é claro), é
contra a valorização excessiva e a mercantilização do futebol na cultura
nacional e contra os 30 bilhões gastos com a Copa. É contra políticas
inflacionárias e de alto custo de vida. É contra a corrupção e favorável a que TODOS os corruptos sejam presos. É contra todas as bolsas de
compra de votos. É pela falta de um plano estratégico nacional, elaborado
por especialistas de alto nível e referendado pela população, que permita o
compartilhamento majoritário de uma visão de futuro, de sentido de missão e de
valores universais que dêem orgulho aos cidadãos. É pelo controle externo do
Estado por Conselhos integrados por doutores especialistas. O Estado brasileiro atual é visto como totalmente superado e ineficaz
porque os três poderes são um ente estritamente presencial, distante das bases,
oligárquico, burocrático, imprevisível, falível em alta porcentagem,
completamente opaco, sem controle externo de desempenho de seus membros,
corruptível, lento, caro e impermeável a influência e crítica. É pela avaliação
total de desempenho anual do Estado
por um conselho nacional de avaliação de desempenho dos três poderes,
descentralizado por todos os municípios, estados e federação constituído por
voluntários eleitos anualmente, inelegíveis por oito anos após seu serviço e
com poderes de determinar a cassação de mandatos e cargos, penalização criminal
,cível e trabalhista etc... por baixo desempenho em qualidade e produtividade,
ou em resposta a plebiscito eletrônico ou ação do ministério publico. É a
favor de priorizar com mais de 15% investimentos em pesquisa científica. É
por uma reforma Universitária que
direcione 80% das vagas para Ciência e Tecnologia visando o
desenvolvimento industrial nacional. É a favor de investimentos prioritários em
EDUCAÇÃO(15%) e SAÚDE (15%) COM SALÁRIOS competitivos para professores e
médicos. É pela manutenção impecável das escolas e dos hospitais. É pelo
alinhamento dos investimentos maciços em educação científica e tecnológica
a um plano de indústria e comércio inserido no mercado global. É a favor
de investimentos privados em infra-estrutura
de transportes e comunicações. É a favor de investimentos e modernização
das forças de segurança e defesa. É pela melhoria nas aposentadorias. É pela necessidade de re-industrialização do
país em direção a constituição de uma sociedade de informação nas áreas chave
de competitividade moderna compatíveis com a vocação nacional, a saber: Materiais
beneficiados localmente – Alimentação – Farmacêuticos – Transportes
(Aeroespacial, Naval, Ferroviário) – Tecnologias de Informação e Comunicação –
Energia. É pela necessidade de estimular o desenvolvimento científico e
tecnológico e descentralizar geograficamente o desenvolvimento econômico,
pela necessidade de dar autonomia política e econômica aos estados e regiões
viáveis, pela necessidade de estimular e atrair investimentos nacionais
e estrangeiros. É pela diversificação da matriz energética e redução
de tarifas de energia. É pela necessidade de reduzir a densidade demográfica
nas grandes cidades e estímulo ao desenvolvimento econômico e humano nas pequenas
e médias cidades. É pela gestão
permanente da qualidade de vida, de urbanização e de habitações decentes a
preços acessíveis para todos. É pela reforma do sistema judiciário como
um todo, que é uma nobiliarquia que se locupleta com altos salários, mordomias
e devolve baixa produtividade e baixa qualidade de Justiça. É pela necessidade
de Reforma democratizante do judiciário reduzindo seus custos, e pelo
desenvolvimento de câmaras de arbitragem e de júris especialistas
constituídos por peritos apenas, bem como de júris populares para crimes
comuns, sem juízes nem bacharéis em direito, mantendo só a elite destes
últimos apenas em causas nobres de fundo jurídico e/ou político complexo e/ou de
potencial de inconstitucionalidade e/ou sem jurisprudência, nem súmulas
vinculantes. É pela avaliação de qualidade e produtividade no desempenho de
magistrados, pelo seu enquadramento como trabalhadores comuns, com 44 horas
semanais efetivas de trabalho, com férias de 30 dias, sem estabilidade e
passiveis de demissão sumária por justa causa, sem aposentadoria. É pela
necessidade de modernização, desburocratização, previsibilidade, transparência,
incorruptibilidade e agilização do judiciário. É pela necessidade de quebrar
a reserva de mercado de advocacia para o
excessivo quantitativo de um milhão de bacharéis
em direito e a democratização da OAB pela inclusão de outras profissões
como advogados. É contra a criminalidade desenfreada e os anuais 50 mil homicídios por ano, 50 mil estupros,
200 mil desaparecimentos, pelos 45 mil mortos por ano no transito,
pelas 400 mil pessoas que ficam com
seqüelas de acidentes de trânsito, pelas 150 mil pessoas internadas por acidentes de trânsito que impedem que 60 mil
doentes tenham vaga em hospitais públicos e porque só 2% dos crimes são
apurados. É
contra o fato de que para CADA 1000 PESSOAS DO MUNDO 28 SEREM BRASILEIRAS E
PARA CADA 1000 ASSASSINATOS NO MUNDO 110 SEREM DE BRASILEIROS. É contra o estado deplorável dos 500 mil
presos mantidos em calabouços medievais, submetidos a mais de 500 torturas
sistemáticas e 30 mortes diárias pela
incompetência e barbárie do sistema judiciário, presos estes, caros e que não
produzem para sua manutenção, que não são re-socializados e oneram o pais. É a favor da pena de morte
para juízes e políticos corruptos, perpetradores de crimes hediondos e
criminosos irrecuperáveis. É pela guerra total contra o tráfico de drogas e o
terrorismo. É pela reforma do código penal incluindo a pena de morte e a prisão
perpétua e extinguindo as medidas facilitadoras de libertação de criminosos. É
pela responsabilização das pessoas pelos seus atos e pela desvitimização dos
criminosos. É pelo repúdio à sonegação
de impostos desde que eles sejam limitados a um total máximo de 20% da renda
individual. É pelo fim da isenção tributária de organizações religiosas e de
sindicatos. É pela redução da maioridade penal aos 12 anos. É pelo fim de
mordomias e destituição de todos legisladores e seus assessores que são muitos,
caros, incompetentes, não representando ninguém. É pelo voto distrital e
pela aproximação dos eleitores e seus eleitos. É Pelo fim do voto
obrigatório. É pelo fim dos custos de propaganda eleitoral pela a redução
a zero dos gastos de propaganda
eleitoral e pela limitação exclusiva e obrigatória de divulgação de
biografia, planos e projetos detalhados
compromissados pelos candidatos na internet gratuita. É a favor de
acompanhamento mensal dos planos de candidatos em sua execução podendo resultar
em recall pelo não cumprimento dos planos de trabalho. É pelo fim da propaganda política de
governos. É pela avaliação permanente de qualidade e produtividade no
desempenho de futuros legisladores que serão muito poucos, altamente
qualificados, voluntários, temporários, sem suplentes e inelegíveis uma segunda
vez. É pelo fim das remunerações mensais vitalícias para ex
presidentes, ex-governadores e ex-prefeitos, ex-legisladores. É contra um executivo inchado que não pode continuar com 39 ministérios
e milhões de parasitas e precisa ser reestruturado com trabalhadores CLETISTAS,
avaliados permanentemente, sem estabilidade em apenas 8 ministérios. É
pela privatização de todas as atividades estranhas ao Estado, pelo fim
dos gastos desnecessários. É pelo impeachment da Presidente e fechamento de
todas as casas legislativas e dos atuais partidos políticos e pela necessidade
de uma verdadeira Reforma Política. É pela necessidade de apuração das
fraudes eletrônicas nas eleições e contra a compra e divulgação de
pesquisas de opinião falsas sobre a satisfação popular. É pela revoltante
parcialidade da Comissão da Verdade que não investiga os terroristas e
baderneiros, distorcendo fatos históricos.
É contra todas a atividades de vandalismo em manifestações
reivindicatórias e pelo mau exemplo que os baderneiros, guerrilheiros fracassados,
de índole corrupta, aboletados no governo estão dando sobre a forma violenta e
desonesta como chegaram ao poder. É pela perda de direitos políticos e
prisão de terroristas e baderneiros. É pelo fim do foro privilegiado (âncora da corrupção)
para políticos e magistrados. É pelo fim dos cartões corporativos, benesses,
auto-aumento (salário dos políticos deve ser de no máximo 3 salários mínimos). É pelo fim do poder de
qualquer servidor dos três poderes legislarem em causa própria e decidirem seus
próprios salários. É pela Participação majoritária de cidadãos nos tribunais
de contas. É pelo plebiscito eletrônico para tomada de decisões de
interesse geral. É contra a impunidade de legisladores e magistrados e pelo
fim de suas aposentadorias milionárias. É pela reforma da constituição, destruição
do entulho resultante da fúria legiferante dos políticos e pela instalação de
governos e assembléias constituintes (livres de políticos profissionais e
bacharéis em direito) provisórios, em todos os municípios do Brasil que
implante a democracia no país. É pela abolição de todos os partidos e criação
de tres estruturas de participação política apenas em que as legendas e indivíduos das extintas agremiações
políticas se alinhem: uma de situação, uma de oposição (com um shadow
government de oposição que ganha experiência no manejo do governo) e uma
alternativa, todas sem gastos públicos,
funcionando pela internet com consultas a população para qualquer tomada
de decisão. É pela necessidade de uma nova constituição simples, sintética
baseada em princípios e valores universais. É pela valorização das
prefeituras e pela concentração das verbas de impostos nos distritos. É
pela redução de impostos federais. É pelo fim do fundo partidário. É pela garantia de liberdade de imprensa.
É pela laicização total do Estado. É pelo alinhamento com as principais
tendências mundiais a saber: a) industrialização voltada para automação e suporte a uma sociedade de
informação; b) Busca de tecnologias high tech - high touch; c)
internacionalização da economia; d) foco nas medidas de longo prazo e globais
nas ações locais de distritos administrativos; e) Descentralização decisória;
f) instalação de processos de democracia participativa eletrônica confiáveis;
g) abandono de hierarquias e adoção de redes de discussão, decisão e ação
baseadas em Conselhos de especialistas e empresários; h) pelo abandono de
alternativas dicotômicas e adoção de soluções de múltiplas dimensões.
É pelo povo, é pela cidadania, É pelo Brasil.
Considerações
Finais
Enfim, a família está cumprindo seu fim biológico em sua
grande parte. Os membros da família como bravos ginetes vão campeando o
palafrém da vida, enfrentando obstáculos e competidores. A maioria esmagadora
do indivíduos está mantendo sua saúde razoavelmente bem com o desempenho econômico
financeiro adequado. Todavia as fortunas do passado até o momento não se
repetiram.
Por outro lado a contribuição de seus membros para o
propósito de preservação da espécie, das culturas, das etnias e nações continua
se expandindo em ritmo lento, pelo menos mais lento que no passado. Aqueles que
se dedicaram a Ciência e Tecnologia ainda são poucos nesta família o que reflete a triste
realidade brasileira de pouco caso com este tema.
De qualquer forma creio que o futuro da descendência de
Domingos e Joana está garantido e eles teriam orgulho de todos seus
descendentes.
Por fim, à medida que se mergulha no passado, a
dificuldade de conseguir dados e informações
vai ficando mais difícil. Por isso mesmo decidiu-se documentar achados
até o nível completo dos trisavós do autor e deixar para posterior esforço,
além dos tópicos já indicados, os seguintes estudos futuros:
1. Ascendentes Meirelles
acima do avô de Domingos (Maranhão e Portugal)
2.
Ascendentes Amaral ( Açores)
3.
Ascendentes Raming (Barra do Pirahy e Dinamarca)
4. Ascendentes Linden (
Petrópolis e Trier)
Apesar de os dados numéricos serem poucos e terem
significância estatística baixa, qualitativamente não há dúvida de que há duas
boas lições vitais aprendidas com esta família, que fundiu nas veias de seus
filhos sangue europeu, africano e ameríndio.
1 - dada e
aproveitada uma oportunidade real de boa
educação e trabalho qualificado bem remunerado, independentemente de sua origem
étnica, nacional ou religiosa as pessoas podem sew desenvolver e ascender
socialmente.
2- A superação dos preconceitos permite a formação de
casais mistos que com amor, carinho, interesse, atenção, cuidado e dedicação criam um ambiente
favorável ao desenvolvimento pleno de indivíduos sadios capacitados para
usufruir de saúde total, sucesso,
felicidade, prosperidade e longevidade.
Não há necessidade de grandes e dispendiosas intervenções
estatais, mas sim de pequenas, constantes e duradouras ações de cada um para mudar o mundo de forma
positiva e construtiva para melhor.
Por fim há que se reconhecer que apesar das incertezas e
da falta de alguns dados, as hipóteses plausíveis foram sendo formuladas ao
longo do texto e servirão de guia para o
aprofundamento das pesquisas genealógicas e históricas futuras.
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