domingo, 4 de janeiro de 2015

Cap 6 Conclusão



Capítulo 6 
Considerações finais de um estudo inicial  e próximos  estudos futuros

À guisa  de conclusão, o que é praticamente um oximoron para um texto que pretende apenas ser um ponta-pé inicial, é importante sumarizar a crítica, o rol de resultados, análise livre em contexto histórico,  lacunas e estudos futuros de 154 ascendentes Quintella, 32 ascendentes Meirelles , 174 descendentes Quintella e 77  descendentes Meirelles.
Primeiramente  é importante ressaltar que a opção por adicionar aos resultados a tradição oral reinante na família tem duas faces. Por um lado enriquece, tornando divertida e atraente a leitura de fatos e dados genealógicos usualmente frios. Por outro lado introduz todas as incertezas e fantasias que transitam no imaginário do grupo familiar, com suas incongruências, preconceitos e emoções, interpretadas livremente pelo autor. Secundariamente  deve ser ressaltado que há ainda diversas lacunas e dados faltantes a serem descobertos ainda, mas que não comprometem a totalidade do levantamento feito, que cobre mais de dois séculos. Domingos e Joanita em cerca de um século se multiplicaram, até 2012, tendo 6 filhos (todos já falecidos), 15 netos (7 já falecidos), 26 bisnetos( até agora identificados) e 30 bisnetos (até agora  identificados) bem como alguns tetranetos a caminho. Entroncaram-se estes descendentes com famílias de outros brasileiros e de descendentes de portugueses, ingleses, libaneses, gregos, franceses, italianos, argentinos, canadense, bem como de afro-descendentes e de indígenas. Exerceram as mais variadas profissões sendo as mais freqüentes o serviço público, engenharias, advocacia, áreas de medicina e saúde. Perdeu-se nestas gerações o espírito empreendedor dos ancestrais de Domingos. Não surgiu nenhuma vocação religiosa. O espírito artístico profissional ou empreendedor ou criador  só aflorou em cerca de meia dúzia dos descendentes.
O espírito de migrante foi desenvolvido e superado. A migração é em si um fenômeno geográfico que possui implicações territoriais e existenciais. migrar é sair do seu lugar, envolvendo processos de  desterritorialização e reterritorialização, caóticos e imprevisíveis e por conseqüência, nem sucessivos, nem ordenados. Todos somos nossos lugares, assim como eles nos são. Assim, quando alguém  toma a dura e amarga decisão de deixar seu lugar, deixa também um pouco de si para trás e ao chegar no destino tem que recriar um outro eu, sem  que o vazio deixado pela partida seja necessariamente preenchido. Deixa-se para trás ao partir vivências das diversas idades que construíram uma identidade vinculadas a uma certa cultura. Pior ainda, quando esta migração é feita a força, na escravidão. É necessário formar uma nova rede social que inclua além de pessoas  da velha cultura, mas sobretudo da nova cultura para permitir uma adaptação com minimização da dor das mudanças. Essa rede social necessita da cooperação entre seus integrantes para existir e se fundamenta nas relações de amizade, vizinhança, parentesco, trabalho, origem comum e principalmente visão e aspirações não divergentes ou altamente conflitantes. O sucesso de um migrante em seu destino depende de sua “emigrabilidade ” definida como “a capacidade potencial do emigrante de adquirir  no  novo ambiente, de forma gradual e rápida, uma certa  medida de equilíbrio interno entre o normal para seu background cultural e ao mesmo tempo e os requisitos de integração ao novo contexto, sem se tornar um elemento nem perturbado, nem perturbador “. Assim a adaptabilidade a ambientes e situações estranhas a sua experiência prévia exige uma força interna superior às pressões externas que permitam, através do aumento da resiliência, TRANSFORMAR-SE em direção a uma saudável integração que viabilize a sua aculturação a uma nova sociedade.

São regras de bom alvitre, que alguns de meus ancestrais, diante de situação inevitável e de fato consumado , criaram para fortalecer os espíritos de sua família desenraizada: não olhar para trás para não virar uma  estátua de sal, não comparar com situações passadas para não virar um poço de fel, não ver só o lado ruim das coisas novas para não virar um jiló amargo. Outra qualidade do migrante bem sucedido é sua capacidade de dominar e superar a nostalgia ou a saudade que resulta de um processo satisfatório  de individuação anterior e da necessidade de uma reindividuação. Neste processo, em que ele  reconhece e  se apropria do seu próprio  ser, de sua própria personalidade e de sua própria identidade, permitem-lhe construir  relações harmoniosas e estáveis com a família, amigos, colegas de trabalho e outros cidadãos. Esta disposição ajuda-o a manter com todos um vínculo saudável e construtivo sendo capaz de  reconfortar-se e  ser o seu próprio Pai usando o seu Estado de EU Adulto para garantir liberdade necessária para sua Criança livre desfrutar das novidades e surpresas que o novo ambiente trás. Desenvolve também o migrante vencedor uma capacidade de estar só e manter a maturidade emocional, superando:
a)       as dores de reconstruir sua casa e a sensação de pertencimento, conforto, segurança, personalização e a construção do lócus por excelência  de expressão de suas vontades e interesses;
b)       as dores e angústias de tudo que foi perdido e abandonado que podem desaguar em fantasias (eventualmente ações reais) persecutórias, confusionais e depressivas.

Como resultado desta superação o migrante pode começar a sair da nostalgia e da dor e penas advindas da perda dos familiares, dos amigos, das relações, da cultura, da etnia, da nação, do idioma, das referências geopolíticas, do status e dos riscos físicos, que com sua mudança deixou para trás reconhecendo e processando com racionalidade seus sentimentos de dor o que permite convertê-los em crescimento com a recuperação de sua capacidade do prazer de pensar, planejar e sonhar.

Observou-se que os migrantes, que foram mais rapidamente bem sucedidos em encontrar no destino o seu lar, usaram alguns suportes simbólicos relevantes: um altar ou vitrine de recordações, uma sala de história para reforçar as origens, uma balança de vantagens e desvantagens para encorajamento e reforço da decisão, um livro ou bíblia com registros da vida, reuniões e rituais de testemunho  (estas duas últimas são particularmente úteis para superar atos de preconceito, de abusos, de violações, de seqüestros e de outros episódios traumáticos). Estes migrantes assim estruturados e psicologicamente potentes, empoderados e em grupo tiveram papel importante na criação de pequenos museus, organizações de defesa dos direitos humanos e de gênero e nas mudanças ainda que pequenas neste país em direção a construção de uma sociedade mais aberta e mais justa. Nesta família muitos dados de sua existência sobreviveram graças a práticas isoladas de cada membro no uso de suportes simbólicos cuidadosamente preservados nos baús de família.

Tanto os ancestrais germânicos de Joanita que vieram de uma origem diversa, quanto os ancestrais de Domingos de origem afro e indígena sofreram estas  pressões típicas do migrante. Estes últimos tiveram seu quadro agravado pela escravidão de seus ancestrais e pela barreira para adaptação a situação de libertos numa sociedade ainda preconceituosa com estes egressos de uma situação socialmente inferior.
Já os portugueses, mais confortavelmente posicionados socialmente por estarem no estrato de classe dominante e aparentemente gozando de alguma vantagem de adaptação, tiveram igualmente os mesmos problemas.  Este desejo de mudança territorial e cultural parece não se ter perdido nos descendentes de Domingos e Joana, pois cerca de meia dúzia prosseguiram este fluxo migratório estabelecendo-se em outros países, enquanto outros tantos tiveram longos períodos de residência no estrangeiro.

A mestiçagem, segundo previsão de Carl Friedrich Phillip von Martius, decorrente de sua viagem exploratória ao Brasil de 1817 com Johann Baptist von Spix e de sua participação da comitiva da Grã-Duquesa austríaca Leopoldina, iria ocorrer entre as classes mais baixas inicialmente, mas certamente alcançaria cedo ou tarde os estratos mais elevados da sociedade. Esta visão prospectiva se baseava em casos pioneiros que havia presenciado ou detetado que bem poderiam ser os deste grupo familiar. A mestiçagem ocorrida na família teve um impacto divisor no seu seio. Assim há aqueles que se conscientizaram e aceitaram esta herança mestiça e aqueles que procuraram dar mais ênfase a sua herança européia, seja lá qual fosse. Isto pode ser o reflexo do próprio preconceito da sociedade ou dos grupos profissionais freqüentados.  Naturalmente a postura era mais formal e menos popular entre os que enfatizavam as origens européias e mais informal entre os que reconheceram conscientemente suas origens mestiças. Outras considerações mais profundas de comportamento podem resultar em informações interessantes do ponto de vista psicossocial. Mas nos ancestrais dos Meirelles a mestiçagem parece ter ocorrido numa incipiente classe média de trabalhadores com alguma qualificação e negociantes.

Outra observação inicial, mas que requer aprofundamento é o caso da longevidade. Para aumentar o número de observados usou-se a árvore de costados do autor já apresentada, que duplica  assim o universo de análise. Observe-se que mais dados a serem pesquisados poderão alterar estes resultados parciais arredondados.
Nível genealógico
longevidade
Pais
61
Avós
51
Paterno
36
Materno
66
Bisavós
63
Paterno
58
Materno
68
Irmãos Mortos
                          69            
 Como se pode ver há um discreto mas contínuo aumento da longevidade geracional apesar da oscilação presente no nível de avós ocorrida por acidentes de saúde.

Já as linhagens têm o seguinte perfil de longevidade apresentado abaixo.

LInhagens
Longevidade
Período
Mestiços
76
1836-1975
Germânicos no Brasil
60
1827-1975
Portugueses no Brasil
51
1836-1956
Ingleses na Europa
71
1661-1875
Portugueses na Europa
69
1620-1839
Média
65
1620-1975

Pela análise destes dados é possível criar algumas hipóteses plausíveis, a saber:
1)       A mestiçagem no Brasil aumentou a expectativa de vida dos mestiços e seus descendentes.
2)       A longa permanência numa localidade deu maior longevidade a seus membros e descendentes
3)       Migrações reduziram a esperança de vida de seus membros pelo menos por duas gerações.

Evidentemente tais hipóteses requerem mais coleta de dados para validação mais ampla e delimitação dos contornos de validade.  Mas recentes estudos da Genética sugerem que o cruzamento entre negros e brancos acaba por suprimir genes recessivos e exaltar os dominantes. Via de regra, muitos dos genes recessivos, sejam eles herança negra (por exemplo, anemia falciforme) ou branca (potencial para câncer de pele) são perdidos no crossing over, que faz prevalecer características dominantes e garantindo, assim, maior longevidade a esses indivíduos. Há indícios que cruzamentos entre europeus e ameríndios suprime certas tendências a doenças do sangue e acentuam maior simetria corporal. Quanto maior for a variabilidade genética, maiores as chances de sobrevivência no meio, de acordo com a teoria do neodarwinismo.




As epidemias, as más condições de salubridade e hábitos de higiene, bem como os parcos recursos médicos na Corte e no Estado do Rio de Janeiro, em que pese serem as melhores em todo o hemisfério sul no século XIX, foram  as principais responsáveis pela baixa esperança de vida na região.  Vários deste males atingiram diretamente vários membros deste grupo como se pode ver pela incidência de causas mortium conhecidas apresentadas a seguir.

Causa Mortis nos atestados de óbito  da Família
Epidemias no Rio de Janeiro durante o século XIX
Até o século XIX o Brasil mantinha uma reputação de país “saudável”, baseada no fato de que as pandemias de cólera, influenza, e peste bubônica– que haviam matado centenas de milhares de pessoas em Bengala, Hamburgo e Havana – não haviam atingido a América do Sul abaixo da linha do Equador, bem como na falta de dados sobre epidemias de varíola e outras doenças nos séculos anteriores.
A era das epidemias brasileiras só é reconhecida mundialmente com a febre amarela de 1849-50, que  no Rio de Janeiro, atingiu 90.658 e matou 4.160 de seus 266 mil habitantes (há relatos de 15 mil mortes).  Depois de 1850, ela se tornou endêmica no Rio de Janeiro, aumentando  o número de vítimas assustadoramente, chegando  9376 casos entre 1880 e 1889.  O Infector é o  Flavivírus pelo vetor Aedes Aegypti. Sabe-se que apenas dois membros de Mangaratiba foram afetados mas não se sabe de falecimentos em virtude  desta doença neste grupo.
O Cólera atingiu o país em 1855-56 e nos anos 1890 causada pelo infector bacterial vibrião colérico (Vibrio cholerae) que provocou a morte de apenas um membro do grupo  de origem germânica em Petrópolis. Já as epidemias de varíola aconteciam, em geral, no inverno todos os anos pelo infector Orthopoxvirus variolae. Apesar de haver afetado alguns membros nãos e sabe de óbitos neste grupo ainda.
 


 

Um cirurgião negro atendendo aos doentes. Imagem de Jean Baptiste Debret
 inoculando as pessoas, os curandeiros buscavam o poder do orixá das epidemias, Obaluaiê

As doenças pulmonares
 Duas grandes afecções tiveram importância no século XIX para este grupo:
1)       A  Tuberculose que é causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis
2)       A Pneumonia bacteriana: embora algumas formas de pneumonia sejam causadas por vírus, a maioria é provocada pela bactéria Streptococcus pneumoniae                                                                            Pelo menos três  membros deste grupo familiar faleceram em virtude destas moléstias.
Outras doenças
A incidência de Câncer matou 4 membros do grupo. Já os acidentes vasculares e cardíacos provocaram a morte de cerca de 5  pessoas. Mortes pelo parto também provocaram a morte de pelo menos duas mulheres. Demais diagnósticos de morte podem ser motivo de estudos futuros nos atestados de óbitos para melhorar estes dados. Considerando-se que em 2013 morrem 100 mil pessoas de câncer e outras tantas de doenças cardíacas os números da família mostra que o grupo familiar está exposto  a esta nova epidemia.
Na tabela abaixo pode-se observar as esperanças de vida ao longo do tempo em várias regiões do mundo.

Local
Época
<vida>
Roma
Século IV
30
Bárbaros
Século IX
25
Europa
Século XV
37
Como se pode ver a expectativa de vida teve um retrocesso com a queda de Roma só se recuperando e sendo superada mil anos depois.

Região
Século XXI
Século XX
Século XIX
África
30
25
20
Brasil
70
60
35
Portugal
77
70
40
Mundo
62
50
29

No quadro acima apresentam-se valores estimados de esperança de vida médios em regiões relevantes para o grupo nos séculos XIX, XX e XXI. Aí se vê que o Brasil avança em relação a todas as outras regiões  na esperança de vida da população. O mesmo vem acontecendo também com a família.

O status social e as profissões de família.

Para entender as profissões seguidas e as relações mantidas pelos ancestrais no século XIX decidiu-se elaborar taxionomias próprias  de estrutura de poder político e financeiro que são apresentadas as seguir.
A  Estrutura de Poder Político tem no topo a nobreza e em segundo nível o Clero, Forças Armadas, Servidores e Financistas. No terceiro nível uma incipiente classe média sem grande poder político é constituída por pequenos negociantes, novos migrantes, libertos, artistas e artesãos. Por fim na base da pirâmide escravos afro e indígenas.    Em 1800 cerca  de 35%  da população do Rio são escravos  em 1850 é cerca de 40%, mas em 1870 eram 15%.  Calcula-se entre 3,5 milhões e 4 milhões de indivíduos trazidos da África para o Brasil pelo tráfico de escravos, sendo 1,5 milhão na sua última fase, entre 1800 e 1850. Dois aspectos se destacam na evolução demográfica brasileira nesse período. O primeiro é o grande salto da população no século XVIII, decorrente do incremento da imigração colonial portuguesa e do tráfico africano provocado pela mineração de ouro e diamante no Sudeste e Centro-Oeste.  O segundo é o crescimento da população mestiça gerado pela miscigenação de brancos e índios e de brancos e negros, decorrente da alta taxa de masculinidade da imigração colonial e do tráfico africano, estimulada pela política natalista da metrópole interessada em ocupar mais rapidamente o território da colônia.  Calcula-se que por volta de 1800 os mestiços (mulatos e caboclos) já representam de 20% a 30% da população total em 1850 eram cerca de 35%  - 80 mil escravos - e hoje em 2013 são 44,2% que se  autodeclararam pardas.    No ano de 1890, imigrantes portugueses compunham 20,36% da população da cidade do Rio de Janeiro (106.461 pessoas). Brasileiros filhos de pai ou mãe portugueses compunham 30,84% da população carioca (161.203 pessoas). Ou seja, portugueses natos ou seus filhos perfaziam, naquele ano, 51,2% dos habitantes do Rio, um total de 267 664 pessoas.                                                     
Quanto aos indígenas, escravos da terra ou gentios havia várias etnias às vezes grupadas indevidamente sob o mesmo nome pelo colonizador. De qualquer forma as tribus aqui dominantes eram Tupinambás, conhecidos também como Tamoios, Coroados, Bacunins ou Caxinés, Goitacás, Guaitacás, Waitakas ou Aitacazes.  Eles encontravam-se divididos em grupos lingüísticos, a saber:

A Família Tupi, ou tupi-guarani compreendendo
1. Tupinambá ou Tamoyo, habitantes das zonas de lagunas e
enseadas do litoral, do Cabo Frio até Angra dos Reis.
2. Temiminó ou Maracajá, localizados na Baía de Guanabara.
3. Tupinikin ou Margaya no litoral norte fluminense e Espírito
Santo.
4. Ararape ou Arary, no vale do Paraíba do Sul.
5. Maromomi ou Miramomim, na antiga Missão de São Barnabé. 

Família Puri ou Macro-Jê
1. Puri, Telikong ou Paqui, falada nos vales do Itabapoana e Médio
Paraíba e nas serras da Mantiqueira e das Frecheiras, entre os rios Pomba e
Muriaé. Estava dividida em três sub-grupos denominados Sabonan,
Uambori e Xamixuna.
2. Coroado, em ramificações da Serra do Mar e nos vales dos rios
Paraíba, Pomba e Preto. Subdividida em vários grupos, entre os quais,
Maritong, Cobanipaque, Tamprun e Sasaricon.
3. Coropó, no rio Pomba e na margem sul do Alto Paraíba.
4. Goitacá, Guaitacá, Waitaka ou Aitacaz, nas planícies e restingas
do Norte Fluminense, em áreas próximas ao Cabo de São Tomé, no
território entre a Lagoa Feia e a boca do rio Paraíba. Subdividida em quatro
grupos: Goitacá-Mopi, Goitacá-Jacoritó, Goitacá-Guassu e Goitacá-Mirim.
5. Guaru ou Guarulho, falada na serra dos Órgãos e também nas
margens dos rios Piabanha, Paraíba e afluentes, incluindo o Muriaé,com as
suas ramificações por Minas Gerais e Espírito Santo.
6. Pitá, na região do rio Bonito.
7. Xumeto, na Serra da Mantiqueira.
8. Bacunin, no rio Preto e próximo à atual cidade de Valença.
9. Bocayú, nos rios Preto e Pomba.
10. Caxiné, na região entre os rios Preto e Paraíba.
11. Sacaru no vale do Médio Paraíba.
12. Paraíba, também no Médio Paraíba.                                                                                            

Família Botocudo ou Macro-Jê
1. Botocudo, Aimoré ou Batachoa, nos vales do rio Itapaboana, e
também na região do rio Macacu.

Família Maxakalí ou Macro-Jê
Maxacari ou Mashakali, na área do rio Carangola, fronteiras do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.
Língua Goianá
Goianá, Guaianá, ou Guaianã,  na capitania de São Vicente, na Ilha Grande, em Angra dos Reis e em Parati.

Cronologia Relevante para os indígenas
1755 - Abolida legalmente a escravidão dos índios.
1722 - Revolta dos índios da Aldeia de São Barnabé.
1757 - Diretório dos Índios por Pombal para regulamentar trabalho compulsório.
1761 - Imigrantes europeus ocupam terras da Aldeia de Ipuca.
1798 - Decretada a extinção do Diretório.
1809 - O Príncipe Regente manda fazer guerra ofensiva aos Botocudo.
1831 - A Regência revoga as leis que permitiam escravização dos Botocudo.
1833 - Os bens dos índios passam a ser administrados pelos Juizes de Órfãos.
1845 - Criação da Diretoria Geral de Índios e regulamentação da catequese.
1866 - A Província do Rio de Janeiro extingue a aldeia de São Lourenço.
1902 - Registro de morte de Joaquina Maria, índia Puri, com cerca de 90 anos.

Estima-se que tenham existido de 1 milhão  a 3 milhões de indígenas no território brasileiro, é impossível saber ao certo. Em 1990 essa população  era de aproximadamente 250.000 indivíduos, ou 0,2%  da população brasileira. No século XIX a população indígena não devia ultrapassar 5% da população da Corte ( cerca de 10 mil) e  do Estado do Rio (cerca de 10 mil) e hoje deve ser menos de 0,1%.

O ramo indígena encabeçado por Andreza Maria era constituído por indivíduos já há muitas gerações integrados à maneira de ser dos colonizadores europeus. Em Mangaratiba e Ilha Grande indígenas aculuturados e pardos livres (seja lá o que isto signifique) form o embrião de uma classe média prestadora de serviços e de pequenos negociantes que facilmente se miscigenava com europeus e brasileiros (?). Apesar de brutal na conquista territorial, como qualquer outro conquistador, pode-se ver que ela era tolerante com a miscigenação e eficaz na prevenção da formação de quistos  étnicos e tumores lingüísticos. Este casal misto Andreza e Mendo em particular parece ter se dedicado a negociar gemas, adquirindo uma certa independência econômica e com isso navegaram bem na sociedade e garantiram  para seus filhos e descendentes uma inserção mais alta na escala social, sem depender de caridade, sem sofre preconceitos e sem se apoiar em, ou   recorrer a vantagens de quotas raciais.



O século XIX transfere para o Brasil o conflito entre uma nobreza falida e derrotada pelas armas e um patriciado constituído de uma plutocracia negreira, uma classe de grossistas nacionais e internacionais, e de fazendeiros escravocratas da açucarocracia decadente e da cafécracia ascendente. Eram intervenientes ainda o clero, financistas e Forças armadas e servidores públicos, mais ligados à nobreza que  ao patriciado. A incipiente classe média era um amálgama de categorias díspares que não tinham ideais nem interesses comuns.
No entanto a hierarquia política era contrastada por uma hierarquia econômico-financeira diferente, geradora de conflitos e acordos,  como se pode ver  na figura abaixo. Assim é que a Nobreza e o Clero faziam inúmeras concessões aos fazendeiros e financistas mas tinham reservas e desconfianças, apesar de deles  dependerem,  das demais categorias. Já as relações entre o topo dos homens de negócios interagia dentro dos padrões típicos entre mercantilistas da mesma forma que agia com a base dos trabalhadores e pequenos negociantes.
 Vários dos ancestrais de Domingos conseguiram grande mobilidade social pelo enriquecimento e pela interação pragmática com todas as categorias, violando por vezes os paradigmas e preconceitos das categorias em que estavam localizados temporariamente. Alguns chegaram ao topo arrastando consigo parceiros de categorias mais baixas angariando eventualmente a antipatia de pessoas mais resistentes a mudança. O relato deste texto mostra como as pequenas histórias dos membros da família foram às vezes engolfadas pela Grande História. Mostra como eles resolveram os enredos de suas vidas com engenho e arte, mas sobretudo com o amor pelo seu sangue e dedicação ao seu clã. Seu suor na labuta, sua superação  dos preconceitos e obstáculos associados a sua simpatia fizeram com que o deus Forculus – das portas e a deusa Cardea – das dobradiças  lhes abrissem  as portas do sucesso. 




Uma Visão Filosófica e Política da família
A visão política reinante na família É PAUTADA POR UMA AGENDA DE TRANSFORMAÇÃO NACIONAL PROFUNDA visando a conquista da democracia e permanência evolutiva nessa situação por meio de uma  agenda de Reforma e REDUÇÃO  do porte, custo e presença do Estado. Baseia-se esta visão em alguns fundamentos expostos em seguida.
Neste mundo não há santos, todos têm pecados. Numa vida bem sucedida o importante é que  o peso dos acertos supere o dos erros. Como o passado e futuro são inseparáveis, o aprendizado com este equilíbrio entre acertos e erros pode ser um guia de comportamento. Mas é preciso cautela para não se deixar afetar pela influência dos pretensos grandes homens da História. Cada um deve construir sua pequena História, do mesmo modo que um artista elabora sua obra com todo o capricho, dedicação, engenho e arte.  Nunca é demais lembrar que somos ínfimos animais racionais em um multiverso gigantesco, violento, imprevisível. Não há propósito no multiverso. Não há pré-destinação nem grande plano. Cada um e todos são responsáveis pelo seu destino individual e coletivo. Nossa vida nada mais é que um resultado de processos naturais que exploraram os materiais brutos da Terra. Os modelos científicos da vida já conseguem entender  a síntese da vida por meio da combinação de buidling blocks moleculares como suprimento de energia metabólica. Nossa razão é a  única coisa que dá sentido e ordem à seqüência histórica  de fatos randômicos, às vezes furiosos e ruidosos, às vezes parecendo manso lago azul silencioso. Os fatos históricos são construídos passo a passo por os atos isolados de milhares de cidadãos comuns, em geral remando contra a maré de insanidade, criada por figuras tidas como providenciais. Esses mitos de mentalidade revolucionária,  cultuados como pequenos deuses são responsáveis pelo congelamento do pensamento de seus seguidores fanatizados, pelo engessamento da sua criatividade, iniciativa e capacidade de resolver problemas.  Para  criar tais mitos e heróis  é preciso construir um castelo de mentiras torpes, ocultar suas fraquezas, seus crimes e usar de violência.  A análise racional das conseqüências de uma teoria moral tem uma certa analogia com o método científico. Em Ciência como em filosofia não se aceita uma teoria abstrata porque ela é  internamente convincente; decide-se aceitá-la ou rejeitá-la somente pela investigação das conseqüências concretas e práticas que podem ser diretamente  testada experimentalmente. Mas  há uma diferença fundamental. No caso de uma teoria científica a decisão depende dos resultados de experimentação.  Se os resultados confirmam a teoria ela pode ser aceita até que se encontre outra melhor. Se os fatos experimentais contradizem a teoria ela é rejeitada.  Contudo no caso de uma teoria moral, apenas algumas vezes se pode contar com análise de experimentos históricos. Em outros casos, sem exemplos históricos, só é possível confrontar as conseqüências com o exame de consciência e prospecção.
 A idéia capciosa e megalomaníaca da existência de um Tribunal da História  e da necessidade de grandes homens para concretizar grandes eventos é absurda e tem trazido muita infelicidade aos seres humanos. Basta olhar e ver o efeito paralizante, imbecilizante destas bestas-feras, de mentalidade revolucionária, sobre seus comandados: Bolívar, Lênin, Stalin, Hitler, Vargas, Fidel, Mandela, etc... Sábio é o povo que confia apenas temporariamente em seus líderes e os descarta quando não são mais necessários, nem adequados. Churchhill foi o melhor exemplo deste tipo de liderança rejeitada com sucesso. Já Pedro II foi também rejeitado, embora a República que o substituiu não foi até hoje bem sucedida, por ter sido realizada por quarteleiros despreparados. Por outro lado sábios são os líderes de mente sadia e desprendida que cedem espontaneamente seu lugar a seus sucessores, abrindo mão do poder pelo poder, como George Washington, Lucius Quinctius Cincinnatus, etc... São estes balizadores que nortearam o que se pode chamar de diretrizes  filosóficas e políticas dominantes na família. Mas os verdadeiros heróis são aqueles ignorados, anônimos. Eles sim têm a coragem de agir sem contar com a ajuda de sequazes cegos, sem o apoio de grandes organizações. Eles sim caem, sacodem a poeira e  se levantam para cair de novo numa luta sem fim. Lutam por si e por suas famílias, contra as adversidades, contra as enfermidades, contra as agressões contra as usurpações, contra a pilhagem do Estado, contra a mediocridade dos que sucumbem a tentação de serem seguidores ou seguidos. Cada ser humano é um herói nato, já vencedor por haver nascido e sobrevivido. Se usar de sua racionalidade sobressairá em virtude e qualidade à massa humana sem educação e aos miseráveis intelectuais em geral que não têm ética nem controlam seu destino. Esta família tem tido por princípio que cada ser humano é um fim em si mesmo, nunca um fim para os fins de fanáticos, de mitos, de líderes ou divindades. Ninguém deve se sacrificar pelos objetivos e ideais de outrem, de lideranças ou de grupos sectários. Cada um deve buscar seus propósitos racionais, legítimos, honestos, e de crescimento por meios pacíficos, sem interferência externa, sem líderes, sem ídolos, sem mitos, sem divindades. 
Algumas propostas e reflexões ouvidas junto aos membros da família estão reunidas em seguida.  De uma forma geral  o ideário dominante dos membros da família (com algumas exceções é claro), é contra a valorização excessiva e a mercantilização do futebol na cultura nacional e contra os 30 bilhões gastos com a Copa. É contra políticas inflacionárias e de alto custo de vida. É contra a corrupção e  favorável a que TODOS os corruptos  sejam presos. É contra todas as bolsas de compra de votos. É pela falta de um plano estratégico nacional, elaborado por especialistas de alto nível e referendado pela população, que permita o compartilhamento majoritário de uma visão de futuro, de sentido de missão e de valores universais que dêem orgulho aos cidadãos. É pelo controle externo do Estado por Conselhos integrados por doutores especialistas. O Estado brasileiro atual é visto como totalmente superado e ineficaz porque os três poderes são um ente estritamente presencial, distante das bases, oligárquico, burocrático, imprevisível, falível em alta porcentagem, completamente opaco, sem controle externo de desempenho de seus membros, corruptível, lento, caro e impermeável a influência e crítica. É pela avaliação total de desempenho  anual do Estado por um conselho nacional de avaliação de desempenho dos três poderes, descentralizado por todos os municípios, estados e federação constituído por voluntários eleitos anualmente, inelegíveis por oito anos após seu serviço e com poderes de determinar a cassação de mandatos e cargos, penalização criminal ,cível e trabalhista etc... por baixo desempenho em qualidade e produtividade, ou em resposta a plebiscito eletrônico ou ação do ministério publico. É a favor de priorizar com mais de 15%  investimentos em pesquisa científica. É por uma reforma Universitária que  direcione 80% das vagas para Ciência e Tecnologia visando o desenvolvimento industrial nacional. É a favor de investimentos prioritários em EDUCAÇÃO(15%) e SAÚDE (15%) COM SALÁRIOS competitivos para professores e médicos. É pela manutenção impecável das escolas e dos hospitais. É pelo alinhamento dos investimentos maciços em educação científica e tecnológica a um plano de indústria e comércio inserido no mercado global. É a favor de  investimentos privados em infra-estrutura de transportes e comunicações. É a favor de investimentos e modernização das forças de segurança e defesa. É pela melhoria nas aposentadorias.  É pela necessidade de re-industrialização do país em direção a constituição de uma sociedade de informação nas áreas chave de competitividade moderna compatíveis com a vocação nacional, a saber: Materiais beneficiados localmente – Alimentação – Farmacêuticos – Transportes (Aeroespacial, Naval, Ferroviário) – Tecnologias de Informação e Comunicação – Energia. É pela necessidade de estimular o desenvolvimento científico e tecnológico e descentralizar geograficamente o desenvolvimento econômico, pela necessidade de dar autonomia política e econômica aos estados e regiões viáveis, pela necessidade de estimular e atrair investimentos nacionais e estrangeiros. É pela diversificação da matriz energética e redução de tarifas de energia. É pela necessidade de reduzir a densidade demográfica nas grandes cidades e estímulo ao desenvolvimento econômico e humano nas pequenas e médias cidades.  É pela gestão permanente da  qualidade de vida,  de urbanização e de habitações decentes a preços acessíveis para todos. É pela reforma do sistema judiciário como um todo, que é uma nobiliarquia que se locupleta com altos salários, mordomias e devolve baixa produtividade e baixa qualidade de Justiça. É pela necessidade de Reforma democratizante do judiciário reduzindo seus custos, e pelo desenvolvimento de câmaras de arbitragem e de júris especialistas constituídos por peritos apenas, bem como de júris populares para crimes comuns, sem juízes nem bacharéis em direito, mantendo só a elite destes últimos apenas em causas nobres de fundo jurídico e/ou político complexo e/ou de potencial de inconstitucionalidade e/ou sem jurisprudência, nem súmulas vinculantes. É pela avaliação de qualidade e produtividade no desempenho de magistrados, pelo seu enquadramento como trabalhadores comuns, com 44 horas semanais efetivas de trabalho, com férias de 30 dias, sem estabilidade e passiveis de demissão sumária por justa causa, sem aposentadoria. É pela necessidade de modernização, desburocratização, previsibilidade, transparência, incorruptibilidade e agilização do judiciário. É pela necessidade de quebrar a reserva de mercado de advocacia para  o excessivo quantitativo  de um milhão de bacharéis em direito e a democratização da OAB pela inclusão de outras profissões como advogados. É contra a criminalidade desenfreada e os anuais  50 mil homicídios por ano, 50 mil estupros, 200 mil desaparecimentos, pelos 45 mil mortos por ano no transito, pelas 400 mil pessoas que ficam com seqüelas de acidentes de trânsito, pelas 150 mil pessoas internadas por acidentes de trânsito que impedem que 60 mil doentes tenham vaga em hospitais públicos e porque só 2% dos crimes são apurados. É contra o fato de que para CADA 1000 PESSOAS DO MUNDO 28 SEREM BRASILEIRAS E PARA CADA 1000 ASSASSINATOS NO MUNDO 110 SEREM DE BRASILEIROS. É contra o estado deplorável dos 500 mil presos mantidos em calabouços medievais, submetidos a mais de 500 torturas sistemáticas e 30 mortes diárias  pela incompetência e barbárie do sistema judiciário, presos estes, caros e que não produzem para sua manutenção, que não são re-socializados e  oneram o pais. É a favor da pena de morte para juízes e políticos corruptos, perpetradores de crimes hediondos e criminosos irrecuperáveis. É pela guerra total contra o tráfico de drogas e o terrorismo. É pela reforma do código penal incluindo a pena de morte e a prisão perpétua e extinguindo as medidas facilitadoras de libertação de criminosos. É pela responsabilização das pessoas pelos seus atos e pela desvitimização dos criminosos.  É pelo repúdio à sonegação de impostos desde que eles sejam limitados a um total máximo de 20% da renda individual. É pelo fim da isenção tributária de organizações religiosas e de sindicatos. É pela redução da maioridade penal aos 12 anos. É pelo fim de mordomias e destituição de todos legisladores e seus assessores que são muitos, caros, incompetentes, não representando ninguém. É pelo voto distrital e pela aproximação dos eleitores e seus eleitos. É Pelo fim do voto obrigatório. É pelo fim dos custos de propaganda eleitoral pela a redução a zero  dos gastos de propaganda eleitoral e pela limitação exclusiva e obrigatória de divulgação de biografia, planos e projetos detalhados  compromissados pelos candidatos na internet gratuita. É a favor de acompanhamento mensal dos planos de candidatos em sua execução podendo resultar em recall pelo não cumprimento dos planos de trabalho.  É pelo fim da propaganda política de governos. É pela avaliação permanente de qualidade e produtividade no desempenho de futuros legisladores que serão muito poucos, altamente qualificados, voluntários, temporários, sem suplentes e inelegíveis uma segunda vez. É pelo fim das  remunerações mensais vitalícias para ex presidentes, ex-governadores e ex-prefeitos, ex-legisladores. É contra um executivo inchado que não pode continuar com 39 ministérios e milhões de parasitas e precisa ser reestruturado com trabalhadores CLETISTAS, avaliados permanentemente, sem estabilidade em apenas 8 ministérios. É pela privatização de todas as atividades estranhas ao Estado, pelo fim dos gastos desnecessários. É pelo impeachment da Presidente e fechamento de todas as casas legislativas e dos atuais partidos políticos e pela necessidade de uma verdadeira Reforma Política. É pela necessidade de apuração das fraudes eletrônicas nas eleições e contra a compra e divulgação de pesquisas de opinião falsas sobre a satisfação popular. É pela revoltante parcialidade da Comissão da Verdade que não investiga os terroristas e baderneiros, distorcendo fatos históricos.  É contra todas a atividades de vandalismo em manifestações reivindicatórias e pelo mau exemplo que os baderneiros, guerrilheiros fracassados, de índole corrupta, aboletados no governo estão dando sobre a forma violenta e desonesta como chegaram ao poder. É pela perda de direitos políticos e prisão de terroristas e baderneiros. É pelo fim do foro privilegiado (âncora da corrupção) para políticos e magistrados. É pelo fim dos cartões corporativos, benesses, auto-aumento (salário dos políticos deve ser de no máximo 3  salários mínimos). É pelo fim do poder de qualquer servidor dos três poderes legislarem em causa própria e decidirem seus próprios salários. É pela Participação majoritária de cidadãos nos tribunais de contas. É pelo plebiscito eletrônico para tomada de decisões de interesse geral. É contra a impunidade de legisladores e magistrados e pelo fim de suas aposentadorias milionárias. É pela reforma da constituição, destruição do entulho resultante da fúria legiferante dos políticos e pela instalação de governos e assembléias constituintes (livres de políticos profissionais e bacharéis em direito) provisórios, em todos os municípios do Brasil que implante a democracia no país. É pela abolição de todos os partidos e criação de tres estruturas de participação política apenas em que as legendas  e indivíduos das extintas agremiações políticas se alinhem: uma de situação, uma de oposição (com um shadow government de oposição que ganha experiência no manejo do governo) e uma alternativa, todas sem gastos públicos,  funcionando pela internet com consultas a população para qualquer tomada de decisão. É pela necessidade de uma nova constituição simples, sintética baseada em princípios e valores universais. É pela valorização das prefeituras e pela concentração das verbas de impostos nos distritos. É pela redução de impostos federais. É pelo fim do fundo partidário.  É pela garantia de liberdade de imprensa. É pela laicização total do Estado. É pelo alinhamento com as principais tendências mundiais a saber: a) industrialização voltada para automação e suporte a uma sociedade de informação; b) Busca de tecnologias high tech - high touch; c) internacionalização da economia; d) foco nas medidas de longo prazo e globais nas ações locais de distritos administrativos; e) Descentralização decisória; f) instalação de processos de democracia participativa eletrônica confiáveis; g) abandono de hierarquias e adoção de redes de discussão, decisão e ação baseadas em Conselhos de especialistas e empresários; h) pelo abandono de alternativas dicotômicas e adoção de soluções de múltiplas dimensões.
É pelo povo, é pela cidadania, É pelo Brasil.



Considerações Finais

Enfim, a família está cumprindo seu fim biológico em sua grande parte. Os membros da família como bravos ginetes vão campeando o palafrém da vida, enfrentando obstáculos e competidores. A maioria esmagadora do indivíduos está mantendo sua saúde razoavelmente bem com o desempenho econômico financeiro adequado. Todavia as fortunas do passado até o momento não se repetiram.
Por outro lado a contribuição de seus membros para o propósito de preservação da espécie, das culturas, das etnias e nações continua se expandindo em ritmo lento, pelo menos mais lento que no passado. Aqueles que se dedicaram a Ciência e Tecnologia ainda são poucos  nesta família o que reflete a triste realidade brasileira de pouco caso com este tema.
De qualquer forma creio que o futuro da descendência de Domingos e Joana está garantido e eles teriam orgulho de todos seus descendentes.
Por fim, à medida que se mergulha no passado, a dificuldade de conseguir dados e informações  vai ficando mais difícil. Por isso mesmo decidiu-se documentar achados até o nível completo dos trisavós do autor e deixar para posterior esforço, além dos tópicos já indicados, os seguintes estudos futuros:

1.       Ascendentes Meirelles acima do avô de Domingos (Maranhão e Portugal)
2.       Ascendentes Amaral ( Açores)
3.       Ascendentes Raming (Barra do Pirahy e Dinamarca)
4.       Ascendentes Linden ( Petrópolis e Trier)

Apesar de os dados numéricos serem poucos e terem significância estatística baixa, qualitativamente não há dúvida de que há duas boas lições vitais aprendidas com esta família, que fundiu nas veias de seus filhos sangue europeu, africano e ameríndio.
1 -  dada e aproveitada  uma oportunidade real de boa educação e trabalho qualificado bem remunerado, independentemente de sua origem étnica, nacional ou religiosa as pessoas podem sew desenvolver e ascender socialmente.
2- A superação dos preconceitos permite a formação de casais mistos que com amor, carinho, interesse, atenção,  cuidado e dedicação criam um ambiente favorável ao desenvolvimento pleno de indivíduos sadios capacitados para usufruir  de saúde total, sucesso, felicidade, prosperidade e longevidade.
Não há necessidade de grandes e dispendiosas intervenções estatais, mas sim de pequenas, constantes e duradouras  ações de cada um para mudar o mundo de forma positiva e construtiva  para melhor.

Por fim há que se reconhecer que apesar das incertezas e da falta de alguns dados, as hipóteses plausíveis foram sendo formuladas ao longo do texto  e servirão de guia para o aprofundamento das pesquisas genealógicas e históricas futuras.


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